Datas Importantes e Web Actions
Actividades do 2º semeste de 2011


Colaboração do grupo, com o GPS, actividade Laço Branco

Sessão de Direitos Humanos na Biblioteca da ESA



30 11 2011

Maratona de Cartas 2011

Datas Importantes e Web- actions 2011

1 º Semestre de 2011

Actividade de Parabéns à AI

mural gr esa ai 19 5 11




No dia 19 de Maio de 2011, o grupo, organizou uma actividade simbólica de parabéns aos 30 anos da Secção da AI Portugal e os 50 anos da AI.
Num mural, decorado por nós, sugerimos aos participantes que deixassem uma mensagem de parabéns à AI.
Fizemos também um brinde simbólico.

Actividades da Semana Cultural ESA - RED HANDS- Crianças Soldado e Violência contra as mulheres




Actividade Red Hands - pelo fim das crianças soldado, assinatura de petições para o Chade.

Actividade Violência contra as mulheres- distribuição de flyers e assinatura de petições para a Nicarágua.

Agradecimentos aos alunos do 12º D, e Projecto Faça-se Justiça, ESA e a todos os participantes.

Simulação da Assembleia Geral da ONU para a Abolição da Pena de Morte



No âmbito da semana Faça-se Justiça da ESA, o Grupo ESA AI, realizou um simulação da assembleia da ONU, com uma turma do 10º ano. Com 28 participantes e alguns convidados. Presidente de Mesa: Profª Edina Guerra; Secretária: Profª Emília Oliveira; Associação Orgulho Branco: Rosária Rego; Associação de Cidadãos Preocupados com a segurança: Jussara Silva; Represente da AI: Joana; Familiar de um condenado à morte: Mário Lopes. Agradecimentos à ESA, á Profª Emília Oliveira e Profª Isabel e a todo o grupo, apoiantes e simpatizantes

Actividades da Semana Faça-se Justiça




Actividades em colaboração com o grupo ESA AI: Exposição de poster's da AI, distribuição de folhetos sobre a AI, o grupo, e os vários tipos de discriminação.

Folhetos 21 de Março

27 de Janeiro - Dia Internacional de Lembrança das Vítimas do Holocausto

Thou shall not be a victim. Thou shall not be a perpetrator. Above all, thou shall not be a bystander. Inscrição no Museu do Holocausto em Washington
Durante o Holocausto foram mortas milhões de pessoas em campos de concentração. As vítimas não foram apenas judeus, tendo sido presos e torturados membros da oposição, prisioneiros de guerra, homossexuais, ciganos, pessoas com deficiência, entre muitos outros. Qualquer pessoa que discordasse do regime nazi ou que não fosse considerado.
apto para viver no Terceiro Reich era levado para os campos de morte e isto incluiu também muitos alemães.
O Holocausto foi um período marcado não só por todas estas mortes e sofrimento, mas também pela inacção das pessoas.
A propaganda do regime nazi, apoiada em sentimentos de frustração e injustiça, conseguiu mobilizar a opinião pública e exacerbar o ódio e a intolerância, fazendo com que as pessoas deturpassem os seus valores enquanto seres humanos.
No entanto, a propaganda não pode justificar determinados actos. Se algumas pessoas não agiam devido ao medo e receio das represálias, foram muitas as que agiram a favor do regime através da participação activa nas denúncias, detenções e assassinatos.
Apesar da ameaça de retaliação, milhares de pessoas espalhadas pela Europa recusaram-se a assistir ao sofrimento e degradação de outros seres humanos e decidiram ajudar quem estava a ser perseguido. Ultrapassaram o seu próprio medo e limitações para poder ajudar quem mais precisava e muitos deles foram também perseguidos e executados.
O que unia estas pessoas não era a pertença a uma determinada religião, nacionalidade, grupo político ou profissão. O seu laço de união era o mais forte de todos: a tolerância e o respeito pela vida humana.
Algumas pessoas conseguiram salvar milhares através dos seus cargos governamentais como Aristides de Sousa Mendes (português na embaixada em França), Giorgio Perlasca (italiano na embaixada em Espanha), Knud Dyby (polícia dinamarquês), Raoul Wallenberg (sueco na embaixada em Hungria) e Paul Gruninger (polícia na Suíça, responsável pela fronteira no cantão de St. Gallen).
Outros salvaram pessoas através das suas actividades ligadas à resistência, como Jorgen Kieler e a sua irmã Elsebet Kieler (ajudaram a salvar centenas de judeus dinamarqueses e foram depois presos pelos alemães, tendo sobrevivido
ao Holocausto) e Abbé René deNaurois (membro da Resistência Francesa, ajudou centenas de judeus a fugir do país e lutou ao lado de Charles DeGaulle).
A maioria das pessoas que ajudaram a salvar vidas durante o Holocausto fizeram-no a uma escala mais reduzida mas não deixam de ser tão importantes como as que salvaram milhares. Stasia e Jonas Ruzgys (Lituânia) ajudaram vários judeus a fugir do gueto em Vilnius e acolheram Lisa Aizenberg e a sua filha Rita com 2 anos; Frieda Adam (Alemanha) albergou em sua casa, contra as ordens do seu marido, Erna Puterman e o seu irmão; a família Giortsas (Grécia) ajudou três judeus que tinham escapado à captura alemã; Miep Gies (Holanda) ajudou a esconder 3 famílias judias entre as quais a família de Anne Frank; Kira e Dmitry Belkova (Rússia) conseguiram convencer os pais a albergar e esconder duas amigas judias da sua escola. O casal de médicos, Ella e Kurt Lingens (Áustria) ajudaram dezenas de judeus a fugir do país e foram presos pelos alemães após terem sido denunciados por um informador. O Dr. Kurt foi enviado para a frente russa tendo sido aí morto e a Dra. Ella foi enviada para Auschwitz onde prestou assistência médica aos presos contra as ordens dos oficiais nazis. Como punição pelo seu trabalho humanitário foi enviada numa marcha da morte para Dachau à qual conseguiu sobreviver. Regressou para a Áustria depois do final da guerra e morreu em Dezembro de 2002. Neste dia de recordação do Holocausto recordamos as vítimas mas também as pessoas que arriscaram tudo para as ajudar. Neste dia recordamos também que continuam a existir conflitos e injustiças que são alimentados pela apatia e inacção das pessoas. Edmund Burke disse ;A única coisa necessária ao triunfo do mal é que os homens bons não façam nada. No entanto, é essencial que não sejam apenas os homens bons; a agir, mas sim todas as pessoas, pois todos partilhamos o mesmo mundo e a mesma humanidade.
Ana Monteiro , Membro da Direcção Amnistia Internacional - Portugal

6 de Fevereiro - Dia da Tolerância Zero à Mutilação Genital

A propósito do Governo apresenta II programa de acção para eliminação da mutilação genital feminina

Promover uma mudança de valores culturais e reforçar as medidas de prevenção é o principal objectivo do II programa de acção para eliminação da mutilação genital feminina (2011-2013),hoje apresentado na Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa.
A mutilação genital feminina é importada para países europeus pelas comunidades imigrantes (Luísa Ferreira/arquivo)


O programa, desenvolvido por um grupo de trabalho intersectorial no seguimento do compromisso político assumido pelo Governo de promover a eliminação da mutilação genital feminina, mantém os mesmos objectivos do I: promover um diálogo com as diversas comunidades que contribua para uma mudança de valores e para o abandono desta prática cultural, sensibilizar e formar os profissionais de saúde e de educação, bem como as forças policiais, nesta área e prestar apoio às jovens e mulheres que já foram excisadas. O programa passa também por uma promoção da investigação científica acerca do tema e por um reforço dos indicadores de monitorização do número de casos.

“A mutilação genital é uma das mais graves ofensas baseadas na desigualdade de géneros”, sublinhou a Secretária de Estado da Igualdade. “Toda a existência da mulher enquanto pessoa fica mutilada”, acrescentou Elza Pais.

Para além das graves consequências a nível da saúde emocional, sexual e reprodutiva das mulheres, a mutilação genital pode conduzir à morte.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, 140 milhões de mulheres já foram vítimas de mutilação genital feminina e 3 milhões encontram-se anualmente em risco de o ser.

Embora esta prática ocorra principalmente em países africanos, tem sido importada por comunidades imigrantes para a Europa, onde já afectou cerca de 50 mil mulheres.
http://www.publico.pt/Sociedade/governo-apresenta-ii-programa-de-accao-para-eliminacao-da-mutilacao-genital-feminina_1479228


Fonte: Público
08.02.2011 - 14:52 Por Daniela Adónis Carneiro

RED HAND DAY – 12 DE FEVEREIRO

O Red Hand Day é um evento simbólico, realizado a nível mundial, que tem como objectivo alertar para a situação das crianças-soldado.
Este evento comemora-se todos os anos, a 12 de Fevereiro, para assinalar a entrada
em vigor, em 2002, do Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança, que proibiu a utilização de crianças com menos de 18 anos em conflitos
armados. No entanto, as Nações Unidas estimam que ainda existam cerca de 250 mil crianças a serem utilizadas em guerras num total de 20 países ou territórios. Deste modo, é necessário continuar os protestos, para que a Convenção seja efectivamente respeitada e o flagelo das crianças-soldado termine.

Pôr fim ao uso de crianças-soldado no Chade – Participe no apelo http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1648&Itemid=111

Red Hands Day

Red Hands Day

CONCURSO DE FOTOGRAFIA SOBRE A DISCRIMINAÇÃO

(Integrado na Campanha “Combater a discriminação na Europa”)

DESCRIÇÃO
O Concurso de fotografia sobre discriminação é aberto a todas as pessoas com mais de 14 anos que vivem na Europa, desde membros e activistas da AI a um público mais vasto. Toda as pessoas podem participar à excepção de fotógrafos profissionais.
Foi escolhida a fotografia como meio de expressão e objecto deste concurso por ser mais acessível para a maioria das pessoas, permitindo assim uma grande participação de diferentes grupos da sociedade, conferindo assim variedade e riqueza às contribuições dos participantes.



OBJECTIVOS
O concurso visa contribuir para desafiar os comportamentos sociais que conduzem à discriminação, dando a oportunidade às pessoas de se expressarem de forma criativa sobre o valor de uma sociedade sem discriminação.
PRÉMIOS
- Para as melhores 12 fotos – publicação num calendário e outros materiais da campanha; mershandising da campanha
- Para as 3 melhores fotos – participação na cerimónia a decorrer em Bruxelas
- Publicação das fotos vencedoras em websites de agências de fotos (a confirmar)

Concurso de Fotografia

Concurso de Fotografia

Campanha IRS

Datas Importantes e Web-Actions 2010

Datas relevantes de 2010

“Os Portugueses sentem a pobreza e sentem-na de uma proporção preocupante“


Inserido na Campanha “Exija Dignidade” da Amnistia Internacional, e com o principal objectivo de procurar conhecer a percepção dos portugueses sobre a pobreza e a exclusão social no nosso país, a AI-Portugal uniu-se à Rede Europeia Anti-Pobreza (REAPN) e ao Centro de Investigação em Sociologia Económica e das Organizações do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa (SOCIUS), para realizar um estudo sobre esta temática. Este estudo permitirá aprofundar o conhecimento dos fenómenos de pobreza, possibilitando assim uma melhor actuação nesta área. As respostas ao inquérito permitem chegar a algumas conclusões preocupantes: se anteriormente as minorias étnicas, os imigrantes, as famílias monoparentais e os indivíduos portadores de deficiência eram considerados os grupos em risco de pobreza, actualmente, e segundo a opinião dos inquiridos, este grupo é outro: pessoas associadas ao desemprego e à precariedade laboral – os “novos pobres”. De resto, o desemprego ou os baixos salários são hoje apontados como as principais causas da pobreza, ocultando outros factores e revelando que ainda existe necessidade de educar para esta temática. Cerca de 59% dos inquiridos acredita que entre 10 e 40% da população portuguesa é pobre, o que significa que os portugueses atribuem uma dimensão alarmante a este fenómeno, já que os números oficiais apontam apenas para entre 18 a 20%. O mesmo estudo aponta para uma desresponsabilização por parte dos cidadãos em relação à resolução de situações de pobreza. A maioria acredita que compete ao Governo encontrar soluções. Esta atitude
evidencia o declínio da cidadania e do activismo, o que dificulta o combate à pobreza e à exclusão social. Numa edição dedicada ao activismo a Amnistia Internacional-Portugal relembra que a sua ajuda pode fazer a diferença. É possível tomar decisões contrárias às que estão na génese das situações de pobreza.
Contamos consigo!

Actividades do Grupo 2010

Resumo das Actividades do Grupo

Vídeos de Actividades do Grupo 08 11

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Maratona de Cartas 2010






A Amnistia Internacional levou mais uma vez a cabo a Maratona de Cartas, como parte das celebrações do Dia Internacional dos Direitos Humanos.
Este ano, conseguimos um total recorde de 5611 cartas em prol de:
- Saber Ragoubi Condenado à morte na Tunísia com base em confissões obtidas sob tortura, acusado de pertencer a uma organização terrorista.
- Khady Basséne Luta por saber a verdade acerca do que aconteceu ao seu marido, Jean Diandy (preso por soldados em 1999 no Senegal e desde aí que não é visto).
- Mao Hengfeng Tem sido repetidamente detida na China devido ao seu activismo em defesa dos direitos reprodutivos das mulheres e em apoio das vítimas de desalojamentos forçados
- Norma Cruz :Enfrenta perigo constante devido ao seu trabalho de documentar e exigir justiça em casos de violência contra as mulheres na Guatemala.
- Famílias Ciganas: 100 pessoas de etnia cigana foram desalojadas à força das suas casas em Miercurea Ciuc na Roménia e necessitam ser realojadas.

Email enviado pela sede da AI:

Caros Participantes da Maratona de Cartas, Junto envio (abaixo) a resposta de Khady Bassène às mensagens desolidariedade que recebemos e enviámos por e-mail. Recebemos também a notícia de que a famíia de Mao Hengfeng obteve,finalmente, permissão para a visitar a 19 de Janeiro de 2011 (a última vezque tinha recebido esta permissão foi a 21 de Julho de 2010).

O marido deMao Hengfeng acredita que a pressão internacional contribui para estadecisão das autoridades.

A Amnistia Internacional agradece a todos os participantes da Maratona deCartas por se terem mobilizado em torno destas causas!



Carta:

Merci pour ces messages envoyés. Votre soutien me réconforte et me donne la joie de vivre. Grâce aux actions d'Amnesty International en ma faveur beaucoup de changements se sont opérés pour moi et j'ai la ferme conviction que les autorités Sénégalaises ne manqueront pas de réagir pour que toute la lumière soit faite sur la disparition de mon mari.

Cordialement, Khady Bassène



Dá vida à Chama da AI! 9-12-2010

Maratona de Cartas: unir o mundo por uma causa

A 10 de Dezembro de 2001 realizava-se a primeira edição da Maratona de Cartas. Descubra agora a história deste evento que todos os anos une milhares de activistas em torno de um objectivo
Por Cátia Silva e Diana Silva Antão

“O objectivo da Maratona é dar impulso à campanhas que mencionam os dez indivíduos, fazendo com que o maior número de pessoas escreva cartas, assine petições, envie e-mails, faxes ou SMS”

Dezembro é, por excelência, o mês dos Direitos Humanos. Não quer isto dizer que no resto do ano estes ficam esquecidos, mas quando a 10 de Dezembro se celebra em todo o mundo o facto de em 1948 se ter adoptado e proclamado a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o último mês do ano fica de imediato associado a este documento impar e aos Direitos que são de todos nós, Seres Humanos! Não é por isso de estranhar que tenha sido este o dia escolhido para realizar um dos mais carismáticos expoentes de activismo da Amnistia Internacional: a chamada Maratona de Cartas, que este ano assinala uma década de vida.


Da Polónia para o Mundo

A Maratona de Cartas foi realizada pela primeira vez a 10 de Dezembro de 2001, idealizada por um membro do Grupo Local de Varsóvia, na Polónia, que sugeriu esta iniciativa para assinalar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, como recorda Wojciech Makowski: “Procurávamos um evento que destacasse o dia 10 de Dezembro, que nos unisse (…) e que fosse fácil de fazer por todos os grupos”. Wojciech Makowski era voluntário da Amnistia Internacional no Grupo Local de Łódź, na Polónia, aquando da primeira edição da Maratona de Cartas, hoje coordena esta iniciativa naquele país e já esteve à frente de cinco edições.

A ideia original consistia em, durante 24horas, escrever à mão cartas para alterar a realidade dos protagonistas das Acções Urgentes mais recentes. “Com isto queríamos que entendessem que as violações extremas dos Direitos Humanos necessitam de um esforço maior que assinar uma petição – um evento que é deliberadamente cansativo para os participantes, mas que provoca um sentimento de realização no final”, afirma Wojciech. No entanto, desde o primeiro momento a Maratona de Cartas foi muito mais que um evento organizado por uma secção. Além de várias cidades na Polónia, alguns grupos de outros países também aderiram à iniciativa. Nesse ano, só na Polónia foram recolhidas cerca de 2000 cartas, o número tem vindo a crescer e na edição de 2009 somaram 78.843 só naquele país. Mas o objectivo sempre foi fazer da Maratona um evento com impacto a nível mundial, como explica Wojciech: “Fizemos um esforço para ter alguém a escrever em cada continente. Recordo-me que chegámos a envolver uma pessoa da estação de pesquisa da Antárctida”. A força desta iniciativa aumenta de ano para ano e nem o desenvolvimento da internet diminui a participação: “Desde o princípio que foi concebida como uma revolta contra o activismo sem energia, todas essas petições online que apenas requerem 15 segundos para assinar sem sequer ler”, afirma Wojciech. Mas se a Maratona começou como uma iniciativa de 24horas, hoje é um evento de 10 dias, várias secções foram adicionando eventos paralelos e quando o Secretariado Internacional se responsabilizou pela iniciativa, esta ganhou mais flexibilidade.

No entanto, Wojciech tem um sonho diferente: “A minha Maratona de sonho seria realizada em todo o mundo durante 24horas, com todas as pessoas a escrever as cartas ao mesmo tempo e a comunicar entre si, divulgando em tempo real o número de cartas atingido”.



A Maratona de Cartas no Mundo

Em 2009, 42 secções uniram-se para enviar 733.120 cartas, numa tentativa de libertar indivíduos injustamente detidos e influenciar líderes mundiais para a protecção e promoção dos Direitos Humanos.

Num terço dos casos a Amnistia Internacional regista resultados positivos, infelizmente os restantes necessitam de mais empenho. Os testemunhos de prisioneiros de consciência libertados em consequência desta iniciativa são impressionantes. “Pela minha experiência, a atenção e pressão da comunidade internacional pode ajudar as condições dos detidos. A Maratona de Cartas é uma excelente ideia”, partilha Bu Dongwei, um prisioneiro de consciência que integrou a edição de 2007.
Mussad Suliman Hassan Hussein, prisioneiros de consciência da Maratona 2008, acredita que “O apoio da Amnistia Internacional foi uma das razões que motivou a minha libertação”.
Além de apelar à libertação de prisioneiros de consciência, a Maratona de Cartas tenta ainda enviar mensagens de apoio a activistas, relembrando-os que não estão sozinhos na sua luta. Konstantina Kuneva, uma trabalhadora, sindicalista búlgara e imigrante na Grécia, foi atacada com ácido sulfúrico devido à sua acção em prol dos direitos dos trabalhadores.

Esta activista confessou estar muito emocionada com as mais de mil mensagens de apoio que recebeu e garante que continuará a defender os direitos dos trabalhadores.
Na Colômbia, a Comunidade de Paz de San José de Apartadó, que se recusou a tomar partido no conflito que tem lugar no país e cujos membros vivem em constante perigo, agradeceu à Amnistia Internacional pelas mensagens enviadas. O apoio demonstrado leva os membros desta comunidade a acreditar que não estão sozinhos nas suas convicções. Nove mulheres na Nicarágua enfrentaram processos judiciais por ajudarem uma criança de nove anos a fazer um aborto legal, após ter engravidado como resultado de uma violação. Após o seu caso ter sido divulgado na Maratona de Cartas de 2009, a investigação realizada pelas autoridades da Nicarágua foi encerrada.

“A quantidade de cartas enviadas cresce todos os anos. Em 2008, foram enviadas 295.000 a partir de 29 secções”
Rose Hall do Departamento de Campanhas e Comunicação da Equipa dos Casos Individuais do Secretariado Internacional Portuga l na Maratona de Cartas


Maratona de Cartas na Filândia


A participação da secção portuguesa na Maratona de Cartas teve início em 2003, na qual foram recolhidas 245 cartas. O número tem crescido exponencialmente, em 2009 já ascendia às 4452 e na edição de 2010 recebemos até ao momento mais de 5000. Apesar da reduzida participação individual, a secção pode sempre contar com a mobilização dos Grupos da Amnistia Internacional e das escolas, que além da recolha de cartas realiza ainda iniciativas paralelas para assinalar o 10 de Dezembro e sensibilizar para a temática dos Direitos Humanos.
“O evento é destinado a pessoas que já estão envolvidas com a Amnistia Internacional, é um momento chave para que os grupos se reúnam. Mas também é uma grande oportunidade para apresentar a AI às pessoas”.

Durante a edição da Maratona de Cartas deste ano, realizada de 4 a 14 de Dezembro, a secção portuguesa apelou a todos os participantes que enviassem cartas para cinco dos dez casos escolhidos pelo Secretariado Internacional. Continuamos a receber cartas que serão posteriormente encaminhadas para as autoridades que têm o poder de alterar a situação dos Maratona de Cartas na Finlândia.

Em 2011 a Maratona de Cartas comemora uma década de existência, num ano marcado por aniversários: os 50 anos do movimento, nascido a 28 de Maio de 1961, e os 30 anos da secção portuguesa da Amnistia Internacional-Portugal, que foi criada a 18 de Maio de 1981. No entanto, não adie a sua participação até à próxima Maratona. Não espere tanto tempo!
Fonte: Amnistia Internacional Portugal - Notícias ( revista nrº 9)







16 Dias de Activismo Contra a Violência de Género

A Amnistia Internacional (AI) junta-se de novo, e por todo o mundo, aos 16 Dias de Activismo Contra a Violência de Género. Este ano o tema escolhido pela AI, centra-se sobre os Direitos Sexuais e Reprodutivos. A Amnistia escolheu trabalhar este tema como parte da sua campanha “Exija Dignidade”, que tem como objectivo contribuir para acabar com as violações de direitos humanos que perpetuam e aprofundam o índice global da pobreza.

Os direitos sexuais e reprodutivos são direitos humanos reconhecidos por tratados internacionais, padrões regionais, constituições nacionais entre outras. Como tal o respeito destes direitos é essencial para o alcance da Dignidade Humana e para o gozo de bem-estar físico, emocional, mental e social. O cumprimento destes direitos pode melhorar em larga escala a saúde, as relações pessoais e ajudar a alcançar a igualdade de género entre os seres humanos. Todas as pessoas devem usufruir dos seus direitos sexuais e reprodutivos livres de coerção, discriminação e violência.

Assim, durante estes 16 Dias de Activismo, a Amnistia Internacional recomenda a todos os governos que mobilizem recursos e tomem os passos necessários para que todas as mulheres no mundo usufruam dos seus direitos à vida, a determinar o número de filhos que querem ter e a decidir o espaço de tempo entre o nascimento de cada um deles, e do direito a cuidados de saúde e assistência médica. E tudo isto sem sofrer discriminação.

Os 16 Dias de Activismo Contra a Violência de Género são uma oportunidade única para chamar a atenção internacional sobre a violência contra as mulheres e expor esta situação como uma violação dos direitos humanos. Apesar desta violação de direitos humanos tomar diversas formas e características, dependendo de contextos culturais e sociais, este é um problema existente à escala mundial.

Junte-se a nós nestes 16 Dias de Activismo Contra a Violência de Género, participando nos apelos.

Nicarágua – Ajude a por fim aos abusos sexuais e à violação de raparigas




“A violação e abuso sexual de raparigas entre os 13 e os 15 anos – são estes os casos que recebemos com mais frequência aqui no centro. Quem são os responsáveis? Uma grande maioria é abusada pelos membros da própria família, tios, primos, padrastos, pais, avôs.”
Director de um Centro que proporciona apoio a vítimas de violência doméstica e outros tipos de violência, Granada, Nicarágua
As violações e abusos sexuais são práticas generalizadas na Nicarágua e a maior parte das vítimas são jovens mulheres. Mais de dois terços das violações denunciadas à polícia entre 1998 e 2008 (mais de 14,000 casos) foram cometidas contra raparigas menores de 17 anos e em mais de metade as vítimas eram menores de 14 anos.

Os responsáveis por estes abusos são frequentemente membros da família que pressionam as suas vítimas a manterem o silêncio.

Da mesma forma, a sociedade leva estas raparigas ao isolamento, quando estas se defrontam com diversos obstáculos, em vez do apoio de que necessitam.

A falta de programas do governo para sensibilizar e mudar os comportamentos sociais significa que muito frequentemente, são as vítimas e não os abusadores, que são culpabilizados.

“Digam a alguém. Vocês não têm que continuar assim. Falem com a vossa mãe. Com muita ajuda sim, é possível seguir em frente com a vossa vida”
Mensagem de Alexandra, de 12 anos, para outras raparigas que possam ser vítimas de violência sexual

Apesar de recomendações feitas pelas Nações Unidas ao governo, as autoridades da Nicarágua continuam a não encarar esta realidade com a urgência que é necessária.

Assine a petição para o Presidente da República da Nicarágua e dê voz a estas raparigas! http://www.jotform.com/form/3275113515

Junte-se a nós nestes 16 Dias de Activismo Contra a Violência de Género, ficando atento a mais notícias de violações de direitos humanos e participando nos apelos que propomos ao longo da semana!


Veja a nossa reportagem fotográfica sobre a violência de género na Nicarágua


16 de Novembro, Dia Internacional contra a Intolerância

A 16 de Novembro, Dia Internacional contra a Intolerância, a Amnistia Internacional lança um novo website de apoio à campanha europeia contra a discriminação na Europa. O site “Fight Discrimination in Europe” destaca o trabalho da Amnistia Internacional no âmbito da discriminação na Europa, e oferece a pessoas por toda a Europa a oportunidade de falar e de tomar medidas positivas para combater a discriminação.


A persistência generalizada de todos os tipos de discriminação continua a ser uma das mais prementes preocupações ao nível dos direitos humanos na Europa e afecta a vida de milhões de pessoas em todo o continente. Minorias étnicas, em particular pessoas de etnia cigana, grupos religiosos e população lésbica, gay, bissexual e transgénero(LGBT) continuam a enfrentar exclusão generalizada, intolerância e preconceito, o que se traduz na negação de uma ampla gama dos seus direitos legítimos. Isso inclui o direito à vida. Ainda na semana passada, a 10 de Novembro, a Amnistia Internacional manifestou-se contra a violência direccionada ao povo cigano, ao lançar um novo relatório sobre crimes de ódio contra os cidadãos de etnia cigana na Hungria.

"As autoridades húngaras têm o dever de impedir a discriminação e garantir justiça para as vítimas de crimes de ódio", disse Nicola Duckworth, Director do Programa da Amnistia Internacional para a Europa e Ásia Central."Isso inclui a obrigação de investigar se o ódio racial e étnico ou o preconceito desempenharam ou não um papel nestes e noutros ataques semelhantes."

O site “Fight Discrimination in Europe” fornece informação sobre o porquê de a discriminação ser uma ameaça aos direitos humanos, fornecendo exemplos específicos sobre temas da campanha (ciganos, direitos LGBT, racismo e discriminação baseada na crença religiosa). O site explica como aderir à luta da Amnistia Internacional contra a discriminação, incluindo links para as acções na web, um blog, providência informações através de uma newsletter temática, bem como as últimas notícias e eventos.



Junte-se à nossa luta contra a discriminação! Visite www.fightdiscrimination.eu

Ciclo de Conferências: Testemunho de uma Ex-Criança-Soldado

Nos próximos dias 17, 18 e 19 de Novembro a secção portuguesa da Amnistia Internacional vai trazer a Portugal a ugandesa China Keitetsi, que foi criança-soldado no Exército de Resistência Nacional do Uganda, em 1984, quando tinha apenas 9 anos de idade.

Durante 10 anos China viveu os horrores da guerra: combateu, viu amigos a morrer e, como muitas outras meninas, sofreu abusos sexuais por parte dos seus superiores hierárquicos. Uma realidade à qual conseguiu fugir.

Hoje dedica-se a alertar a sociedade para as centenas de crianças-soldado que continuam a lutar em guerras que não são as suas.

Uma história que pode ouvir, com entrada livre:

No Porto – Dia 17 de Novembro, 15h00, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade do Porto
No Aveiro – Dia 18 de Novembro, 15h00, na Sala Principal do Teatro Aveirense
Em Lisboa – Dia 19 de Novembro, 15h00, no Auditório do Piso 0 do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas

Mais informações pelo aiportugal@amnistia-internacional.ptEste endereço de email está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email ou pelo 213 861 652.

Ciclo de Conferência

Ciclo de Conferência

Aminetu Haidar visitou a Amnistia Internacional Portugal

No decorrer da sua visita a Portugal, no passado dia 10 de Novembro, a activista pelos direitos humanos, Aminetu Haidar, não pôde deixar de visitar a sede da Amnistia Internacional Portugal, onde alertou para a situação de conflito no Sahara Ocidental e para as violações dos direitos humanos aí verificadas, nomeadamente para as mortes ocorridas num campo de protesto saharaui na passada segunda-feira, dia 8.

A activista saharaui contou à Amnistia Internacional Portugal que, de acordo com fontes locais com quem mantém contacto, terão sido encontrados 18 cadáveres num poço nas imediações de Gadaym Izik, um campo de protesto perto de Laayoune (Sahara Ocidental), e que 150 pessoas continuam desaparecidas.

Segundo as autoridades marroquinas, a sua intervenção no campo de protesto foi necessária para libertar residentes que estavam detidos contra a sua vontade, afirmando que terão também enfrentado uma elevada resistência.

Ao que consta, a violência ocorrida em Laayoune na segunda-feira, dia 8, coincidiu com o início de novas conversações informais sobre o futuro do Sahara Ocidental, território ocupado por Marrocos desde 1975. Estas tiveram lugar em Nova Iorque e decorreram entre as autoridades Marroquinas e a Frente Polisário, um grupo que clama pela independência do Sahara Ocidental e que gere um governo a partir do exílio: a República Democrática Árabe Saharaui (Sahraui Arab Democratic Republic – SADR).

A Amnistia Internacional recebeu com agrado a visita de Aminetu Haidar, distinguida com o prémio Robert F. Kennedy pela sua coragem e determinação na luta pelos direitos humanos no Sahara Ocidental, e partilha do seu apelo à comunidade internacional e, mais concretamente, a Portugal para que se envolvam na resolução deste conflito.

Neste sentido, a Amnistia Internacional apela:

- Às autoridades de Marrocos, para que abram uma investigação independente aos acontecimentos que levaram a um número muito significativo de mortos e feridos no campo de protesto de Gadaym Izik;
- À intervenção efectiva da comunidade internacional, para a resolução do conflito, nomeadamente o reforço do mandato da MINURSO e o seu efectivo cumprimento, designadamente para a realização de um referendo sobre a autodeterminação do povo saharaui;
- À intervenção de Portugal, enquanto membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas e nas suas relações bilaterais com Marrocos, com vista a garantir o efectivo e estreito cumprimento dos Direitos Humanos na região.


11º Campo de Trabalho para Jovens AI 2010


Entre o Dia 30 de Outubro a 2 de Novembro, realizou-se o 11º Campo de Trabalho para Jovens da Amnistia Internacional, na Colónia de Férias da Torreira, perto de Aveiro.

Participaram 113 jovens e 20 monitores.

Apresentamos algumas fotos do Campo.

Brevemente as fotos completas.








11º Campo de Trabalho para Jovens da AI de 28-10 a 02 de Nov. 2010

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11º Campo de Trabalho da Amnistia Internacional Portugal


De 30 de Outubro a 2 de Novembro de 2010, 112 jovens, entre os 15 e os 18 anos, participaram no 11º Campo de Trabalho “Vamos defender os Direitos Humanos”

A 11ª Edição do Campo de Trabalho organizada pela AI-Portugal teve este ano lugar na Torreira, uma vila piscatória perto de Aveiro.
Além de um conhecimento mais aprofundado sobre o trabalho da Amnistia, os participantes também debateram temas como a Pena de Morte, a Discriminação e o Activismo. Entre as várias actividades realizadas, destaque para a simulação da Assembleia das Nações Unidas e para a recolha de imagens relativas a situações de pobreza, sensibilizando os jovens para o uso da fotografia como forma de mobilizar para esta temática. Momentos que ficarão na memória dos participantes como podemos perceber pelos seus testemunhos.







Fonte: Amnistia internacional Portugal - Notícias ( revista nrº 9)

Vídeos de Promoção ao Campo de Trabalho para Jovens da AI


Vídeo realizado pelo grupo em:

http://www.youtube.com/watch?v=jxj7f5W8wAs


Não se esqueçam as inscrições para o 11º Campo de Trabalho são até dia 23 de Outubro.

Mais informações em www.amnistia-internacional.pt

24h pelo Combate à Pobreza e Exclusão Social – 6 de Outubro de 2010

“24h pelo Combate à Pobreza e Exclusão Social” é uma iniciativa que pretende assinalar o Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social.
No próximo dia 6 de Outubro 2010 vão decorrer em simultâneo várias actividades espalhadas pelo País promovidas por diversas Organizações de Solidariedade Social com o objectivo de mobilizar e sensibilizar a sociedade portuguesa para a problemática da pobreza e da exclusão social, enquanto efectivas violações dos mais elementares Direitos Humanos.
A Amnistia Internacional faz parte desta iniciativa e convida-o a participar nas actividades programadas por todo o país. Consulte o programa em
http://24hcombatepobreza.blogspot.com/

No âmbito desta iniciativa a AI desenvolve as seguintes actividades:


Mural contra a pobreza

Em Lisboa, a AI estará no Largo do Camões, a partir das 17h00, para recolher as suas impressões sobre a pobreza. Venha deixar a sua mensagem no mural representativo de uma situação de pobreza, em que vivem muitas pessoas. Escreva a sua mensagem num post-it e cole no mural. O objectivo é tapar a imagem representativa desta realidade com mensagens relativas ao tema, acabando assim de forma metafórica com a pobreza.
As mensagens escritas nos post-it serão posteriormente entregues à Assembleia da República.


Tertúlia / Lançamento do livro “A Verdade Desconhecida – Pobreza e Direitos Humanos”A partir das 19h00, na Associação 25 de Abril, poderá conhecer as soluções propostas por Irene Khan, ex-Secretária Geral da Amnistia Internacional, para combater a pobreza, através do seu livro “A Verdade Desconhecida – Pobreza e Direitos Humanos”. Soluções que passam pela participação activa das populações na discussão dos seus problemas – uma proposta que também lhe fazemos neste evento: venha debater connosco esta realidade e ajude-nos a encontrar soluções para a pobreza.



Cimeira dos ODM: Os líderes mundiais falharam a defesa dos direitos dos mais pobres

A Amnistia Internacional alertou hoje para o facto do plano de acção acordado pelos governos sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), ter falhado no cumprimento e respeito pelos direitos das pessoas mais pobres do mundo.

Apesar da evidência esmagadora de que milhões estão a ser deixados de fora dos ODM porque a discriminação e outras violações de Direitos Humanos os impedem de terem acesso aos serviços básicos, os lideres mundiais falharam ao não aproveitarem a oportunidade para colocar os Direitos Humanos no coração dos ODM, na Cimeira das Nações Unidas em Nova Iorque esta semana.

“A cinco anos do fim, é completamente inaceitável que os líderes mundiais ainda não tenham chegado a acordo no sentido de tomarem acções concretas para acabar com a discriminação e outras violações aos Direitos Humanos que impedem os ODM de beneficiarem aqueles que mais precisam deles”, disse Salil Shetty, Secretário-geral da Amnistia Internacional.

“Embora o plano de acção inclua afirmações reconhecendo que «o respeito, a promoção e a protecção dos Direitos Humanos são uma parte integral do trabalho efectivo em direcção ao cumprimento» dos ODM, não há qualquer continuação em termos de compromisso para levar a cabo acções tangíveis.”

E apesar de muita retórica sobre a importância da responsabilização, a Cimeira falhou em identificar uma forma efectiva de responsabilizar os governos para atingirem os seus compromissos com os ODM e para assegurar que o seu esforço para alcançar os ODM seja consentâneo com as suas obrigações de Direitos Humanos.

“Com efeito, os líderes mundiais estão a pedir-nos que confiemos neles, um pedido inacreditável quando vemos a diferença entre o que lhes é pedido que façam e o que fizeram efectivamente”, disse Salil Shetty.

A meta dos ODM sobre os bairros degradados ignorou mais de mil milhões de pessoas nos últimos dez anos, pois só se comprometeu em melhorar as vidas de 10 por cento das pessoas que habitam estes bairros. E o plano de acção ainda não visa este desafio sério e crescente. Apesar de estar provado que os desalojamentos forçados em massa estão a empurrar as pessoas para maior pobreza e, desta, forma a minar todos os ODM, não existe qualquer apelo instando os governos para que acabem com esta prática. Em vez disso o plano fala em “reduzir as populações dos bairros degradados”, apesar das preocupações de que isto possa encorajar mais desalojamentos forçados.

A Cimeira não abordou as causas na origem da falta de progresso em alcançar os ODM. Por exemplo, a questão do aborto não seguro foi ignorada, apesar de ser uma das causas da mortalidade materna e portanto uma ameaça séria ao cumprimento da meta ODM relativa à mortalidade materna.

Embora o plano de acção inclua uma nota positiva sobre o combate à discriminação de género, não identifica o que é que os governos deveriam fazer para resolver a discriminação e as barreiras enfrentadas por muitos outros grupos – incluindo minorias, pessoas com deficiência e Povos Indígenas.

“Os governos estão obrigados pela legislação Internacional de Direitos Humanos a cumprirem o direito de todas as pessoas à alimentação, à saúde, à habitação e à água potável. Contudo, perdem tempo precioso das negociações a discutir se as obrigações de Direitos Humanos que assinaram há mais de 40 anos devem sequer ser referenciadas no plano de acção”, disse Salil Shetty.

“Se os ODM servem para alcançar uma mudança verdadeira, os líderes mundiais deveriam adaptar as suas políticas e práticas nacionais às obrigações de respeitar e promover os Direitos Humanos”, disse Salil Shetty.

“A Cimeira falhou em especificar mecanismos de responsabilização claros e vinculativos. Mas os líderes mundiais ainda podem actuar – e assegurar que os ODM não falham para com os mais pobres do mundo”, disse Salil Shetty. “O caminho do futuro passa agora por os governos estabelecerem individualmente metas nacionais para o cumprimento dos direitos económicos, sociais e culturais. Devem também tomar medidas para pôr fim à discriminação e assegurar que as pessoas que vivem na pobreza possam participar nos esforços para o cumprimento dos ODM e que possam responsabilizar os seus governos recorrendo aos tribunais e órgãos regulatórios.”

Vamos acabar com a pobreza agora!!!


Use os seus direitos para combater a pobreza

Assine a petição até 10 de Setembro para que a sua assinatura chegue à ONU

Em 2000, os líderes mundiais definiram 8 Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) para erradicar a pobreza até 2015.

Dez anos depois – a cinco anos da data limite – estes objectivos ainda não são uma realidade. Alguns progressos foram feitos, mas de forma desigual. O objectivo 5 sobre a saúde materna, por exemplo, é um dos que está mais aquém das expectativas. Mais de meio milhão de mulheres continuam a morrer durante a gravidez ou parto todos os anos e a maioria destas vivem nos países ou comunidades mais pobres.

Mais de um bilião de pessoas em todo o mundo vive em bairros degradados.

A AI tem documentado violações de direitos humanos que conduzem à pobreza.

São as violações dos direitos humanos que conduzem à discriminação, exclusão, mortes durante o parto, desalojamentos forçados, segregação nas escolas ou à morte de mulheres durante a gravidez por falta de acesso a cuidados de saúde.

Entre 20 e 22 de Setembro de 2010, os líderes mundiais vão reunir-se para avaliar o progresso dos ODM. A AI estará presente, para fazer eco da sua voz e exigir um enfoque especial na protecção dos direitos humanos como uma solução para a pobreza
Assine a petição até dia 10 de Setembro.

http://www.jotform.com/form/2451439517


Nós entregaremos a sua assinatura aos líderes mundiais presentes na Cimeira dos ODM.

"Peço aos políticos líderes da Europa que façam tudo para acabar com a pobreza infantil já!"

AJUDEM-NOS A REUNIR 100.000 ASSINATURAS NESTA PETIÇÃO!



A petição integra-se na Campanha Europeia da Eurochild contra a pobreza infantil que é uma iniciativa no âmbito do Ano Europeu de 2010 contra a Pobreza e a Exclusão Social que terminará em 31 de Dezembro de 2010. As assinaturas serão entregues ao Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, ao Presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, ao Presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy e às Presidências coligadas da União Europeia, Espanha (Janeiro - Junho 2010), Bélgica (Julho - Dezembro de 2010) e Hungria (Janeiro - Junho 2011) em Janeiro de 2011. A pobreza infantil é um fenómeno preocupante:

- 20% das crianças e jovens da Europa encontram-se em risco de pobreza;

- O nível de pobreza infantil em Portugal está acima da média da UE com 21%;

- 21% das crianças que vivem em agregados familiares onde pelo menos um dos pais trabalha estão em risco de pobreza - o segundo valor mais alto da EU

- O impacto das transferências sociais na redução da taxa de pobreza infantil é um dos mais reduzidos da UE (de 27% para 21%)



E por isso temos de unir esforços e vontades, avançando para uma Europa onde as questões sociais e as suas crianças sejam relevantes e onde a igualdade e dignidade seja uma realidadepara todos.


QUEREMOS A EUROPA UNIDA A UMA SÓ VOZ CONTRA A POBREZA INFANTIL!

http://www.endchildpoverty.eu/


Assine a petição!

http://www.acabemcomapobrezainfantil.eu/index.php?id=1&L=6

Stand Up United – Equipa Internacional que defende os Direitos Humanos

Stand Up United é uma equipa internacional que defende os Direitos Humanos. Estas 11 pessoas comuns – mas extraordinárias – de todo o mundo, lutam pelos seus direitos e pelos direitos de todos. Todos têm um objectivo em comum – igualdade, dignidade e justiça para todos. Ao defenderem os direitos humanos de todos sofrem forte oposição e correm risco de vida. Mas conseguem continuar o seu trabalho porque têm adeptos em todo o mundo. Seja um campeão dos Direitos Humanos!



Participe e apoie a Stand Up United.

http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=121&Itemid=156

http://estadiovirtual.amnistia-internacional.pt/



Stand Up United

Stand Up United

29 anos da AI Portugal

29 anos da AI Portugal

Actividade do Núcleo do Porto da AI - No âmbito do Ano Europeu Contra a Pobreza e a Exclusão Social

A Convite do Núcleo do Porto, divulgamos a seguinte actividade que poderão visualizar na imagem.

29º aniversário da Amnistia Internacional

A Secção Portuguesa da Amnistia Internacional e a ReAj (Rede Jovem da Amnistia Internacional Portugal) convidam todos os seus membros e apoiantes para a festa de comemoração dos 29 anos da Secção Portuguesa e do 1º aniversário da ReAJ, no dia 17 de Maio, às 21.30, na Livraria Ler Devagar (LX Factory), em Lisboa.



Venha comemorar connosco os Direitos Humanos!

Hoje, dia 18 de Maio, comemoram-se 29 anos de existência da Secção Portuguesa da Amnistia internacional. Ao longo deste tempo foram muitas as campanhas realizadas, os prisioneiros libertados, as violações de direitos humanos denunciadas e tudo isto foi conseguido com o apoio, trabalho e participação dos membros, apoiantes, voluntários e simpatizantes que ao longo deste tempo fizeram a Secção Portuguesa da Amnistia internacional.
Estamos todos de Parabéns! Queremos continuar a contar com todos para construir um mundo melhor.
Obrigado!

Concentração de apelo ao respeito pelos Direitos Humanos em Angola

Dia 25 de Maio pelas 17h00 em frente do Consulado Geral de Angola em Lisboa: Rua Fradesso Silveira, Bloco E, Complexo Alcântara Rio, Lisboa

A República de Angola é, desde a conquista da paz, um país em francaexpansão económica. Contudo, acentuam-se as desigualdades, as limitaçõesdas liberdades individuais, a corrupção e tantas outras violações dosDireitos Humanos, apesar dos padrões internacionais de Direitos Humanosterem sido aceites como compromisso pelos governantes deste País. Estes compromissos não estão a ser respeitados. A par do desenvolvimentoeconómico tem que ter lugar o estrito respeito dos Direitos Humanos detodos e de cada um. Um país só é verdadeiramente desenvolvido quando neleos cidadãos são livres e iguais em dignidade e direitos. Angola é o actual "El Dorado" do investimento e dos negócios. Muitos sãoos que fecham os olhos às violações dos Direitos Humanos, alimentandocircuitos de corrupção, de abuso e de branqueamento. Angolanos ou não, somos todas da família Humana. Violados os seusdireitos, são violados os de todos nós. Escolhemos, pois, o dia 25 deMaio ? o Dia de África ? para nos manifestarmos perante os representantesda República de Angola em Portugal. Junte-se a nós! Será uma concentração silenciosa. Os activistas presentes ostentarãocartazes, lonas e painéis com frases de protesto como:
"Fim aos desalojamentos forçados em Angola"
"Desenvolvimento urbano, sim, mas no respeito pelos Direitos dosCidadãos"
"Fim às limitações à Liberdade de Expressão"
"Protecção aos Defensores dos Direitos Humanos"
"Sim à Liberdade de Opinião""Julgamentos justos, sim"
"Que Angola seja também o «El Dorado» dos Direitos Humanos"
"Negócios com Angola só com compromisso de respeito pelos DireitosHumanos"
"Fim aos interesses que abafam os Direitos Humanos"
"Sim à Liberdade que a Independência prometeu"
"O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles quefazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o malacontecer", Albert Einstein

A Amnistia Internacional - Portugal irá produzir 33 destes cartazes (2 decada) que conterão o seu logótipo. Assim, a Amnsitia Internacional -Portugal responsabilizar-se-á apenas por estas frases e não por outrasque os participantes eventualmente levem. Teremos disponíveis para assinatura no local uma petição para pôr termoaos desalojamentos forçados em Angola. Os problemas que afectam os Angolanos afectam a todos! Junte-se a nós poruma Angola mais justa!
Contamos com a vossa presença!

Exija um Tratado sobre o Comércio de Armas à prova de bala!

De 10 a 16 de Maio, milhares de activistas em todo o mundo estão a assinalar a Semana Global contra a violência armada. Participe neste esforço colectivo fazendo a sua parte – é muito simples:

Clique para assinar (texto em inglês)http://www.amnesty.org/en/appeals-for-action/demand-bullet-proof-arms-trade-treaty

Exija um Tratado sobre o Comércio de Armas que proteja os direitos humanos!

Em Julho de 2010 os Estados recomeçarão as negociações para o Tratado Internacional sobre o Comércio de Armas. Participe neste apelo e mostre ao seu governo quais as cláusulas-chave que necessitamos – e que esperamos – estejam presentes no Tratado.

Exija um Tratado sobre o Comércio de Armas à prova de bala!

Um Tratado sobre o Comércio de Armas à prova de bala deve:


- Evitar que as armas caiam nas mãos de actores que possam cometer crimes de guerra, graves abusos de direitos humanos e ataques terroristas ou que utilizem as armas para exacerbar a violência armada e o crime, a violência baseada no género e a pobreza.
- Controlar todas as armas e munições e os seus componentes e todos aqueles envolvidos na sua exportação e importação.
- Acabar com o secretismo e corrupção no comércio internacional de armas
- Ser aplicado e fiscalizado e responsabilizar os governos

O nosso apelo
“Eu apoio a Campanha Controlar as Armas e apelo ao meu governo para negociar um Tratado sobre o Comércio de armas forte, que proteja os direitos, os meios de sobrevivência e as vidas das pessoas”.

O Tratado sobre o Comércio de Armas deve ser à prova de bala
A cada minuto morre uma pessoa devido à violência armada. Todos os dias, muitos outros milhares são feridos, violados, brutalmente reprimidos, traumatizados ou forçados a abandonar as suas casas. No final de 2008, 26 milhões de pessoas tiveram de se deslocar dentro do seu país devido a conflitos armados. As famílias são separadas e milhões de homens, mulheres e crianças vivem no medo.

Os Estados devem eliminar o comércio de armas irresponsável
As armas são os únicos produtos especificamente criados para matar ou ferir. Existem tratados para regular o comércio global de muitos produtos, incluindo bananas e esqueletos de dinossauros, mas não existe nenhum para controlar o comércio de armas e munições.


“Contra a Homofobia: Identificar e Combater a Discriminação das Pessoas LGBT em Portugal"

Decorre no dia 17 de Maio de 2010, no Centro de Informação Urbana de Lisboa (CIUL), Picoas Plaza, sito na Rua Viriato, 13, Núcleo 6-E,1º, em Lisboa, a Conferência “Contra a Homofobia: Identificar e Combater a Discriminação das Pessoas LGBT em Portugal", promovida pela CIG - Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. PROGRAMA

14H00 – Abertura
Presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género – Sara Falcão Casaca

14H30 – Resultados do Estudo sobre a População LGBT em Portugal (Univ. Minho/CIG)
Miguel Vale de Almeida Antropólogo, CRIA/ISCTE-IUL
João Oliveira Psicólogo, CIPsi, Escola de Psicologia, Universidade do Minho
Comentário de representantes da ILGA Portugal, rede ex aequo e AMPLOS

16H00 – Pausa para Café

16H15 - Homofobia e Violência: Bullying e Crimes de Ódio
Sandra Gowran Gay and Lesbian Equality Network (GLEN)
Convidado a Confirmar

17H30 - Encerramento
Secretária de Estado para a Igualdade – Elza Pais

Entrada Livre

Angola – Famílias que já foram desalojadas mais do que uma vez, continuam em risco

Assine esta petição em nome das mais de 10.000 famílias vítimas de desalojamento forçado em Angola, desde 2001. Quando reunirmos 10.000 assinaturas, estas serão entregues ao Embaixador de Angola em Portugal. A data da entrega depende de si! E o tempo urge para estas 10.000 famílias!
Desde Julho de 2001, mais de 10.000 famílias de Luanda ficaram sem abrigo depois de terem sido vítimas de desalojamentos forçados. Estes desalojamentos foram levados a cabo pela polícia, soldados, agentes municipais e seguranças privados, que frequentemente recorreram ao uso excessivo de força e a armas de fogo. Em algumas ocasiões, a polícia prendeu e deteve, por períodos breves, algumas pessoas que resistiram às operações assim como membros da organização local, SOS Habitat, que defende o direito à habitação e que tentaram persuadir as autoridades a parar com os desalojamentos.

Poucas famílias receberam compensação pelas suas perdas. Algumas foram realojadas a cerca de 30 a 40 Km da cidade, em áreas com graves restrições no que diz respeito a emprego, escolas, hospitais, serviços básicos e saneamento. Contudo, a grande maioria foi deixada à sua própria sorte. Muitas foram vítimas de repetidos desalojamentos e centenas de famílias continuam sem abrigo e a viver nas ruínas das suas casas antigas.

O fim de 27 anos de guerra civil em 2002 trouxe novas oportunidades de desenvolvimento e reconstrução, mas colocou grande pressão na disputa dos terrenos urbanos. Apesar da prática de desalojamentos forçados ter reduzido desde 2006, continuam a registar-se casos. Os mais recentes ocorreram nos bairros do Iraque e Bagdad (nos arredores de Luanda) onde milhares de pessoas podem ter ficado sem casa na sequência dos desalojamentos forçados de Julho de 2009. A maioria da população de Luanda, estimada em 4,5 milhões, continua em risco de perder as suas casas para dar lugar a condomínios de luxo, escritórios e outras infraestruturas.

Assine a petição que será enviada ao Embaixador da República Popular de Angola
http://www.jotform.com/form/92740011269

Apoio a Marcha do Báltico!



Tertúlia promovida pela Rede de Acção Jovem da AI

Tertúlia promovida pela Rede de Acção Jovem da AI

Amnistia Internacional lança Tyrannybook

A Amnistia Internacional – Portugal e a Leo Burnett Ibéria, lançam o Tyrannybook, uma rede social dedicada à vigilância de alguns dos líderes mundiais que mais atentam contra os Direitos Humanos.
Formando uma comunidade global de defensores dos Direitos Humanos, esta organização sem fins lucrativos tem como objectivo de comunicação em 2010 envolver-se mais nas redes sociais, não apenas com o intuito de ganhar a visibilidade que a plataforma web proporciona, mas também para facilitar o contacto entre o público e as causas que promove.

Assim nasceu o Tyrannybook, uma rede que pretende criar uma consciência alargada acerca das várias atrocidades que são cometidas um pouco por todo o mundo. Através de um sistema de seguidores, os utilizadores podem actualizar-se acerca das faltas que vários líderes cometem perante os conhecidos e consagrados Direitos Humanos.

Disponibilizados pela Amnistia, os perfis destas figuras são actualizados quer pela Amnistia, quer pelos utilizadores mediante o avançar ou recuar da situação dos países que lideram. No entanto, vai-se expandindo com o avançar do tempo, mediante a adição de novos perfis por parte da Amnistia. Caberá a cada utilizador decidir quais os líderes que mais lhe interessa vigiar.
Entre si, os utilizadores podem ainda tornar-se aliados, trocando opiniões e discutindo os assuntos da actualidade.

Esta é a primeira versão do site. E como todas as redes sociais, ela irá crescer e será constantemente actualizada de forma dinâmica, com novas ferramentas e funções a serem implementadas. Nesta primeira fase, são dez os perfis dos tiranos presentes no site: Robert Mugabe de Zimbabué, Omar Al-Bashir do Sudão, Kim Jong Il da Coreia do Norte, Than Shwe de Mianmar, Hu Jintau daChina, Mahmoud Ahmadinejad do Irão, Thomas Lubanga Dyilo da Republica Democrática do Congo, Radovan Karadzic da Sérvia, Aleksandr Lukashenka da Bielorrússia e Ramzan Akhmadovich Kadyrov da Chechénia.

Com uma visibilidade própria destas redes sociais, a Amnistia espera conseguir um maior apoio às causas que promove, sendo que dentro do próprio Tyrannybook todas as suas acções são reportadas e terão uma ligação directa para o website oficial da Amnistia Internacional - Portugal, onde os utilizadores poderão informar-se mais a fundo sobre como podem ajudar a promover os Direitos Humanos.

Participa em: www.tyrannybook.com

Como aderir ao Tyrannybook?
Português: http://www.tyrannybook.com/video/?flv=pt
Inglês: http://www.tyrannybook.com/video/?flv=en

3 de Maio - Dia Mundial da Liberdade de Impresa





http://www.amnistia-internacional.pt/dmdocuments/Liberdade_Imprensa_China.pdf

O Conselho da União Europeia deve aprovar a nova Directiva Anti-Discriminação

A Amnistia Internacional lançou a 28 de Abril uma campanha em apoio da Directiva Europeia Anti-Discriminação. O alvo desta campanha é o governo alemão, que está neste momento a bloquear a aprovação da Directiva, na véspera do próximo Conselho de Emprego e Assuntos Sociais (EPSCO), a realizar a 7 de Junho de 2010.

A nova Directiva, proposta pela Comissão Europeia em Julho de 2008, será uma concretização do princípio da igualdade de tratamento para todos os cidadãos da UE, que se estenderá para além da área de emprego, preenchendo graves lacunas na actual moldura legal da política de anti-discriminação dentro das fronteiras da UE. A Directiva irá proibir a prática da discriminação motivada por crenças religiosas, deficiências, idade e orientação sexual em áreas como a segurança social, serviços de saúde, educação e alojamento. Esta proposta tem sido porém bloqueada pela Alemanha no Conselho Europeu, apesar de tanto a presidência espanhola da União, bem como anterior presidência sueca terem apoiado a prioridade da sua aprovação.

“É lamentável que uma medida legislativa tão importante como esta, que se propõe apenas preencher lacunas existentes no ordenamento, esteja a ser bloqueada por um país que afirma publicamente o seu sério compromisso em relação ao combate das causas dos problemas de discriminação. A Alemanha está a negar a efectiva protecção das vítimas de discriminação em todo o território europeu ao mesmo tempo em que garante esse tipo de protecção dentro das suas fronteiras nacionais,” afirma Nicolas Beger, Director do Gabinete Europeu da Amnistia Internacional.

O governo alemão justificou-se declarando que a legislação Europeia anti-discriminação tem-se mostrado ineficaz não existindo qualquer base legal para que a UE tenha competência para agir em algumas das áreas cobertas pela Directiva. Nenhum destes argumentos parece válido. Estudos independentes demonstraram que a Directiva Europeia de Igualdade Racial actualmente em vigor tem ajudado a melhorar substancialmente a protecção contra discriminação racial em muitos países europeus. O artigo 19º do Tratado de Lisboa confere igualmente ao Conselho o direito de tomar as medidas consideradas apropriadas no combate à discriminação sexual, racial ou étnica, religiosa ou de crença, deficiência, idade ou orientação sexual.

“Existe uma prática de discriminação disseminada um pouco por toda a UE e que tem um impacto sério no acesso das populações aos seus direitos fundamentais. A União Europeia deve tomar medidas imediatas para travar o impacto que a discriminação tem na sua estrutura social. Um primeiro passo seria adoptar esta nova Directiva Anti-Discriminação sem diluir o seu conteúdo, sem impor excepções à definição de discriminação e sem providenciar diferentes níveis de protecção para cada grupo da população,” conclui Beger.

Assine a Petição e participe num pequeno jogo http://www.amnesty-actie.nl/eupetition/?locale=pt-PT

II Encontro Inter e Multicultural em Albufeira de 19 a 23 de Abril 2010

No passado dia 19 a 23 de Abril, realizou-se o II Encontro Inter e Multicultural em Albufeira, a convite da Câmara Municipal de Albufeira, com a colaboração da Amnistia Internacional, Associação Par.
Estiveram a participação de várias escolas do Concelho, e contou com 17 monitores de várias partes do país.


Um dos Monitores, Omarildo Silva, deu-nos o seu testemunho:


“Gostei imenso do II Encontro Inter e Multicultural realizada em Albufeira entre os dias 19 e 23 de Abril, cujo programa foi muito bom e conseguimos cumpri-la na integra. Como monitor da Amnistia Internacional, quero aproveitar para agradecer a Câmara Municipal de Albufeira pela louvável iniciativa e espero que continuem a proporcionar encontros deste género como forma de contribuir para uma vivência saudável numa sociedade inter e multicultural que caracteriza a cidade de Albufeira em particular e todo o Concelho em geral. Aprendi muito como monitor com os jovens que estiveram sempre bem dispostos e participativos o que também permitiu-me dar um pouco do meu conhecimento a eles. Durante os quatros dias do encontro o Espaço Multiusos de Albufeira parecia um antro de sabedoria e até cheguei de o confundir com o nosso planeta a ser observado no Espaço/universo. Mais palavras para quê, apreciem as fotos que elas dizem tudo o que as minhas palavras esqueceram por momentos de dizer aqui”.
Obrigado.




Participe! Para uma Europa Unida

Foi ontem lançada em Portugal a petição electrónica “Unidos Contra a Pobreza”, dirigida ao Primeiro-ministro José Sócrates e aos restantes líderes da União Europeia, para que cumpram a promessa de acabar com a pobreza extrema e de atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio até 2015.

Esta petição, promovida pela Campanha do Milénio das Nações Unidas, conta vir a influenciar a agenda do Conselho Europeu no próximo dia 18 de Junho em Madrid, onde se definirá a posição europeia para a Cimeira das Nações Unidas sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, a realizar em Nova Iorque entre 20 e 22 de Setembro.

Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, que podem ser consultados em detalhe aqui, são um conjunto de oito metas acordadas pelos 189 líderes políticos nas Nações Unidas, em 2000, que previam que bastaria 0,7% do Rendimento Nacional Bruto dos países desenvolvidos até 2015 para a Ajuda Pública ao Desenvolvimento dos países pobres. Agora, a cinco anos da data limite, os objectivos correm o risco de não serem cumpridos, com a pobreza e a fome global a atingirem números recorde. É uma questão de falta de vontade política, que tem que ser alterada.

A petição, apoiada pela Amnistia Internacional, pode ser assinada aqui http://unitedagainstpoverty.org/430
O mundo precisa de si! Participe!


A violência doméstica não pode ser um segredo

A violência doméstica não pode ser um segredo

Esta é a assinatura da campanha de sensibilização conjunta entre a Amnistia Internacional - Portugal e a women’secret contra a violência doméstica sobre as Mulheres.

Fale, Partilhe, Denuncie. Diminua este sofrimento e contribua para a sua erradicação. Exija respeito pelos seus Direitos Humanos.


Lisboa, 25 de Março de 2010 – A Amnistia Internacional - Portugal, em parceria com a women’secret, apresenta a Campanha “A violência doméstica não pode ser um segredo” que visa dar voz a cada mulher afectada por este tipo de violência em Portugal, assim como sensibilizar a população e a sociedade. Para tal foi criada uma colecção de roupa assinada pelo ilustrador André Letria, que se encontra à venda nas lojas da marca e cujas receitas revertem inteiramente para a Amnistia Internacional - Portugal.

Nos últimos anos, a violência sobre as mulheres tem sido um dos temas fulcrais do trabalho da Amnistia Internacional - Portugal. A women’secret, como marca socialmente responsável e solidária, propõe-se agora a participar e apoiar esta causa. Numa iniciativa conjunta, que visa acabar com o silêncio, promover a denúncia e terminar com as situações de sofrimento silencioso, as duas entidades lançam uma colecção-chave, muito feminina e sem segredos.


A Campanha “A violência doméstica não pode ser um segredo”


Estão previstas diversas iniciativas de divulgação, tendo já sido realizadas duas acções de formação (Lisboa e Porto) junto dos colaboradores da women’secret, para um melhor entendimento da forma de actuação da Amnistia Internacional - Portugal em prol dos Direitos Humanos e em especial no que diz respeito à violência doméstica.

Para assinalar o arranque da Campanha, a Amnistia Internacional organiza, juntamente com a sua rede de voluntários, uma acção de sensibilização sobre o tema nas principais ruas de Lisboa.

A Colecção solidária

Disponível em todas as lojas women’secret a partir de hoje, a colecção que reverte a favor da Campanha “A violência doméstica não pode ser um segredo”, integra duas t shirts criadas pelo ilustrador André Letria, uma t-shirt desenvolvida pela agência de publicidade McCann Erickson e ainda dois calções para combinar nesta Prim-Ver’2010.


A Violência Doméstica em Portugal

Segundo a Direcção Geral da Administração Interna os números são preocupantes e só um trabalho de educação e sensibilização pode mudar consciências. No primeiro semestre de 2009 foram apresentadas, junto das autoridades portuguesas, 14.600 queixas de violência doméstica, que representa uma média de 81 queixas diárias. Embora nem toda a violência doméstica seja exercida sobre as mulheres, estas representam 85% das vítimas e é esta a situação que a Amnistia Internacional - Portugal e women’secret gostariam de ver alterada.


Os Parceiros

A Amnistia Internacional - Portugal contou com o apoio de inúmeros parceiros para a realização desta campanha, nomeadamente: André Letria, pela criação das ilustrações das t-shirts; Fernanda Freitas, José Neves e Sofia Aparício, três figuras públicas convidadas para apoiar e dar visibilidade a esta acção e tema; McCann Erickson, pela imagem gráfica em loja e toda a campanha de publicidade - que inclui um spot de rádio, mupis e anúncios de imprensa; MK2 - Soluções para DJs e Produtores, pela cedência do espaço de apresentação e lançamento desta campanha, entre outros.



Acompanhe as novidades da Campanha “A Violência Doméstica não pode ser um Segredo” através do blogue http://violenciadomesticanaopodeserumsegred.blogspot.com/ e a partir das páginas da Amnistia Internacional - Portugal nas principais redes sociais:

http://aiportugal.hi5.com/ http://twitter.com/AmnistiaPT

http://www.facebook.com/group.php?v=wall&gid=48109034673



Cimeira ( Ideal) dos Objectivos do Milénio 2010

No âmbito da campanha "Exija Dignidade" a Secção vai promover em parceria com a Associação das Nações Unidas de Portugal, a Agência ODM e a Objectivo 2015-Campanha do Milénio das Nações Unidas a Cimeira (Ideal) dos

ODM 2010, só para estudantes universitários, que terá lugar nos dias 27 de Abril em Lisboa, 28 de Abril em Coimbra e 29 de Abril no Porto.



Através desta participação os estudantes portugueses poderão contribuir para a Cimeira dos ODM - 2010 real que decorrerá em Setembro, já que o objectivo final desta iniciativa é criar um conjunto de recomendações que serão entregues ao Estado português.

Tudo o que estes estudantes têm de fazer é juntar um grupo de 5 ou 10 estudantes, escolherem um dos países que querem representar e inscreverem-se até 1 de Abril.


Mais informações em http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1283&Itemid=126

8 de Março-Dia Internacional da Mulher

No dia 8 de Março comemora-se mais uma vez o Dia Internacional da Mulher. Nesta data é importante relembrar que todos os dias, um pouco por todo o mundo, as mulheres continuam a ser alvo das mais variadas formas de violência.
A Amnistia Internacional continua empenhada, especialmente através das campanhas “Acabar com a Violência sobre as Mulheres” e “Exija Dignidade”, em denunciar as violações dos direitos das mulheres e raparigas e fazer com que as suas vozes sejam ouvidas.

Não podíamos por isso deixar de assinalar este Dia Internacional da Mulher, e este ano vamos promover “8 petições sobre os Direitos das Mulheres a 8 de Março”, apelando aos governos do Burkina Faso, Chade, Dinamarca, Finlândia, Nicarágua, Noruega, Suécia para que tomem medidas para proteger as mulheres em risco nos seus países e uma petição global da AI, para a criação de um novo organismo nas Nações Unidas que aborde de forma eficaz as questões relativas aos direitos humanos das mulheres.

Assine os apelos. Está nas suas mãos ajudar estas mulheres!

Web - Actions 8 de Março - Dia Internacional da Mulher

Chade

Nos campos de refugiados do Chade oriental, as mulheres Sudanesas que fugiram do conflito no Darfur vivem na insegurança. Estas mulheres são frequentemente atacadas, tanto dentro dos campos como no seu exterior, quando vão recolher lenha ou buscar água. Com o fim da Missão da ONU no Chade, a violência contra as mulheres destes campos vai certamente aumentar. Saiba mais...

http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1043&Itemid=98



E assine a petição pedindo ao Presidente do Chade que aumente a protecção das mulheres e raparigas Sudanesas refugiadas no leste do país. http://www.jotform.com/form/10634325486

Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia

Apesar destes quatro países nórdicos poderem ser considerados exemplares em termos de igualdade de género, as mulheres vítimas de violação sexual ainda encontram sérias dificuldades para que os seus casos sejam levados a tribunal. Como resultado, a maior parte dos perpetradores permanecem impunes. Esta realidade é descrita num relatório lançado hoje (8 de Março) pela Amnistia Internacional que pode conhecer aqui. http://www.amnistia-internacional.pt/dmdocuments/Case_Closed_Report_Nordic_Countries_Sum.pdf
E assine a petição, apelando aos governos da Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia que removam todos os obstáculos a que seja feita justiça às mulheres que sofreram violência sexual. http://www.jotform.com/form/10633021514


Nicarágua

A revisão de 2008 do Código Penal da Nicarágua introduziu uma lei que criminaliza o aborto em qualquer circunstância. As mulheres que interrompam a sua gravidez, mesmo que esta ponha em risco a sua saúde ou que tenha sido resultado de violação sexual, enfrentam agora penas de prisão. Esta nova lei vai contribuir para a deterioração da saúde das mulheres da Nicarágua, e aumentar os índices de mortalidade materna. Saiba mais... http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1247&Itemid=98

E assine a petição, exigindo ao governo do Nicarágua que revogue esta lei, e assegure serviços de saúde seguros e legais para mulheres e raparigas cuja saúde ou vida possa ser posta em risco pela continuidade da gravidez, ou sendo esta resultado de violação sexual. http://www.jotform.com/form/10630628533


Burkina Faso

O Burkina Faso é dos países com os mais altos índices de mortalidade marterna. Esta parece incidir particularmente em mulheres pobres, residentes em zonas rurais e com baixos níveis de instrução. O governo do país diz estar empenhado na redução da mortalidade materna, no entanto, as suas intenções não saem do papel. Saiba mais...

http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1222&Itemid=98

E assine a petição, apelando ao Presidente do Burkina Faso que tome medidas para assegurar a redução das barreiras físicas, económicas e culturais que impedem as mulheres pobres de áreas rurais de aceder a cuidados de saúde reprodutiva e materna. http://www.jotform.com/form/10631852479

ONU

Em Setembro de 2009 os governos de todo o mundo concordaram em criar uma agência da ONU dedicada às mulheres, para assegurar que todas as mulheres e raparigas do globo possam gozar dos seus direitos.É necessário pressionar os governos e o sistema da ONU para que considerem a criação desta agência uma prioridade, e a dotem dos recursos, pessoal e autoridade necessários à sua eficiência.


Assine a Petição Global da AI denominada “Tornar as Nações Unidas mais eficazes na concretização dos direitos das mulheres!”

http://www.jotform.com/form/10631907472

Fotos do IV Campo de Estruturas 27 e 28 de Fevereiro-Coimbra

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Actividade de dia 18 de Fevereiro de 2010

No dia 18-02-10, realizou pelas 11:45h, a visualização do filme " A Caminho de Guantánamo" no auditório da Secundária. Estiveram presentes, 4 turmas (10º J / 12º Q / 12º O)( sensivelmente, 80 alunos e 4 professores), três professoras do grupo de filosofia da escola ( Ana de Lurdes, Carla Rodrigues e Helena) e ainda o profº Fernando Carvalho, também profº de Filosofia.
A Convite das professoras acima referidas realizou-se pelas 14:40h uma sessão:O que é a AI e o Grupo de Estudantes; Resumo das actividades de 2009; 27 de Janeiro - Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, 6 de Fevereiro- Tolerância Zero pela Mutilação Genital Feminina, 12 de Feveiro -" Red Hands" - Actividade para assinalar a Situação das Crianças-Soldado e 20 Anos da libertação de Nelson Mandela. Estiveram presentes três turmas ( sensivelmente 24 alunos).

Fotos da Sessão

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Site da Mutilação Genital Feminina

Site da Mutilação Genital Feminina

6 de Fevereiro- Dia Internacional Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina

A Associação para o Planeamento da Família (APF) e a Amnistia Internacional são os Parceiros em Portugal, responsáveis pela Estratégia Europeia para a Eliminação da Mutilação Genital Feminina (MGF). A estratégia reúne um conjunto de recomendações direccionadas às Instituições Europeias com a finalidade de que adoptem as medidas necessárias para a eliminação definitiva desta prática gravemente atentatória dos Direitos Humanos das mulheres e meninas e raparigas.
Fim à Mutilação Genital Feminina – Uma Estratégia para as Instituições da União Europeia contém as 5 principais dimensões através das quais a União Europeia pode proteger as mulheres raparigas e meninas na Europa e para além dela: Recolha de dados sobre MGF; Saúde; Violência sobre a Mulher e Criança; Asilo; Cooperação Para o Desenvolvimento.

Além dos contributos dos parceiros nacionais APF e AI - Portugal, a Estratégia Europeia contou com as sugestões de Sofia Branco, Jornalista que recebeu em 2003 o Prémio Natali da Federação Internacional de Jornalistas e da Comissão Europeia e em 2004 o Prémio de Direitos Humanos atribuído pela Assembleia da República, Khady Koita, fundadora da rede Europeia Euronet - FGM e de muitas mulheres activistas pelo fim da MGF, entre as quais Ifhra Ahmed (Somália) que estará em Lisboa, a 8 de Fevereiro.
Este documento será oficialmente apresentado em diferentes países europeus, como forma a assinalar o Dia Internacional de Tolerância Zero à MGF. Em Portugal, a sua apresentação terá lugar no dia 8 de Fevereiro, no contexto da Conferência Internacional sobre MGF organizada pelo Grupo de Trabalho para a Eliminação da MGF coordenado pela CIG. Lisboa integra o roteiro “5 Cities 5 Stops to END FGM” conjuntamente com Viena, Nicósia, Bruxelas e Londres.
Nesta conferência, a ter lugar no Hotel Sana Reno entre as 9h30 e as 13h00, além da apresentação pública da versão portuguesa da estratégia será efectuada a avaliação do 1º ano do Programa Nacional de Eliminação da MGF e a análise cruzada deste Plano Nacional com a Estratégia Europeia.

Por ocasião do lançamento que contará com a presença de responsáveis governamentais e representantes de serviços públicos e ONG, poder-se-á ainda contar com os testemunhos na primeira pessoa de Aissato Djaló da Associação Uallado Folai, de Fatumata Djau Baldé Presidente do Comité para o Abandono das Práticas Tradicionais Nefastas à Saúde da Mulher e Criança e Ifrah Ahmed, Strong Voice da Campanha Europeia Fim à MGF, entre outras mulheres e responsáveis que estarão, na ocasião, disponíveis para entrevista.
A Associação para o Planeamento da Família e a Amnistia Internacional – Portugal, para assinalar o dia Internacional de Tolerância Zero à MGF – 6 de Fevereiro lançarão “Pelos Direitos Humanos da Mulher e Criança – Fim à MGF”um postal que, procura sensibilizar o maior número de pessoas para este crime de que foram alvo cerca de 140 milhões de mulheres em todo o mundo e que coloca em risco 3 milhões anualmente.

NOTA:
A Mutilação Genital Feminina é uma violação dos Direitos Humanos, em que parte ou a totalidade dos órgãos genitais das meninas, entre 0 e 14/ 15 anos, são cortados e/ou removidos, regra geral sem anestesia. Algumas das consequências incluem riscos acrescidos de infecção pelo VIH, infertilidade, problemas urinários e menstruais e complicações durante o parto.
MGF é uma forma de violência contra a Mulher e é reconhecida internacionalmente como uma violação dos Direitos Humanos.
A Campanha “FIM à MGF” é uma parceria da Amnistia Internacional da Irlanda com 14 Organizações Não Governamentais de toda a Europa. Tem como objectivo a colocação da MGF na agenda política europeia para dar voz às Mulheres e Meninas submetidas ou em risco de MGF.
Para mais informações sobre a Campanha visite www.endfgm.eu ou www.apf.pt. A parceria em Portugal é assumida pela APF – Associação para o Planeamento da Família e pela Amnistia Internacional – Portugal.

Red Hand

Red Hand

12 de Fevereiro- Red Hand Day – uma iniciativa mundial para acabar com as crianças-soldado

O Red Hand Day é um evento simbólico que tem como objectivo alertar para a situação das crianças-soldado.
Este evento comemora-se todos os anos, a 12 de Fevereiro, para assinalar a entrada em vigor, em 2002, do protocolo opcional da Convenção dos Direitos da Criança, que proibiu a utilização de crianças com menos de 18 anos em conflitos armados. Apesar deste instrumento legal, cerca de 300 mil crianças continuam a ser utilizadas em conflitos armados em todo o mundo. Deste modo, é necessário continuar os protestos, para que a Convenção seja efectivamente respeitada.


A Amnistia Internacional convida todos os interessados a associarem-se a este evento, para atrair a atenção dos media, assim como a dos decisores políticos e dos líderes de opinião: organize uma acção de sensibilização usando o símbolo do Red Hand Day – uma mão vermelha com uma criança soldado a branco.


No site do evento: http://www.redhandday.org/, poderá consultar as actividades realizadas por escolas e organizações de todo o mundo e posteriormente poderá enviar para o site uma descrição e fotos do evento (em submit report). Informe-nos também, através do email l.marques@amnistia-internacional.pt da acção que levar a cabo para podermos divulgar todas as acções ocorridas a nível nacional.

Datas Importantes e Web-Actions 2009

As datas mais relevantes em 2009

21 de Março - Dia Internacional contra a Discriminação Racial

Para assinalar este dia apresentamos o caso de uma comunidade de etnia Roma (cigana) em Itália, que está em risco de desalojamento forçado. Nos últimos tempos as autoridades italianas têm vindo a tomar medidas discriminatórias contra a minoria étnica Roma, indicando que se inserem numa política de segurança e de redução da criminalidade.Esta atitude tem gerado um clima discriminatório que tornou socialmente aceitáveis os ataques a esta comunidade. Muitos Roma têm sido vítimas de violência física e psicológica. Existem cerca de 150 mil Roma a viverem em Itália.


Itália: Desalojamento forçado de 150 pessoas



As autoridades de Milão vão proceder ao desalojamento forçado de uma comunidade de cerca de 150 pessoas de etnia cigana que vivem num acampamento improvisado debaixo de um viaduto no norte da cidade. De acordo com a imprensa italiana, os desalojamentos forçados vão ser levados a cabo até ao final de Março.


Ao abrigo da lei nacional as autoridades deveriam ter notificado cada um dos moradores, ou publicado, de acordo com as formas previstas na lei, uma ordem ou aviso destes desalojamentos, mas segundo a informação recebida pela Amnistia Internacional, não o fizeram. Devido a esta falta de notificação, a comunidade não tem forma de recorrer desta ordem através dos tribunais, de forma a evitar ou adiar os desalojamentos.

De acordo com a informação disponível, esta comunidade não foi contactada no sentido de encontrar uma solução para a sua situação, nem sequer foi fornecida uma solução provisória de alojamento, como já sucedeu noutras situações em que o Município proporcionou abrigo temporário a mulheres e crianças nos centros de acolhimento municipais para os sem abrigo. Sem uma alternativa de alojamento, as famílias terão que mudar-se para outros acampamentos improvisados ou então correm o risco de ficar mais expostos a todo o tipo de intempéries, ficando em situação ainda pior.

Pelo menos 35 destas pessoas são menores de 18 anos, e 15 delas têm menos de cinco anos de idade. Dez destas crianças frequentam a escola perto do acampamento, apesar das duras condições em que vivem – não têm água, esgotos ou electricidade. Estes desalojamentos vão comprometer a sua permanência na escola e afectar a sua educação.

De acordo com o direito internacional os desalojamentos forçados – que são desalojamentos levados a cabo sem garantias processuais adequadas, como a possibilidade de recurso judicial e sem garantias de uma alternativa de habitação adequada - são uma grave violação de uma série de direitos humanos, incluindo o direito a uma habitação condigna. Os desalojamentos podem ser levados a cabo apenas em último recurso, depois de esgotadas todas as alternativas possíveis e apenas quando todas as garantias processuais estiverem asseguradas, ao abrigo dos padrões internacionais e regionais de direitos humanos.

Assine a petição que será enviada ao Presidente do Município de Milão

http://www.jotform.com/form/90785546534

3 de Abril de 2009 -Amnistia estreia “Todos contra todos, alguém a favor”

“Todos contra todos, alguém a favor” é o mote da campanha criada pela Leo Burnett Lisboa para a Amnistia Internacional, que arranca hoje em televisão. O filme explica porque é necessária a união em prol dos Direitos Humanos e tem como objectivo angariar voluntários para a Amnistia. A produção esteve a cargo da brasileira Lobo.

4 de Abril - Dia Internacional de Consciencialização para o Perigo das Minas

A utilização de minas terrestres antipessoais durante os conflitos armados provoca todos os anos mais de 5.000 mortos, entre crianças, mulheres e homens. Muitos mais ficam mutilados. É preciso acabar com este flagelo.

As minas são “plantadas” durante os conflitos não havendo qualquer registo da sua localização sendo praticamente impossível a sua sinalização ou desactivação tornando desta forma as populações civis as principais vítimas.

Só em 2007, 5.426 pessoas foram vítimas de minas, destas 1.401 morreram, 3.939 ficaram feridas e 86 pessoas que se desconhece o destino. No entanto, o número real é certamente mais elevado, pois a recolha de dados é insuficiente. Mais de 67 por cento das vítimas são civis, e destas 89 por cento homens, sendo que mais de 31 por cento são crianças.

Em 2007 verificaram-se mortes em consequência das minas em 23 países ou territórios, sendo que a Colômbia (895), o Afeganistão (811), o Myanmar (438), o Camboja (352) e o Paquistão (271) lideram a lista de países onde ocorreram mais vítimas de minas. De registar ainda que pelo menos 48 pessoas em Angola, 47 pessoas em Moçambique e 16 pessoas na Guiné-Bissau foram vítimas da deflagração de minas.

Acção de marketing de guerrilha
A propósito deste dia a AI, com o apoio da empresa de comunicação Bazooka, vai realizar uma acção de marketing de guerrilha no Jardim da Estrela, sábado, dia 4 de Abril, entre as 15h30 e as 17h30.

Tiananmen – 20 anos Acção de Rua, 4 de Junho, às 18h30, no Rossio, em Lisboa

Activistas dos Direitos Humanos vão manifestar-se amanhã, dia 4 de Junho às 18h30, em Lisboa, no Rossio, pela libertação dos participantes no movimento pró – democracia da Praça Tiananmen e de todos aqueles que têm vindo a ser detidos por pedirem às autoridades chinesas a reavaliação dos acontecimentos de 4 de Junho de 1989. Será levada a cabo uma representação teatral simulando o massacre de Tiananmen de 1989.
Serão depostas flores (ramos de 4 rosas vermelhas e 6 brancas, símbolo das Mães de Tiananmen) junto a algumas fotos de estudantes da época. Serão também recolhidas assinaturas para uma carta dirigida ao Presidente do Comité Permanente do Congresso Nacional Popular, Sr. Wu Bangguo instando-o a desencadear o processo para uma responsabilização do sistema judicial chinês pelos mortos e desaparecidos na altura do massacre e pelos que ainda hoje continuam a ser perseguidos na sequência daqueles acontecimentos.
Em Lisboa a acção é co-organizada pela Amnistia Internacional e pela União Budista Portuguesa e conta com o apoio do Movimento Internacional Lusófono.

Caldas da Rainha
O Núcleo das Caldas/Oeste da Amnistia Internacional também irá realizar uma representação teatral simulando o massacre de Tiananmen de 1989, com a participação de 26 alunos da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro. A acção decorrerá no dia 4, pelas 10h30, na rua Cândido dos Reis.

Tiananmen/China: é necessário abrir um inquérito independente à repressão de 1989

As autoridades chinesas devem abrir um inquérito independente à violenta repressão militar de 1989 sobre os manifestantes pacíficos em volta da Praça de Tiananmen, afirmou a Amnistia Internacional.
O Governo chinês frustrou quaisquer tentativas de clarificar as circunstâncias e responsabilidades pela repressão militar que resultou em centenas de mortos e feridos em Junho de 1989. Na antecipação do vigésimo aniversário dos protestos, as autoridades foram intensificando a repressão sobre activistas de direitos humanos e sobre advogados.
O Governo chinês ainda não tornou públicos os números, mas várias organizações não-governamentais estimam que entre 20 e 200 indivíduos permaneçam detidos pelo seu envolvimento nos protestos pró - democracia de 1989.
“O Congresso Nacional Popular tem, no âmbito dos seus poderes, competência para liderar a abertura de um inquérito sobre as circunstâncias das mortes e detenções ocorridas durante a repressão de 1989 e para identificar os responsáveis por tais actos, bem como pelo destino daqueles que ainda permanecem detidos como resultado da repressão”, afirmou a Amnistia Internacional numa carta aberta que enviou para Wu Bangguo, Presidente do Congresso Nacional da Popular da China, a 13 de Maio de 2009.
“Várias pessoas que permanecem na prisão foram condenadas por crimes de ‘contra revolução’ que foram retirados do Código Penal Chinês em 1997”, afirmou Roseann Rife, Vice-Directora do Programa Ásia-Pacífico da Amnistia Internacional. “As autoridades chinesas devem libertar estes prisioneiros imediatamente como um primeiro passo com vista à responsabilização.”
Nem todos os que foram detidos pela sua associação com os movimentos pró - democracia de Tiananmen participaram, de facto, nos protestos de há 20 anos. A contínua supressão pelas autoridades chinesas da discussão pública dos eventos significa que muitos foram condenados à prisão depois de 1989 apenas pelo exercício do seu direito à liberdade de expressão, como é o caso dos que organizaram uma discussões online ou que publicaram na Internet poemas comemorativos da repressão. A detenção não é o único método a que as autoridades chinesas recorrem para reprimir o debate público sobre os eventos de 1989. As proeminentes líderes do Grupo Mães de Tiananmen, Ding Zilin e Jiang Peikun são frequentemente sujeitas a perseguição policial e detenções arbitrárias. Em Maio, foram impedidas de participar numa cerimónia de luto na qual participaram outros 50 membros do grupo que se comprometeram perante o Ministério da Segurança do Estado que não estariam presentes na cerimónia quaisquer pessoas alheias, especialmente jornalistas.
No lançamento do Relatório Anual da Amnistia Internacional, a Secretária - Geral, Irene Khan, apelou à China para que assinasse e ratificasse o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos. Apesar da recente iniciativa do Governo chinês do lançamento do Plano de Acção Nacional para os Direitos Humanos, que contém disposições para erradicar as detenções arbitrárias e proteger os direitos humanos, garantidos pela Constituição Chinesa, ter sido bem recebida pela Amnistia Internacional, esta organização salienta que o sucesso do Plano depende da sua implementação de facto.
“No centro de uma crise económica global, o governo chinês demonstrou a sua disponibilidade para assumir um papel de líder na estabilização do sistema económico mundial. No que diz respeito à protecção dos direitos humanos, porém, o Governo chinês frustrou consistentemente todas as expectativas mundiais. O número de pessoas ainda na prisão pelas suas acções na Praça de Tiananmen há 20 anos é testemunho da falta de compromisso para com os direitos humanos que prevalece na China,” defendeu Roseann Rife.
Actualizações dos Casos:
No momento em que se aproxima o vigésimo aniversário da repressão de Tiananmen, as autoridades chinesas intensificaram a supressão da voz dos activistas dos direitos humanos por todo o país. A Amnistia Internacional documentou, pelo menos, uma centena de casos de activistas que foram detidos por breves períodos ou que enfrentaram violência por parte das autoridades em 2009 por defenderem os direitos à propriedade da terra, ao alojamento e direitos laborais. Os signatários da Carta ’08, uma petição que apela a reformas políticas e legais, continuaram a ser alvo de interrogatórios. Vários destes casos estão relacionados com a vigilância de activistas no período que antecede o aniversário.
Nos primeiros meses de 2009, a Amnistia Internacional documentou pelo menos quatro casos de advogados que foram ameaçados com violência pelas autoridades enquanto defendiam os seus clientes; pelo menos dez casos em que advogados foram impedidos de se reunir ou representar clientes; e pelo menos um caso em que um advogado foi detido pelo cumprimento das suas funções. Alguns advogados foram recentemente ameaçados com a revogação das suas licenças como retaliação pelo seu trabalho em casos de defesa de direitos fundamentais.
Seguem-se resumos dos casos de vários indivíduos detidos em ligação com os protestos de 1989, cuja libertação está agendada para os próximos anos:
Jiang Yaqun
estava nos seus quarenta anos no momento da sua detenção. Originalmente, foi sentenciado a uma pena de morte suspensa por ‘sabotagem contra – revolucionária ’. Após receber três reduções de pena, a sua libertação da Prisão Jinzhong em Pequim está agendada para Outubro de 2014. Li Yujun foi originalmente condenado à morte com um adiamento de dois anos por fogo - posto, e está detido na Prisão Nº2 de Pequim. Depois de seis reduções de pena, Li deverá ser libertado em Novembro de 2014.
Zhu Gengsheng também foi condenado por ‘sabotagem contra - revolucionária’ por ter acenado uma bandeira enquanto gritava “Ganhámos!” junto a um tanque incendiado. Zhu foi inicialmente condenado à morte com uma prorrogação de dois anos, e está actualmente detido na Prisão Nº2 de Pequim. Teve cinco reduções de pena e a sua libertação está agendada para Abril de 2013. Os indivíduos cujos nomes se seguem continuam a ser perseguidos pelas autoridades chinesas pelo seu activismo de direitos humanos em ligação com o movimento pró - democracia de Tiananmen:
Huang Qi foi condenado a cinco anos de prisão por organizar uma discussão online acerca dos protestos da Praça de Tiananmen. As ‘provas’ contra ele incluíam referências a um documento da Amnistia Internacional sobre a repressão de Tiananmen que Qi havia colocado no seu website. Foi libertado a 4 de Junho de 2005. Após a sua libertação, manteve o seu website e o seu trabalho pelos direitos humanos e foi detido novamente em Junho de 2008, aparentemente por prestar assistência a cinco famílias cujas crianças faleceram no sismo de Sichuan no ano passado.
Qi Zhiyong, que ficou incapacitado devido a um ferimento de bala durante a repressão de 1989 em Tiananmen, avisou os jornalistas, em 15 de Abril, numa mensagem escrita, que havia sido detido pela polícia. Pensa-se que a sua detenção esteja associada ao vigésimo aniversário da morte de Hu Yaobang. A morte de Hu marcou o início dos protestos pró – democracia.
Zhou Yongjun, um líder estudantil dos protestos pró - democracia de 1989, exilado é mais um exemplo de detenção arbitrária. Zhou Yongjun foi condenado a dois anos de prisão pelo seu envolvimento nos protestos pró - democracia de 1989. Quando foi libertado, foi exilado para os Estados Unidos da América. Regressou à China em 1998, tendo sido enviado para um campo de Reeducação pelo Trabalho por três anos. Numa tentativa recente de reentrar na China através de Hong Kong, em Outubro passado, foi novamente detido pelas autoridades chinesas em Shenzhen. De acordo com a sua irmã, as autoridades chinesas negaram as repetidas detenções de Zhou Yongjun. No entanto, os meios de comunicação social internacionais, incluindo a Associated Press, relataram em Maio de 2009 que Zhou Yongjun havia sido formalmente acusado de fraude.

Dia Internacional dos Desaparecidos 30 de Agosto de 2009

Dia Internacional dos Desaparecidos 2009 – Uma nova Convenção representa esperança para os familiares dos desaparecidos

A Amnistia Internacional apela a todos os governos para que ratifiquem o tratado e que tomem medidas no sentido de acabar com os desaparecimentos forçados em todo o mundo.
Imagine um dia estar a guardar a chegada a casa de um familiar seu, imagine que o dia se transforma no resto da sua vida. Imagine esperar por ele sem saber onde está ou se está vivo. Imagine ter batido a todas as portas tentado encontrar respostas para seu paradeiro e não saber o que pode fazer mais. Este é o dia-a-dia das famílias dos desaparecidos em todas as regiões do mundo.


O Dia Internacional dos Desaparecidos, Domingo dia 30 de Agosto, é a altura para lembrar a sua luta e exigir justiça.

Centenas de milhar de casos de desaparecimentos forçados permanecem por resolver, à medida que novos casos são relatados todos os anos. Os desaparecimentos forçados continuam a ser usados pelos governos para silenciar dissidentes e eliminar opositores políticos, perseguir grupos étnicos, religiosos e políticos e como arma de repressão. Os desaparecimentos forçados são um crime que vive do secretismo; é concebido para colocar a vítima longe de qualquer protecção da lei e para esconder a identidade dos perpetradores e o destino das vítimas - muitas das quais são torturadas ou mortas.


A comunidade internacional tem uma nova arma para combater este escândalo. A Convenção Internacional para a Protecção de Todas as Pessoas de Desaparecimentos Forçados – Adoptada em 2006, mas que ainda não entrou em vigor – pode fazer a diferença. Obriga os Estados a considerar os desaparecimentos forçados como um crime ao abrigo das suas leis, obriga-os ainda a proteger as testemunhas e a responsabilizar criminalmente toda e qualquer pessoa envolvida em desaparecimentos forçados. Reconhece o direito às famílias de saber a verdade e de obter reparação. Exige que os Estados evitem os desaparecimentos forçados institucionalizando salvaguardas rígidas relativas às pessoas privadas da sua liberdade; investigando os casos de pessoas desaparecidas e, caso tenham morrido, localizar os seus restos mortais e entregá-los às famílias.


A Convenção também exige aos Estados que investiguem alegados perpetradores no seu território, independentemente do crime que tenham cometido, a extraditá-los para outro Estado ou a entregá-los a um Tribunal Criminal Internacional.

Só são precisas 7 ratificações para que o Tratado entre em vigor e assim poder dar às famílias dos desaparecidos uma nova esperança de resolução. A Amnistia Internacional apela a todos os governos que celebrem este Dia Internacional dos Desaparecidos fazendo da ratificação deste tratado uma prioridade e anunciem quando a vão ratificar. A 64ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, inicia-se a 15 de Setembro de 2009 em Nova Iorque, e o evento anual relativo aos tratados dará aos governos a oportunidade de ratificar ou anunciar um compromisso de ratificar a Convenção.

Nota
Portugal é um dos dez países que está a ser alvo de uma acção especial por parte da Amnistia Internacional no sentido de ratificar esta Convenção. Os outros são:
Burundi, Cabo Verde, Costa Rica, Líbano, Marrocos, Paquistão, Paraguai, Sérvia e Timor Leste.


Estamos, por isso, a promover um apelo dirigido ao Ministro dos Negócios Estrangeiros pedindo que o nosso país ratifique a Convenção. Participe, assine!

3 de Maio - Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

3 de Maio - Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

3 de Maio - Ainda há jornalistas impedidos de fazer o seu trabalho



A 03 de Maio comemorou-se mais um Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Um direito inalienável, consagrado em 1948 pelo Artigo 19.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que indica: “todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito (...) de procurar, receber e difundir (...) informações e ideias por qualquer meio de expressão”. A liberdade de imprensa é uma componente essencial da liberdade de expressão, por isso, a Amnistia Internacional reforça, nesta data, que em todo o mundo há profissionais da comunicação social que são impedidos de fazer o seu trabalho.

Luiz Carlos Barbon era um jornalista de investigação no Brasil, conhecido por denunciar a corrupção oficial no seu país. Foi assassinado em Maio de 2007. Alguns elementos da polícia militar local foram entretanto detidos pelo seu homicídio, mas continuam a aguardar julgamento. A mulher do jornalista, Katia Camargo, continua a receber ameaças de pessoas envolvidas na morte de Luiz Carlos. Para além do Brasil, são muitos os países onde o trabalho dos jornalistas continua a ser um risco, por vezes, de morte. Um exemplo paradigmático é o da China, onde a AI tem relatado a detenção de vários repórteres, presos e condenados simplesmente por expressarem a sua opinião, ou melhor, acusados de “difamação” ou “tentativa de subversão do Estado”.

Durante os funerais de Baburova e Markelov.

Um país também perigoso para os jornalistas é a Rússia, onde vários jornalistas têm sido assassinados, permanecendo os seus autores impunes. Testemunha desta situação é o jornal Novaya Gazeta, que viu já serem assassinados quatro dos seus jornalistas. A mais conhecida é Anna Politkovskaya, morta em 2006 e cujo caso continua por resolver. Mais recentemente, Anastasia Baburova, de 26 anos, que estagiava no jornal, foi morta a tiro quando caminhava com o advogado e defensor dos direitos humanos Stanislav Markelov, também morto, em plena luz do dia, em Moscovo. Para além destes, muitos mais casos poderiam aqui ser relatados, entre as centenas que a Amnistia Internacional tem denunciado em vários países do mundo.

De acordo com o relatório anualmente publicado pela Federação Internacional de Jornalistas (disponível em http://www.ifj.org/en/pages/ifj-annual-reports-on-journalists-and-media-staff-killed), as notícias são aparentemente animadoras, uma vez que o número de jornalistas assassinados durante 2008 diminuiu, passando dos 172 registados em 2007, para os 109 identificados no ano passado. Para estes números muito contribuiu a situação no Iraque, considerado o país mais perigoso do mundo para os jornalistas, onde morreram, em 2007, 65 repórteres, tendo em 2008 sido registados 16 mortos. Contudo, a Amnistia Internacional ressalva que uma das razões para a redução no número de mortos está relacionada com a tendência dos governos para afastarem os jornalistas das zonas de conflitos. Isto, acrescente-se, é tanto mais grave se pensarmos que em alturas de conflitos é comum serem cometidas violações graves aos direitos humanos.

Neste sentido, quem mais perde com a falta de liberdade de imprensa e com os obstáculos que são criados ao pleno exercício da actividade dos jornalistas não são apenas os profissionais da comunicação e as suas famílias, são, acima de tudo, os cidadãos, ou seja, todos nós, uma vez que o trabalho dos média é essencial à promoção e defesa dos direitos humanos. Por isso, neste mês em que se fala de liberdade de imprensa, participe na acção da Amnistia Internacional dirigida ao Presidente da Rússia, apelando a que proteja os jornalistas do seu país e investigue os assassinatos de Stanislav Markelov e Anastasia Baburova.

Tudo o que tem de fazer é enviar uma carta, via correio. A sua participação irá juntar-se a centenas de outras, provenientes de todo o mundo, num envio massivo que pode ajudar a salvar vidas. Não fique de braços cruzados... Escreva!




(Em seguida apresentamos uma carta-tipo, que basta assinar e enviar)


Dmitry Anatolievich Medvedev
President of the Russian Federation

Ul. Ilyinka, Nº 23

103132 Moscow

Russian Federation

Dear President Medvedev,

Russia is not safe for human rights activists and journalists. The deaths of human rights lawyer Stanislav Markelov and journalist Anastasia Baburova in Moscow on 19 January 2009 are further proof of how dangerous it is to speak out against human rights violations in Russia. The persecution must stop and impunity must end.

I therefore urge you to publicly condemn the murders of Stanislav Markelov and Anastasia Baburova. Please send a clear message that such murders will not be tolerated and that the perpetrators, including those who order such killings, will not enjoy impunity for their crimes. Ensure that the murders of Stanislav Makelov and Anastasia Barburova are promptly, impartially and fully investigated and that those responsible are brought to justice.

I also urge you to take all effective measures to ensure the protection of those defending human rights and fundamental freedoms, in line with the provisions of the UN Declaration on Human Rights Defenders.

Yours sincerely,

Nome _________________________________

Morada ________________________________

Email _________________________________



Acções no dia 4 de Junho de 2009

O Governo Chinês tem-se recusado a levar a cabo um inquérito aberto, independente e imparcial aos acontecimentos dos dias 3-4 de Junho, na Praça de Tinanmen. É necessário que a justiça prevaleça e que as vítimas não sejam esquecidas. Nesse sentido a Amnistia Internacional - Secção Portuguesa promove várias acções públicas no próximo dia 4 de Junho, 5ª feira, à qual várias estruturas já demonstraram interesse em se associar.
Acção em Lisboa:
Pretende-se alertar o público em geral e a Embaixada da China em Portugal para a necessidade de fazer justiça às vítimas do 4 de Junho de 1989 e para que acabem as perseguições a todos aqueles que têm tentado lembrá-las, dentro da China. Também se pretende fazer uma homenagem às Mães de Tiananmen, cujos filhos foram mortos durante aqueles acontecimentos e que durante anos e anos tiveram de esconder a sua dor.
A acção a levar a cabo pelo CoGrupo da China, com início às 18h 30mn do dia 4 de Junho, na Praça do Rossio, consiste em tentar reproduzir a ocupação da Praça de Tiananmen pelas tropas e consequente brutal repressão:
Voluntários envergando camisolas brancas com dizeres em chinês e em português exigindo “Nunca Esqueçam”, o “Contem a Verdade”, “Faça-se Justiça”, e com uma faixa branca atada na cabeça surgem em uma Praça de Lisboa (talvez o Rossio) e logo se seguem outros voluntários que simulam soldados, com camisolas pretas com uma estrela vermelha, segurando uma espingarda AK 47 e um cartaz com um tanque de guerra desenhado que simulam descargas de balas. Os estudantes caem no chão e a seguir, perto mas não junto a eles., voluntárias depositaram no chão, 6 rosas brancas e 4 vermelhas. Estas flores são o símbolo das Mães de Tiananmen. As rosas brancas representam a pureza do coração dos mortos em Tiananmen e as vermelhas a sua paixão. O número 6 por ser relativo ao mês 6 - Junho e 4 ao dia do mês.Assine o apelo A AI está a promover a assinatura de um apelo dirigido ao Presidente da Comissão Permanente do Congresso Nacional Popular para que desencadeie um inquérito aberto e independente sobre os acontecimentos verificados em Junho de 1989. Assine o apelo A AI está a promover a assinatura de um apelo dirigido ao Presidente da Comissão Permanente do Congresso Nacional Popular para que desencadeie um inquérito aberto e independente sobre os acontecimentos verificados em Junho de 1989. Assine e divulgue.

Dia Internacional de Apoio às Vitimas de Tortura

O recurso à tortura e outras formas de tratamento cruel, desumano ou degradante, como a escravatura e o genocídio, é sempre errado e inaceitável. Este princípio foi estabelecido há muitos anos, e está consagrado na lei internacional.
Todos temos o direito de ser livres de tortura e de outras formas de tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante (‘outros maus-tratos’), de acordo com o Artigo 5 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adoptada há mais de 60 anos pelas Nações Unidas.


A Amnistia Internacional tem documentado o uso da tortura ao longo de décadas, e esta persiste em países por todo o mundo. Medidas tomadas nos últimos anos pelos Estados em nome do contra-terrorismo ameaçam enfraquecer o respeito pela absoluta proibição e evidenciam a necessidade de reforçar o entendimento da sua importância, e assegurar o reforço da proibição.

Consenso contra a tortura sob ameaça

Algumas das medidas tomadas pelos governos como resposta aos ataques de 11 de Setembro de 2001, bem como os ataques ou a ameaça de ataques em outros países desde então, têm configurado uma grave investida contra a protecção dos direitos humanos. Os Estados têm recorrido a tortura e outros maus tratos e têm tentado justificá-lo em nome da segurança, conferindo, desta forma, impunidade aos perpetradores.

Alguns têm procurado evitar as suas obrigações e responsabilidades concedendo que a “tortura” é errada e ilegal, enquanto, ao mesmo tempo, tentam introduzir definições de “tortura” e “tratamento cruel, desumano ou degradante” a nível nacional que excluam técnicas e circunstâncias particulares.

Tortura autorizada pelos Estados Unidos da América, ainda sem responsabilização

Quando tomou posse a 20 de Janeiro de 2009, o Presidente Barack Obama herdou um legado de tortura, impunidade e detenções arbitrárias.

A anterior administração norte-americana autorizou métodos “reforçados” de interrogatório – incluindo posições de tensão, isolamento prolongado, privação sensorial e simulação de afogamento – que constituem tortura ou outros maus tratos ao abrigo da lei internacional.

O Governo norte-americano operou um programa de rendições – transferindo indivíduos suspeitos de terrorismo de um Estado para outro sem cumprir os devidos procedimentos, incluindo para países onde eles enfrentam riscos reais de tortura e outros maus tratos – bem como um programa de detenções secretas, no qual os detidos se tornam vítimas de desaparecimento forçado.

Uma forma chave para assegurar que a tortura é erradicada é a garantia de total responsabilização sempre que esta ocorra: que a verdade do que realmente aconteceu seja completamente revelada, que os perpetradores sejam julgados, que sejam postas em marcha medidas preventivas e que as vítimas recebam reparação.

Apesar de a administração norte-americana ter proibido o recurso a técnicas “reforçadas” de interrogatório, estes próximos passos cruciais ainda não foram dados. Governos de todo o mundo, cúmplices com o programa dos Estados Unidos da América, também falharam em assegurar responsabilização. Têm havido desenvolvimentos positivos na Europa, particularmente em termos de mais revelações no que concerne o envolvimento dos Estados europeus nas violações associadas ao programa norte-americano, e investigações na Polónia, Itália, Alemanha e noutros países. No entanto, tem sido pouco pelos Estados europeus em termos de responsabilização, resolução ou medidas que impeçam a reincidência.

Acordos com Estados que torturam
Outros Estados mundiais têm contribuído para o enfraquecimento da proibição internacional de tortura ao recorrerem à transferência forçada dos detidos para países onde estes correm risco real de tortura.

Governos de países como os Estados Unidos da América, Áustria, Canadá, Alemanha, Itália, Reino Unido e Suécia têm procurado e aceite “garantias diplomáticas” da parte de Estados receptores de que os detidos não enfrentarão tortura ou outras violações graves dos direitos humanos.

Estas “garantias” são, essencialmente, promessas não executáveis e, ao aceitá-las, o Estado que envia reconhece, efectivamente, a tortura de outros detidos no país receptor. Em casos em que a promessa de tratamento adequado é quebrada, os indivíduos envolvidos têm sofrido consequências drásticas.

Em vez de pedir isenções para alguns indivíduos, os Estados devem começar a trabalhar em conjunto para garantir o fim de toda a tortura e maus tratos. As garantias diplomáticas deveriam ser condenadas e abandonadas.

Velhos padrões de repressão, nova retórica

A tortura e outros maus tratos não são novidade. Porém, em países de todo o mundo onde a tortura e outros maus tratos grassavam antes de 2001, os governos podem apenas sentir-se encorajados pelo novo clima de tolerância para com os abusos.

As autoridades da Arábia Saudita, por exemplo, lançaram um ataque sustentado sobre os direitos humanos em nome da segurança e da luta contra o terrorismo. Milhares de pessoas têm sido detidas e presas em segredo; outros têm sido mortos em circunstâncias incertas naquilo que as autoridades designam como conflitos com as forças de segurança. Centenas enfrentam julgamentos secretos e sumários e possível execução.

As medidas anti-terrorismo adoptadas pelo governo há muito que ultrapassaram os padrões duradouros de abusos dos direitos humanos.

O que é necessário acontecer?
Todos os Estados devem:
- Condenar todas as formas de tortura e outros maus tratos e pronunciar-se contra os governos que perpetram, são cúmplices, ou falham em agir contra tais abusos;
- Prevenir estas práticas;

- Apresentar à justiça aqueles responsáveis por autorizar e infligir tortura e outros maus tratos;

- Garantir que a informação obtida através de tortura ou outros maus tratos não possa ser invocada como prova em quaisquer procedimentos, excepto contra uma pessoa acusada de ter cometido o abuso, como prova do abuso efectuado.

Marcha Mundial pela Paz! Dia 12 de Novembro em Lisboa

Inscreve-te já nesta Marcha Mundial !

Mais informações em :
http://www.marchamundialpt.org/

21 de Setembro – Dia Mundial da Paz e do Cessar-fogo


Todos os anos centenas de milhar de pessoas são mortas directa ou indirectamente como consequência da violência armada. Milhares são deslocadas ou sujeitas a outras violações graves aos direitos humanos. =>
As transferências internacionais de armas convencionais são o principal factor que alimenta esta violência e os abusos, e que, quando identificadas devem cessar.O mundo não pode esperar mais por um Tratado Internacional sobre o Comércio de Armas. Este tratado tem que ser eficaz e para que proteja adequadamente os direitos humanos, é fundamental que contenha a “regra de ouro”. De acordo com esta regra as transferências de armas têm que ser analisadas caso a caso antes de serem aprovadas, e onde exista risco substancial de que possam vir a ser usadas para graves violações da legislação internacional humanitária e de direitos humanos, essas transferências devem ser impedidas.

Alguns números:
- Mais de 300 000 pessoas são assassinadas a cada ;
- Mais de 1 000 000 de pessoas são feridas por armas em cada ano;
- Mais de 200 000 pessoas são vítimas de homicídio com armas a cada ano;
- Cerca de 50 000 pessoas são vítimas de suicídio com armas a cada ano;
- No contexto de guerra e de conflitos armados entre 60 a 90 000 pessoas são mortas a cada ano;


Veja o vídeo em : http://www.youtube.com/watch?v=dZDb0IfDxgc&feature=player_embedded

A Liberdade de Expressão em Cartoons

A 03 de Maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a Amnistia Internacional e a FECO Portugal-Associação de Cartoonistas inauguraram uma exposição que reúne 142 cartoons, de várias partes do mundo, sobre o tema “A Liberdade é um Risco”. Para conhecer, até ao final do mês, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras, Lisboa. Mais informações em http://tinyurl.com/coq96z

No Dia Mundial contra a Pena de Morte ajude-nos a acabar com as execuções de jovens em todo o mundo

ImageA Convenção dos Direitos das Crianças das Nações Unidas proíbe a aplicação da pena de morte a menores de idade “nem a pena capital nem a prisão perpétua sem a possibilidade de libertação, podem ser impostas a pessoas que cometeram crimes antes dos 18 anos de idade” (art.37).


Apesar deste instrumento internacional ainda existem países que aplicam esta pena a jovens, impedindo desta forma, qualquer possibilidade de reabilitação de pessoas que ainda estão no início da sua vida.


Em 2007, onze jovens foram executados: oito no Irão, dois na Arábia Saudita e um no Iémen.Em 2008, no Irão, pelo menos oito jovens foram executados de acordo com a Amnistia Internacional e crê-se que pelo menos 140 permaneceram no corredor da morte, de acordo com a organização Stop Child Executions.

De acordo com o Relator Especial das Nações Unidas para a situação dos Direitos Humanos no Sudão, quatro jovens de 17 anos de idade irão ser julgados por alegada participação nos ataques de Cartum, e um jovem de 17 anos e outro de 16 anos de idade foram condenados à morte em Julho e Agosto de 2008, nesse país.


No ano em que se assinala o 20º Aniversário da Convenção dos Direitos das Crianças a Coligação Mundial contra a Pena de Morte, da qual a Amnistia Internacional faz parte, lança uma petição apelando às autoridades do Irão, Arábia Saudita, Sudão e Iémen que efectivamente respeitem e implementem os compromissos internacionais que já assumiram e ponham fim à execução de menores.

Participe! Assine a petição online.


O
u imprima a versão em anexo, circule pelos seus amigos, colegas e familiares e devolva até 15 de Novembro para Amnistia Internacional Portugal – Av. Infante Santo, 42, 2º - 1350-179 Lisboa

Dia Mundial contra a Pena de Morte dedicado ao “Ensino da abolição” 10 de Outubro

Dia Mundial contra a Pena de morte. Criado em 2002 pela Coligação Mundial contra a Pena de Morte, o dia 10 de Outubro tornou-se sinónimo de um dia de acção e reflexão no qual várias Organizações Internacionais Não Governamentais, Associações, governos locais e cidadãos anónimos incentivam e sensibilizam os Estados que mantêm a pena de morte, a abolir tal prática das suas leis penais.

Muitos foram os progressos obtidos desde então, sendo de assinalar a criação do mesmo dia 10 de Outubro, como o Dia Europeu contra a Pena de Morte, no âmbito do Conselho da Europa e congregando assim todos os Estados Europeus.


O número de países abolicionistas, quer na legislação, quer na prática, tem também vindo a subir, dando força à ideia de que, gradualmente, o mundo abandona a aplicação desta pena cruel, desumana e degradante.

No entanto, a permanência desta pena nos sistemas judiciais de 59 países e as 2390 execuções que tiveram lugar só em 2008, justificam a continuação dos esforços no sentido da abolição total.

O trabalho de sensibilização é fundamental. Por essa razão, a Coligação Mundial contra a Pena de Morte, da qual a Amnistia Internacional faz parte, escolheu como tema central do Dia Mundial deste ano o “Ensino da abolição”. Para tal concebeu um Guia pedagógico com actividades para jovens dos 14 aos 18 anos.

Conferência Pena de Morte 10 de Outubro

Conferência Pena de Morte 10 de Outubro

Vamos Proteger os Direitos Humanos como um todo!!!


Há vários anos que, se uma pessoa for torturada ou se a sua liberdade de expressão for reprimida, pode ser apresentada queixa à Organização das Nações Unidas contra os Estados perpetuadores destas violações aos direitos políticos e civis fundamentais. O mesmo não acontece se alguém não tiver direito a habitação, a cuidados básicos de saúde ou ao trabalho.

Direitos económicos, sociais e culturais que até hoje não podem ser internacionalmente assegurados. Uma realidade que está prestes a mudar e para a qual também pode contribuir. Faça parte deste momento histórico!

Tudo o que tem de fazer é assinar a petição mundial que a Amnistia Internacional, a par com outras organizações não governamentais, está a promover junto dos Governos de todo o mundo, apelando a que assinem o Protocolo Opcional ao Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais, que estará disponível para assinatura a partir de 24 de Setembro.


Qual a importância do Protocolo Opcional ao Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais?

Este Protocolo, adoptado pela Assembleia Geral das Nações Unidas a 10 de Dezembro de 2008, representa um grande avanço para o cumprimento mundial de todos os direitos humanos, uma vez que possibilita:

- O envio de queixas individuais ou de grupos ao Comité das Nações Unidas dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais sobre violações a estes direitos;

- Criar um procedimento de averiguação que permitirá ao referido Comité investigar situações de violações dos direitos humanos graves ou sistemáticas;

- Que o Comité dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais possa tomar medidas interinas para evitar danos irreparáveis nas vítimas e solicitar aos Estados que assegurarem a protecção das pessoas que submeteram queixas, de modo a prevenir maus tratos ou intimidação.

A assinatura deste Protocolo é fundamental quando continuam a existir no mundo pessoas que não têm acesso aos mais básicos direitos de subsistência e desenvolvimento, como o direito à alimentação, a uma vida condigna, à habitação, a cuidados de saúde, à água, à segurança social, ao trabalho e à protecção à família. Uma situação que se torna ainda pior se pensarmos que há Governos que têm estes serviços mas não os facultam, propositadamente, a determinadas franjas da população.

Até agora, as vítimas de todas estas violações aos direitos humanos nada podiam fazer, seja porque na sua Pátria não há leis que, logo à partida, os reconheçam e garantam, seja porque não há vontade ou disponibilidade política por parte do Governo de determinados Estados para receberem críticas às suas políticas. Nestes territórios, o acesso à justiça é um direito inatingível.

Realidades que terão de ser bem diferentes com o Protocolo Opcional ao Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais. Assista ao
vídeo para perceber melhor o que estes documentos internacionais podem fazer. Porém, é preciso que os Estados o assinem. Ajude-nos a consegui-lo! Faça parte desta acção...

Web Action - 17 de Outubro Dia Internacional para a Erradiação da Pobreza


173 milhões de pessoas no mundo uniram-se contra a pobreza

“A maior mobilização humana da história por uma mesma causa”. É desta forma que a acção “Levanta-te e Actua” está registada no livro dos recordes do Guiness.

Um novo recorde foi estabelecido com 173 milhões de pessoas que se organizaram em mais 120 países, para exigir aos seus governos que erradiquem a pobreza extrema e que cumpram os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).
Portugal contribuiu com mais de 147 mil pessoas para esta mobilização mundial e provou uma vez mais que a sociedade civil está presente, activa, informada e interessada em mudar o mundo.
O nosso país foi o que teve mais participantes na Europa em termos percentuais, mobilizando cerca de 1,4% da sua . Em relação ao número de acções, estas representam 10% dos eventos mundiais.
Destacam-se centenas de acções em escolas, que realizaram concentrações nos pátios, exposições, representações culturais e dezenas de mobilizações de rua, com cordões humanos e marchas brancas. A maior concentração de pessoas ocorreu em Lisboa, seguida de Aveiro, Porto e Braga.
A sociedade civil mostrou assim, uma vez mais, que quer viver num mundo com menos pobreza; em que as mulheres não continuem a morrer durante o parto; onde não há discriminação de género; onde crianças e adultos não morram por doenças que se podem prevenir; onde há o direito à educação primária para todos; onde o ambiente é protegido e onde os nossos líderes tomam decisões ponderadas à escala global.
“Temos cidadãs e cidadãos determinados em mostrar aos seus governos que os responsabilizam para o cumprimento das suas promessas para acabar com a pobreza", afirmou Salil Shetty, Director da Campanha do Milénio das Nações Unidas

Números internacionais da participação no “Levanta-te e Actua”
» Ásia - 100 milhões de pessoas
» África - 37 milhões de pessoas
» Médio Oriente - 31 milhões de pessoas
» Europa - 2 milhões de pessoas
» América Latina – 200 mil pessoas
» Estados Unidos da América – 200 mil pessoas
» Oceânia – 170 mil pessoas


Fonte: Sentido das Letras / - 10/27/2009

Web Action - Desalojamentos Forçados em Angola

A partir de 5 de Outubro, Dia Mundial do Habitat, a Amnistia Internacional lança uma campanha sobre os desalojamentos forçados no continente Africano e convida as pessoas de todo o mundo a juntarem o seu nome à “Casa das Assinaturas”, uma casa para os Direitos Humanos em África.

Algumas destas “casas” serão apresentadas aos líderes Africanos cuja influência pode pôr um fim aos desalojamentos forçados na região. Outras serão enviadas aos activistas de direitos humanos Africanos em solidariedade com o seu trabalho, muitas vezes levado a cabo num clima de repressão.


A AI Portugal convida-o a assinar esta petição em nome das mais de 10,000 famílias vítimas de desalojamento forçado em Angola, desde 2001. Quando reunirmos 10,000 assinaturas, estas serão entregues ao Embaixador de Angola em Portugal. A data da entrega depende de si! E o tempo urge para estas 10,000 famílias!

Restantes informações e petições em:

http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1051&Itemid=98

25 de Novembro 09

25 de Novembro 09

Instalação de moda para relembrar as vítimas da violência contra as mulheres

No Dia Internacional para a Eliminação de Todas as Formas de Violência Contra as Mulheres, 25 de Novembro, às 18h30, a Estação do Rossio vai transformar-se numa câmara de horrores.
Horrores que são vividos todos os dias em todas as partes do mundo por mulheres e raparigas, que nada fizeram senão terem nascido do sexo feminino.


Contrastando a beleza da moda com o horror da violência, as 10 situações/quadros vivos pretendem ilustrar as situações de violência contra as mulheres mais comuns, assim: violência doméstica; tráfico de mulheres; mutilação genital; violência em contexto de guerra; violência sexual; ataques com ácido; assédio sexual; casamentos forçados e violência verbal.


Queremos que as pessoas tenham uma visão da vivência diária de muitas mulheres e raparigas nos quatro cantos do mundo e, p
ara dar vida a vitimas de violência, contamos com a participação de: Cláudia Vieira, Flor, Inês Castel-Branco, Liliana Santos, Sofia Aparício, Telma Santos, entre outras.

Estes 10 “quadros” são da criação de Paulo Gomes e de Sofia Aparício.


A violência contra as mulheres não é uma moda, tem que ser denunciada e combatida. Faça o seu papel, participe!


Venha desmaquilhar esta realidade.


Instalação de moda para relembrar as vitimas da violência contra as mulheres

Local: Estação do Rossio
Dia:
25 de Novembro

Hora:
18h30


Esta acção tem o apoio de:
Alfasom, Alship Navegação, Lda, Antónia Rosa Atelier, EMAUS, Face Off, Flower Power, Helena Vaz Pereira, Hugo Garcia, MAC, Margarida Moura Guedes, Paulo Gomes, Miguel Manso, REFER, Rodrigo Henriques, Sofia Aparício, Teatro Nacional D. Maria II, Women’Secret

Fotos da Actividade

Conselho de Direitos Humanos da ONU determina mortalidade maternal uma violação aos direitos humanos

No passado dia 17 de Junho de 2009, o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) adoptou uma resolução marcante ao reconhecer a mortalidade maternal como uma questão premente de direitos humanos. Mais de 70 países apoiaram esta resolução, liderados pela Colômbia e pela Nova Zelândia.
Ao aprovar esta resolução, e de acordo com uma declaração conjunta publicada por uma coligação de organizações envolvidas, “os governos expressaram profunda preocupação relativamente às inaceitavelmente elevadas taxas de mortalidade maternal [nos países em desenvolvimento], reconheceram que se trata de uma questão de direitos humanos e comprometeram-se com o aumento dos seus esforços a nível nacional e internacional no sentido da protecção das vidas de mulheres e meninas em todo o mundo.


As complicações da gravidez e do parto têm sido, há décadas, uma das principais causas de doença e morte de mulheres com idades entre os 15 e os 49 anos em vários países da Ásia, África e América Latina. Mais de 1500 mulheres e meninas de todo mundo morrer todos os dias de causas relacionadas com a maternidade, cerca de 550 mil por ano.


A Organização Mundial de Saúde (OMS) define mortalidade maternal como a morte de uma mulher durante a gravidez ou até 42 dias do término da gravidez, independentemente da duração e local da gestação, de qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou a sua gestão mas não de causas acidentais ou incidentes.
Actividades do Grupo
Actividades 2010

Actividades do Grupo 2009

Actividades Realizadas durante o ano de 2009

Actividade do Grupo ESA AI

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Actividades do 7º Aniversário de Guantánamo 15-01-09

Comemoração do 7º Anviversário de Guantánamo - 11 de Janeiro 2009


A Amnistia Intenacional, está a promover duas actividades, para a comemoração do 7º Aniversário de Guantánamo:

1ª Pedir às pessoas que escrevam cartas/postais de solidariedade a alguns detidos de Guantánamo;

2ª Uma acção na internet, com uma animação em que Barack Obama, à medida que se desloca nas ruas, vai falando com as pessoas, e comentando algumas das medidas de sucesso que já teve oportunidade de implementar.

Como isto seria impossível num período tão curto, o conceito da animação é de que a AI não está à espera do impossível, mas que o que pede ao novo presidente são medidas realistas. Como tal, no fim da animação, remete os visitantes para a petição em que pede :
- que anuncie um plano para encerrar Guantánamo;

- dê instruções para acabar com a tortura e maus tratos, conforme está definido na lei internacional;
- assegure que vai instaurar uma comissão de investigação independente para investigar os abusos cometidos pelo governo norte-americano na chamada "guerra ao terrorismo" ;
Esta acção encontra - se online no site do Secretariado Internacional da AI.

www.amnistia-internacional.pt


O Grupo de Estudantes da Es. Albufeira AI, irá promover estas acções e uma sessão no auditório da Escola, no dia 15 de Janeiro, pelas 20:00h, com informações sobre Guantánamo e formas de contribuirmos para o seu fecho.

Irá também decorrer uma sessão de esclarecimento no período diurno.


Contamos Convosco!


Sessão do 7º Aniversário de Guantánamo 15-01-09

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Sessão de Cinema " A Caminho de Guantánamo"

O Grupo de Estudantes da ESA , Apresenta:

Sessão de Cinema “ A Caminho de Guantánamo”

Dia 23 de Janeiro – 20:30h Local: Auditório da ESA

"The Road to Guantánamo" (2006)

VENCEDOR
URSO PRATA
56º Festival Internacionalde Berlin 2006
MELHOR REALIZADOR

REALIZADO POR MICHAEL WINTERBOTTOM E MAT WHITECROSS

ATÉ ONDE ESTÃO DISPOSTOS A IREM NOME DA SEGURANÇA?

O PRIMEIRO OLHAR POR DENTRO DA PRISÃO MAIS FAMOSA DE TODO O MUNDO

Sinopse

A Caminho de Guantánamo é o terrível relato em primeira mão de três muçulmanos britânicos que estiveram em cativeiro dois anos sem qualquer acusação, na prisão militar americana da baía de Guantánamo, em Cuba. Conhecidos como "Os Trés de Tipton", em referência à sua cidade natal no Reino Unido, os três homens acabariam por ser libertados e enviados para casa, continuando a não ser alvo de nenhuma acusação formal, ao longo de toda esta sua provação.
A Caminho de Guantánamo já originou uma enorme controvérsia, devido à sua posição muito crítica em relação aos governos britânico e norte-americano.
Parte documentário, parte dramatização, o filme relata a sequência de acontecimentos que levaram os três a partir de Tipton, nas terras inglesas das Midlands, para assistir a um casamento no Paquistão, atravessando a fronteira do Afeganistão quando o exército americano invadiu o território, sendo depois capturados pelas forças da Aliança do Norte, até à sua prisão no Campo X-Ray e mais tarde no Campo Delta, em Guantánamo.


INTÉRPRETES
Riz Ahmed, Farhad Harun, Waqar Siddiqui, Afran Usman, Shahid Iqbal, Sher Khan, Jason Salkey, Jacob Gaffney, Mark Holden, Duane Henry, William Meredith, Payman Bina, Adam James, Ian Hughes, James Buller, Mark Sproston.

Fonte: http://www.dvdpt.com/a/a_caminho_de_guantanamo.php

27 de Janeiro: Em memória das vítimas do Holocausto

O dia 27 de Janeiro ficou assinalado no calendário mundial como o Dia Internacional de Recordação do Holocausto através de uma resolução aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em Novembro de 2005.

A escolha do dia 27 de Janeiro não foi desprovida de significado, antes pelo contrário: foi precisamente no dia 27 de Janeiro de 1945 que o exército soviético libertou o maior campo de extermínio nazi, em Auschwitz-Birkenau (Polónia).

No momento da aprovação da resolução, o Secretário-Geral das Nações Unidas apontou este dia como “um importante recordatório dos ensinamentos universais do Holocausto, atrocidade sem igual que não podemos simplesmente relegar ao passado e esquecer”.

Com efeito, o Holocausto é um facto histórico que merece ser assinalado para que nunca se deixe apagar da memória colectiva aquela que foi uma das maiores catástrofes sociais e humanas a que o mundo assistiu e que provocou a morte de mais de 6 milhões de judeus e milhões de outras pessoas.

O partido nazi, que assumiu o poder alemão em 1933, acreditava que os alemães eram “racialmente superiores” e que os judeus, vistos como “inferiores”, constituíam uma ameaça à comunidade racial alemã.

No entanto, as comunidades judaicas não foram as únicas vítimas da perseguição nazi. Durante o período do Holocausto, as autoridades alemãs perseguiram também outros grupos pela sua “inferioridade racial”, entre eles os Roma (ou ciganos), os povos eslavos (polacos, russos e outros) e os incapacitados. Além das perseguições por motivos raciais, os nazis atingiram grupos com base em motivos políticos, ideológicos ou de simples comportamento, de entre os quais Comunistas, Socialistas, Testemunhas de Jeová e homossexuais.

Com o estabelecimento de guetos nos territórios de Leste ocupados e com a constituição de unidades móveis de assassinos, o ódio nazi abateu-se sobre milhões de pessoas sujeitando-as a internamentos, deportações, trabalhos forçados e ao envio para campos de extermínio. A Auschwitz-Birkenau os transportes chegavam quase diariamente, dos vários pontos da Europa que estavam sob o comando ou influência da Alemanha.

Os assassínios em massa tiveram início em Junho de 1941 com o abate de pessoas durante a invasão da União Soviética, que deu início à Segunda Guerra Mundial. No fim de 1941, começam as exportações para os campos da Polónia ocupada. Em 1945, 2 em cada 3 judeus haviam sido assassinados. Entre 2 e 3 milhões de prisioneiros de guerra soviéticos pereceram, juntamente com cerca de 200 mil Roma. Perto de 200 mil pessoas com incapacidades físicas ou mentais perderam a vida para o Programa Eutanásia (programa clandestino que tinha como objectivo a erradicação dos incapacitados institucionalizados).

Após a guerra, todas as comunidades que foram alvo do racismo nazi haviam sido fortemente dizimadas e, em alguns casos, erradicadas por completo. Milhões de homens, mulheres e crianças perderam a vida para uma ideologia sem forma, tamanho ou cabimento.

Não se trata de condenar os carrascos nem de fazer o culto às vítimas, mas de condenar uma ideologia responsável, ainda hoje, por centenas de milhões de vítimas. Não se trata de dizer às pessoas que a sua memória é curta ou selectiva, mas de lhes pedir que mantenham viva a memória de que é absolutamente inaceitável a repetição de um holocausto ou genocídio.

Artigo da direcção da Amnistia Internacional Portugal


Solidariedade pelos Prisioneiros de Guantánamo - mês de Fevereiro

Actividade de dia 6 de Fevereiro - Dia de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina

Dia 8 de Março de 2009 - Participe nas petições


Breve história da Comemoração deste dia


Nova Iorque, Estados Unidos da América, 8 de Março de 1858: Mulheres com roupas de trabalho marcham pelas ruas exigindo melhores condições laborais, um horário de 10 horas diárias e direitos iguais aos dos homens. As suas filas foram rompidas pela polícia.

Nova Iorque, Estados Unidos da América, 8 de Março de 1908: 15.000 mulheres vestidas com roupas de trabalho marcham pelas ruas nova-iorquinas exigindo o direito ao voto, o encerramento das fábricas clandestinas e o fim ao trabalho infantil.

Estes são apenas alguns exemplos dos muitos movimentos de mulheres que, ao longo da História, têm vindo a lutar corajosamente pelos seus direitos. Lutas histórias pela igualdade e pela justiça, que são hoje, a 8 de Março de 2009, recordadas em todo o mundo a propósito do Dia Internacional da Mulher.

A luta continua

Os Direitos das Mulheres mudaram muito nas últimas décadas. Em muitos países, elas participam hoje activamente na vida política e têm dado passos muito significativos para alcançar a igualdade económica. Conquistas agarradas a pulso pelas próprias.

Contudo, é importante também referir, neste Dia em que se homenageiam as mulheres, que muitas continuam vulneráveis à violência sexual e a outras formas de violação dos seus direitos enquanto seres humanos. Uma realidade que tem sido comprovada por vários estudos nos últimos anos, revelando estes que a insegurança e a violência sobre as mulheres continuam presentes em todo o mundo. Situações que se agravam ainda mais em cenários de guerra ou contextos de pobreza.

Neste Dia Internacional da Mulher é importante que fique a conhecer algumas das muitas lutas que continuam a ser travadas pelas mulheres um pouco por todo o mundo. E como não é possível falarmos de todas elas, destacamos este ano seis violações aos direitos das mulheres que continuam a ocorrer em seis países, nomadamente na Libéria, no Haiti, no Irão, na África do Sul, na Venezuela e na Grécia. Histórias que continuam a precisar de ser ouvidas.

Ajude-nos a levar mais longe o eco das vozes destas mulheres. Divulgue os seis casos e participe, até 15 de Março, nos apelos mundiais que vão ser enviados às autoridades de cada país, para que a 8 de Março de 2010 possamos dar muitos mais exemplos de sucesso!


A Libéria é um bom exemplo de como os cenários de guerra podem potenciar ainda mais a vulnerabilidade das mulheres. Durante as guerras civis que assolaram o país na década de 90, muitas foram raptadas e usadas como espias, cozinheiras ou combatentes. Saiba mais...
Também podem subscrever os apelos on-line em:
http://www.amnistiainternacional.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=742&Itemid=98

Assista ao
documentário sobre a sua luta, com testemunhos reais, e participe no apelo mundial que vai ser enviado à Presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf.


Para além dos conflitos armados, a vulnerabilidade das mulheres é fortemente potenciada pela pobreza, de que é exemplo a situação no Haiti, uma ilha paradisíaca onde muitas raparigas têm de se submeter a favores sexuais para conseguirem pagar as suas propinas escolares. Saiba mais...

E participe no
apelo mundial que vai ser enviado à primeira-ministra haitiana, Michèle D. Pierre-Louis.


No Irão, a diferença entre os homens e as mulheres está bem vincada na lei. Como exemplo, refira-se que, em Tribunal, o testemunho de uma mulher vale menos do que o de um homem. Uma discriminação que, nos últimos 30 anos, tem começado a ser posta em causa pelo aumento da literacia entre as mulheres. No entanto, muito continua por fazer. Saiba mais...

E participe no
apelo mundial que vai ser enviado ao responsável máximo pela Justiça iraniana, Ayatollah Mahmoud Hashemi Shahroudi.


Apesar das situações de guerra e de pobreza, que tornam as mulheres mais vulneráveis à violência, continua a haver países como a África do Sul, onde a violência sobre as mulheres faz parte do dia-a-dia. Uma realidade que se torna ainda mais dramática se pensarmos que os serviços médicos não estão acessíveis a todas elas. Saiba mais...
E participe
escrevendo à Embaixadora da República da África do Sul em Portugal, Thanddiwe Profit- Mclean (com conhecimento para a AI Portugal, pelo email f.marques@amnistia-internacional.ptEste endereço de email está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email ). A carta à Embaixadora pode ser enviada via email, para o endereço embsa@embaixada-africadosul.ptEste endereço de email está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email


O caso da Venezuela é paradigmático no que diz respeito à violência sobre as mulheres. Entre 1999 e 2007, 30 mil mulheres denunciaram esta realidade à linha telefónica de emergência existente no país. Isto quando se acredita que apenas 1 em cada 9 mulheres revelem a violência de que são vítimas. Saiba mais...
E participe assinando a
petição online que vai ser enviada ao Governo venezuelano.

Venezuela Web - action

Inglês:
http://www.amnesty.org/en/appeals-for-action/call-government-venezuela-protect-womens-rights

Francês:
http://www.amnesty.org/fr/appeals-for-action/call-government-venezuela-protect-womens-rights

Espanhol:
http://www.amnesty.org/es/appeals-for-action/%C2%A1pidan-al-gobierno-de-venezuela-que-proteja-los-derechos-de-las-mujeres


Uma última situação ligada às mulheres que tem de ser denunciada é a que se vive na Grécia, onde as empregadas de limpeza que fazem a manutenção de empresas, públicas e privadas, são muitas vezes exploradas pelos seus patrões. Mais grave ainda é o facto de algumas delas estarem a sofrer ataques e repressões pelo simples facto de denunciarem estas situações. Saiba mais...

E participe assinando a
petição online que vai ser enviada ao Governo grego.

Actividades de 8 de Março

Actividades para dia 8 de Março " Campanha - Acabar com a Violência sobre as mulheres"


Exposição " Mulheres Activistas" Campanha Acabar com a Violência sobre as mulheres"

No dia 6 de Março, durante todo o dia, na biblioteca da Escola Secundária de Albufeira irá decorrer um exposição biográfica " Mulheres Activistas Rostos de Determinação".
Esta exposição será durante todo o dia. Iremos também ter cartas e postais para seis países em que os direitos das mulheres estão a ser violados.

3 º Campo de Trabalho para Estruturas - Foz do Arelho 09

26 de Março - Promoção ao grupo




Neste dia realizamos divulgação e promoção do grupo e da AI na semana cultural da ESA, através de uma banca.

Publicidade de Várias Actividades

No dia 26 de Outubro, foi distribuído pelo escola os seguintes folhetos que a baixo constam

Campanha da Dignidade

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10 de Outubro- Dia Internacional Contra a Pena de Morte

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Publicidade ao Grupo

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O que é a AI

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Fotos do 10º Campo

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X Campo de Trabalho para Jovens, contado na 1ª pessoa

Data e Local: Do dia 28 de Novembro a 1 de Dezembro, realizou-se na Colónia de Férias da Praia Azul em Torres Vedras, mais um campo.


No sábado dia 28/11, pelas 08:30h, desloquei-me até à sede da AI ( na Avenida Infante Santo, em Lisboa), para dar início a uma jornada de 4 dias inesquecíveis.

Quando lá cheguei, ajudei no transporte dos materiais para o Autocarro. Já lá estavam a Luísa Marques( Directora de Campanhas), a Daniela Jerónimo ( coordenadora do projecto Face to Face) e mais algumas pessoas, que me foram apresentadas ( Cátia Silva, Sara Coutinho, Omarildo Silva, Filipa Mourão, entre outos).
Quando acabamos de carregar todo o material necessário, seguimos a nossa viagem para Torres Vedras.
Naquela manhã, estava frio e o tempo estava nublado. Fomos todos muito divertidos , tiramos fotos e começamo-nos a conhecer melhor.

A Chegada

Ao chegarmos à Praia Azul, deslumbramo-nos com vista para praia. A colónia fica no alto, e a praia em baixo.

Hora de trabalhar!

Retiramos todos os materiais para um átrio ( perto do refeitório) e fomos almoçar.
Foram-nos mostradas as instalações ( camartas separadas). Conheçemos o local onde iria ser o Campo. Era um pouco frio, mas ao ligarmos o ar-condicionado, melhorava um pouco.
Começamos a “ decorar o espaço” ( com cartazes alusivos a Campo e a Campanhas da AI).
Ao terminarmos, por volta das 14h, começaram a chegar os participantes. Alguns monitores foram para as estações e outros ficaram na Colónia.
Eu fiquei responsável pela camarata dos Rapazes ( fazer a chamada, e dizer onde era o quarto respondente a cada um).
Depois de tudo organizado, segui-se o lanche.

Início das Actividades

Incicialmente, tivemos uma sessão sobre a AI e o seu trabalho realizado na defesa do direitos humanos.
Os participantes foram divididos em 7 grupos. Eu fiquei com a Natália, com o grupo 5.
Estando reunidos em grupos, realizou-se a criação de um cartaz sobre a AI, que depois foi apresentado a todos.
À noite, apesar de petição que os participantes fizeram para irem ver o jogo do Sporting. Vimos um pouco e voltamos às actividades.
Realizaram- se jogos de “ quebra gelo”, entre os participantes, que foi sem dúvida um sucesso.

Hora de ir “ dormir”...

Estavam todos excitados, com o 1º dia. Os monitores fizeram rondas, mas alguns participantes quebraram as regras e estavam nas camaradas erradas ( meninos na das meninas e vice-versa).

Domingo, dia 29 de Novembro

O dia começou com um assunto bem sério, a pena de morte.A forma adoptada para falar sobre o tema, foi a simulação de Assembleia Geral das Nações Unidas onde seria debatida uma Moratória à Pena de Morte. Para formar uma opinião, foram ouvidos dois representantes de cada um dos lados da questão e os jovens, que falaram em nome de sete Estados: três retêncionistas, um abolicionista para crimes comuns e três abolicionistas. Em voto secreto os participantes expressaram a sua opinião sobre a pena de morte e , caso a Assembleia tivesse sido real, a pena capital teria sido avolida do mundo com 78% de votos a favor da moratória, 14% contra e 5 % de abstenções.
Eu participei como uma associação a favor, representei a Associação dos Cidadãos preocupados com segurança.
Confesso que foi complicado pois tenho a opinião contrária.
No final do discurso das partes a favor e contra, e da posição dos países representados. Fez-se uma pequena discussão, entre os países e os convidados da mesa.
Os participantes foram muito receptivos à sessão e fizeram as suas votações ( acima referidas).
À tarde falou-se de discriminação, que já tinha sido referida pelo facto de existirema mais negros que brancos no corredor da morte dos Estados Unidos da América. Para abordar a questão, os 57 jovens foram divididos em dois grupos. Foi através de exercícios práticos que o primeiro explorou a discriminação com base na orientação sexual e o segundo os diferentes tipos de discriminação, que originam exclusão social.
Eu participei nas duas sessões, que foram muito produtivas, pois os jovens exposeram as suas dúvidas e aprenderam imenso.


À noite, recebemo o grupo “ Ritmical de Rua”, constituído por jovens com idades semelhantes às dos participantes do Campo, mas com uma estória de vida muito diferente, uma vez que todos viviam na rua.
A mistura de sons feitos com o corpo, com o skate. Dança Hip-Hop, rap, foi espectacular. Nunca me irei esqueçer e tenho a certeza que os participantes também.
A noite terminou com os bombos dos “ Rimbombar” da Escola Básica Padre Vitor Melicias ( Torres Vedras). O que muitos pensavam que não iam gostar, passou assim que o espectáculo começou. Todos adoraram, dançaram, cantaram e no final até pediram “ Bis”.
Esta noite foi promovida pela Câmara Municipal de Torres Vedras.

Segunda-feira, 30 de Novembro

A manhã, foi dedicada à Pobreza. Um dos assuntos que tem estado na ordem do dia em todo o mundo. Porém, um assunto que muitos jovens não param para pensar.
Em 1º lugar, foi apresentada a Campanha “ Exiga Dignidade” da Ai, que pretende erradircar a pobreza no mundo, através de três acções: 1) responsabilizando os que assumiram o compromisso de erradircar a pobreza; 2) falicitando o acessi dos mais necessitados aos recursos necessários para que lutem pelos seus direitos e 3) encorajando a participação das populações nos processos de decisão que lhes dizem respeito.
Logo a seguir, a Drª Tatiana Moura, do Núcleo de Estudos para a Paz do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, apresentou um estudos sobre bairros degrados. No centro do debate estiveram as favelas do rio de Janeiro, onde a investigadora desenvolveu uma tese e tem um projecto ligado à violência armada. O mote foi dado por um episódio da série brasileira “ Cidade dos Homens”.
Depois da conversa, que serviu para desfazer mitos, os jovens ganharam novo ânimo para a última tarde de trabalho dedicado ao activismo.

A sessão foi apresentada pelo Daniel Oliveira ( Coordenador de Activismo). Aprendemos, discutimos e tiramos muitas dúvidas. Programos uma actividade para os 50 anos da Amnistia Internacional, que se assinalará em 2011. Foi uma actividade intensa, pois além de planear a actividade em si, tinha-se de contabilizar, os custos, e os materiais necessários.
No final, apresentaram-se as propostas aos restantes grupos.
À noite, à semelhança do que tem vindo a acontecer, foi a verdadeira festa, com a sessão de Karaoke que pôs os 57 jovens a cantar e a dançar. Competindo entre grupo, a fazer duetos e solos, e o clima do amor esteve no ar.
Os monitores cantaram juntamente com os seus grupo. A apresentadora foi João Brandão.Foi uma noite inesquecível.
Nesta última noite, os jovens disseram “ hoje ninguém vai dormi!!!”.

E assim foi, festas nas camaratas, conversaram, viram filmes ( na rua, enrrolados em cobertores). Os monitores tiveram também a sua reunião final. Às 04:00h ainda andavamos a fazer rondas e o pessoal ainda estava acordadinho..





Terça-feira, 1 de Dezembro

O feriado da Restauração da Dependência portuguesa, foi o dia do adeus ao Campo.
Mas antes, fizemos um peddy-papper por toda a Colónia e na Praia.

A hora da despedida...

Esta hora foi difícil, estavamos todos desanimados. Abraços e trocas de contactos.
Eu foi com alguns jovens no Bus das 14:00h para vir para Albufeira.
Na estação de Torres Vedras enquanto esperavamos do Bus para os diversos destinos, conversamos e divertimo-nos.


Opinião Pessoal sobre o Campo de Trabalho

O balanço destes 4 dias, é positivo, recompensador, muito cansativo, mas muito bom. Conheçi muitas pessoas novas, entre participantes e monitores, ficando amiga de alguns. Esta experiência foi muito diferente da do IX Campo, que estive como participante. Mas também, gostei imenso de ser monitora e quero repetir.

Convido todos os jovens a participarem nos próximos Campos de Trabalho, pois irão ter uma experiência inesquecível, e quem sabe a juntarem-se a nós, no Grupo da ESA da AI.
Fico com muitas saudades de tudo e todos, mas para o ano há mais, não faltem!!!



Artigo escrito por: Rosária Rego
Excertos da Revista da AI



Maratona de Cartas ESA 2009

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Campanhas AI

Campanhas de apoio à AI Portugal

Telemóveis


Toca a ligar


Há um serviço móvel que dá dinheiro a instituições de solidariedade social. Basta fazer chamadas ou mandar mensagens.

E se, só por usar o seu telemóvel, pudesse ajudar crianças desprotegidas, o meio ambiente ou animais abandonados? Agora já o pode fazer - grátis. A Kazoo, uma companhia com sede na Marinha Grande, estabeleceu uma parceria com a TMN em que, por cada carregamento no cartão Kazoo, 5% reverte a favor de uma instituição de solidariedade social escolhida pelo cliente. A percentagem é deduzida dos lucros das duas empresas.

Dezanove associações entre essas comunidades sociais estão a ACAPO, Ajuda Berço, Ajuda de Mãe, Aldeias SOS, AMI, Amnistia Internacional, Casa Indigo, Comunidade Vida e Paz, Entrajuda, Fundação Gil, Liga Bombeiros, Liga Portuguesa Contra a Sida, Quercus e União Zoófila.O Serviço móvel Kazoo está suportado na rede da TMN, mas tem uma organização de pessoas, serviços, imagem e distribuição de produtos exclusiva. A Quercus também já está ligada ao serviço. «É uma oportunidade de angariar recursos e uma forma de a nossa mensagem chegar a mais pessoas», defende Hélder Spínola.


Campanha IRS 2009


Todos os impostos que pagamos ao Estado são para pagar despesas públicas à escolha do Estado. Não podemos pagar impostos e dizer que queremos que o dinheiro que pagámos seja aplicado em determinado fim. A única excepção a esta regra é a possibilidade de destinar 0,5% do IRS que vier a ser liquidado após a minha declaração a uma determinada instituição de utilidade pública à minha escolha. Não pagamos mais imposto por destinarmos 0,5% dele a uma instituição de utilidade pública. Simplesmente escolhemos o destino de 0,5% do nosso IRS.


Consulte o site http://irs2009amnistia.com/ para saber mais informações



Alerta para o Drama Humanitário de Dafur

No dia 28 de Julho, a Sociedade Histórica da Independência de Portugal, em Lisboa, recebeu algumas dezenas de pessoas que não quiseram perder a oportunidade de conhecer o Padre Feliz, dos Missionários Combonianos, em Portugal depois de mais uma temporada na região de Nyala, no Darfur. A visita do Missionário deu o mote para a Plataforma por Darfur, da qual a Amnistia Internacional Portugal faz parte, promover uma mesa redonda que visa alertar para o problema humanitário que se continua a viver nesta região sudanesa.No início da sessão, o Padre Leonel, também dos Missionários Combonianos, apresentou o orador principal, que soma já quase 20 anos de vivência no Sudão. Desde 2006 que o Padre Feliz se encontra na região do Nyala, na parte sul do Darfur, uma das zonas mais pobres do país (e do mundo). A poucos quilómetros fica um dos maiores campos de refugiados da região, conhecido por Kalma, onde estão entre 90 a 100 mil deslocados internos. Foi sobre tudo o que viveu e experienciou até hoje no Darfur que o Padre Feliz veio falar, sem receios ou tabus.O Darfur de hoje

Para que todos os presentes ficassem desde logo a par da realidade no Darfur, a mesa redonda contou com a presença do jornalista Paulo Moura, que esteve na região em 2004 e conseguiu, em poucas palavras, sumarizar tudo o que testemunhou. Primeiro, as violações, quando as mulheres saem dos campos de deslocados para apanhar lenha ou quando estão sem qualquer forma de protecção. O problema, explica o Padre Feliz, é que “ser violada é uma desonra” no Sudão, passando estas mulheres a serem desprezadas pelos seus familiares. Por vergonha, também não vão ao médico, o que muitas vezes resulta em morte.Para além destas, há muitas outras pessoas que morrem diariamente em resultado do conflito entre as milícias Janjaweed, o Governo e os rebeldes, acrescentou Paulo Moura. Muitos, refere o Padre Feliz, ficam por sepultar, o que para além de ser um risco para a saúde pública, é moralmente dramático, pois, tal como os católicos, os sudaneses têm rituais de sepultura essenciais à paz interior.
A somar a tudo isto, continua o jornalista, há no Darfur epidemias e centenas de feridos que, por falta de médicos, acabam por engrossar o número de mortos. Diária é também a insegurança, conclui Paulo Moura, explicando assim o que viu em 2004.Desde então, entrou no Sudão uma força de manutenção da paz da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Africana, denominada UNAMID, mas o Padre Feliz garante que ao ouvir o jornalista achou que se referia aos dias de hoje. No Darfur pouco mudou, continua, apontando duas alterações apenas. Primeiro, “as milícias Janjaweed actuam hoje de forma diferente, pois antigamente passeavam-se de camelo, armados. Hoje puseram um uniforme e não têm uma unidade”, diz, contando como um dia deu boleia a um elemento da milícia pensando que era um soldado comum.A segunda grande diferença, indica o Padre Feliz, é que “há hoje três grupos de rebeldes, subdivididos em mais de 20 ou 30 subgrupos. Era gente de Darfur, que estava unida pelo seu povo. Agora estão divididos”. É por isso que, conta, os conflitos surgem hoje sem aviso prévio e em qualquer lugar. “Os vários grupos quando se encontram começam rixas que se transformam em verdadeiras guerras. E elas surgem sem sabermos como. Não é possível prever”, diz. É por isso que afirma, em jeito de conclusão: “a palavra hoje no Darfur é anarquia”.As razões do conflito Para o Padre Feliz, “a única forma de acabar com o conflito no Darfur é desarmando, porque há gente que não devia estar armada”. E o Missionário não hesita em apontar o dedo à China, enquanto principal fornecedor de armas para o Sudão, ajudando a incendiar o conflito. Pedro Matos, que está com uma força da ONU no terreno desde o início do ano, aproveitou para sair do seu lugar na plateia e explicar com maior detalhe a origem da guerra, que remonta a 2003 mas têm raízes ancestrais, uma vez que, como diz o Padre Feliz: “O Sudão está mal desenhado, como tantos outros países de África. Foi feito a régua e esquadro”. Na divisão, dois povos ficaram a partilhar um mesmo território: os de origem árabe, mais a Norte, e os de origem africana, mais a Sul e, mais concretamente, no Darfur.Estes últimos sentiram-se sempre discriminados face aos árabes, mas existia uma convivência pacífica, diz Pedro Matos. Quando as secas levaram os árabes a procurar alimento (ou o petróleo que hoje se sabe existir) nas terras do Darfur, começou uma rebelião africana que chegou à capital, Cartum, onde está o Governo ditatorial e de origem árabe (vigente desde os anos 50). Omar al-Bashir, presidente do país, controlou a multidão perseguindo os rebeldes e toda a etnia de que eram originários. Fechou então o Darfur ao exterior e entre Abril e Setembro de 2003 promoveu uma verdadeira limpeza étnica, dando armas aos árabes para que atacassem as aldeias africanas e eliminassem esta população.A proliferação das armas fez com que o conflito evoluísse de tal forma que foge hoje ao controlo do próprio al-Bashir, defende Pedro Matos, apontando os rebeldes que tinham já sido mencionados pelo Padre Feliz. Este continua: “hoje já não há aldeias para queimar, porque já estão queimadas ou destruídas”. Apesar disso, os deslocados continuam a ser incentivados a voltarem às suas terras, “pois há mais paz, mas não há nada a que estas pessoas se possam apegar. Quase não há escolas e não há desenvolvimento”, afirma. Factos que colocam o Sudão nos lugares mais baixos do ranking do Índice de Desenvolvimento Humano.Uma realidade que se vive ainda hoje no Darfur e que a Plataforma por Darfur começou a combater em 2007, com a criação do projecto “Uma Escola para Nyala”. Com a venda do CD de música “Frágil-Artistas Portugueses por Darfur” e de contributos individuais, foi possível reunir um forte contributo para criação daquela que é actualmente a melhor instituição de ensino da região, onde estudam cerca de 900 alunos. É através da educação que se vai tentar mudar o futuro da região e das sete milhões de pessoas afectadas pelo conflito.Mais Informações:A Plataforma por DarfurEm Agosto de 2007 várias organizações da sociedade civil, entre elas a Amnistia Internacional Portugal e os Missionários Combonianos, uniram-se para criar a denominada Plataforma por Darfur. O objectivo é sensibilizar os portugueses para o drama humanitário que ainda se vive no Sudão e hoje, para além das organizações mencionadas, fazem também parte desta associação a Antena Fé Justiça Europa-África, a Comissão de Justiça e Paz dos Institutos Religiosos ou Mãos Unidas Padre Damião, a Fundação AIS e a Fundação Gonçalo da Silveira. Saiba mais no site oficial da Plataforma por Darfur.


Não se esqueça as milhões de pessoas que continuam a tentar sobreviver naquele que é hoje o maior drama humanitário do mundo. Para ajudar, deixamos o videoclip da música Living Darfur, dos ingleses Mattafix.


Letra da música Living Darfur

See the nation through the people's eyes,
See tears that flow like rivers from the skies.Where it seems there are only borderlinesWhere others turn and sigh,You shall rise (x2)
There's disaster in your pastBoundaries in your pathWhat do you desire when lift you higher?You don't have to be extraordinary, just forgiving
Those who never heard your cries,You shall rise (x2)And look toward the skies.Where others fail, you prevail in time.
You shall rise.

(You may never know,If you lay low, lay low) (x4)You shall rise (x3)

Sooner or later we must try... Living(You may never know,If you lay low, lay low) (x4)

See the nation through the people's eyes,See tears that flow like rivers from the skies.Where it seems there are only borderlinesWhere others turn and sigh,You shall rise (x4)
(You may never know,If you lay low, lay low) [4x]

Sooner or later we must try... Living

Campanha da Dignidade - ((( Exija Dignidade)))

Nove anos depois de terem sido definidos os oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, quando os Estados de todo o mundo perceberam que era fundamental unir esforços e tornar o planeta Terra mais equitativo, a realidade é que o mundo está hoje mais desproporcional, com os países mais ricos a distanciarem-se dos mais pobres.

Para ajudar a inverter esta situação, a Amnistia Internacional lança hoje, 28 de Maio, a campanha EXIJA DIGNIDADE!

Naquela que é a maior Campanha alguma vez lançada pela Amnistia Internacional, o objectivo é também um dos mais ambiciosos de sempre: quebrar o ciclo de pobreza.

DIREITOS HUMANOS = MENOS POBREZA

Para a Amnistia Internacional, acabar com este flagelo exige quebrar o ciclo que o rodeia e mantém, ou seja, solucionar as violações aos direitos humanos que estão na sua origem e são perpetuadas por decisores políticos e outros actores internacionais.

Situações que fogem ao controle das próprias vítimas de pobreza e que fazem com que alguém que vive com um dólar por dia dificilmente deixe de ser pobre. Em primeiro lugar, porque não tem recursos. Não tem água potável que lhe dê saúde ou electricidade que lhe permita estudar. E não tem, para além disso, uma sociedade que o apoie. Vive à margem, excluído, sem acesso à justiça ou à informação, ferramentas essenciais para exigir os seus direitos. Além disso, a maioria dos pobres vive uma insegurança diária. Considerados marginais pelas autoridades, ficam entregues aos grupos criminosos que se movimentam nas zonas onde habitam.

Falta de recursos, exclusão social e insegurança, são três aspectos que caracterizam a vida das pessoas que vivem em situação de pobreza. E todas dependem de decisões às quais estas não têm acesso.


Como vamos actuar

A AI não irá actuar no terreno, à semelhança de outras organizações não governamentais para o desenvolvimento. Vai aliar-se a elas, mas lutando com as suas próprias “armas”: fazendo lobby junto dos governos e de outros actores internacionais, como as empresas privadas; e denunciando violações graves aos direitos humanos que continuam a ocorrer em muitos países e que ajudam a perpetuar a pobreza no mundo.


Como vamos conseguir a mudança

Para conseguir uma mudança efectiva e a longo prazo é necessário actuar em três áreas que têm contribuído para “encurralar” a pobreza:


- Responsabilização dos que cometem abusos aos direitos humanos que perpetuam a pobreza;
- Facilitar o acesso das pessoas que vivem em situação de pobreza aos recursos de que precisam para lutarem pelos seus próprios direitos;
- Encorajar a participação activa das populações nas decisões políticas que afectam as suas vidas.

Só mudando estas realidades é possível contribuir para a erradicação da pobreza.



Por onde começar:


Na fase inicial da campanha, a AI vai focar a sua atenção em três áreas temáticas que têm contribuído para a persistência da pobreza e da desigualdade no mundo e que demonstram, com grande clareza, a interacção entre privação, insegurança e exclusão.

Mortalidade maternal
Todos os anos, mais de meio milhão de mulheres morrem por complicações relacionadas com a gravidez ou parto. 95% destas mulheres vivem em países em desenvolvimento. Nos chamados Estados Ocidentais, as estatísticas indicam que uma em cada 25.000 mulheres pode morrer por motivos relacionados com a maternidade. Na África Subsariana o risco de morte é de uma em cada 26 mulheres. Na base desta discrepância está a pobreza que afecta estas mulheres e os países onde vivem.
Leia mais

Bairros degradados
Em todo o mundo, há mil milhões de pessoas a viverem em bairros degradados. As previsões indicam que em 2030 serão dois mil milhões. A realidade destes bairros é sempre a mesma: habitações degradadas, falta de saneamento básico, água não potável, serviços de electricidade de fraca qualidade, sobrelotação e níveis elevados de violência e insegurança. Uma realidade que “encurrala” os seus habitantes num ciclo de pobreza ao qual é difícil escapar.
Leia mais e conheça os casos concretos de Angola e do Brasil.

Responsabilidade Social de Empresas
O investimento de empresas em países em desenvolvimento surge frequentemente como uma esperança de criação de novos trabalhos, melhoria da economia e, consequentemente, da maior qualidade dos serviços públicos. No entanto, a realidade tem sido diferente, com dezenas de empresas a violarem os direitos humanos dos habitantes e os Governos a negarem a sua função de os proteger.
A principal preocupação com as actividades das empresas prende-se com a extracção de recursos naturais em países em desenvolvimento. Ao invés de trazerem desenvolvimento e riqueza local, muitas vezes estas indústrias provocam desalojamentos forçados e transformam negativamente a realidade social local. A privatização de serviços públicos também tem contribuído para acentuar as desigualdades.
As populações, sem protecção governamental e sem recursos para exigirem justiça, ficam impossibilitadas de mudarem a realidade que lhes é imposta.
Leia mais


O que pode fazer:


Exija Dignidade!

Durante os próximos anos a Amnistia Internacional compromete-se a denunciar esta situações, a promover boas práticas e a pressionar os responsáveis para uma mudança nas políticas e na sua aplicação. Mas cabe a cada um de nós pressionar os actores nacionais e internacionais para que se ponham fim às violações dos direitos humanos que perpetuam a pobreza!


A estratégia em Portugal

A secção portuguesa da Amnistia Internacional vai acompanhar de perto as realidades internacionais, mas vai também actuar em território nacional, porque erradicar a pobreza do mundo exige uma acção em todos os países, mesmo nos chamados Ocidentais, dos quais faz parte Portugal.

Saiba como e conheça os nossos três parceiros nesta campanha:
- Objectivo 2015
- Rede Europeia Anti-Pobreza
- Instituto Marquês de Valle Flôr


Vídeo da AI Campanha Exiga Dignidade!!!

Concurso “Arte para a Dignidade”

Na altura em que é lançada a campanha “Exija Dignidade”, a Amnistia Internacional Portugal promove o Concurso “Arte para a Dignidade”.

Dividido em quatro categorias – escultura, pintura, fotografia e conto -, lança o desafio a todos os artistas, maiores de idade, para que criem uma única obra, original, tendo por base o conceito de dignidade humana.

Os trabalhos serão seleccionados por um júri composto por André Letria, António Pedro Ferreira, Joana Vasconcelos e Paula Moura Pinheiro representando as quatro categorias a concurso, e um membro da Amnistia Internacional Portugal.

Para participar, conheça o regulamento e devolva a ficha de inscrição para a Sede da AI Portugal até ao dia 15 de Julho. Tem depois até ao dia 1 de Outubro para criar e enviar a sua obra.

Os vencedores do primeiro, segundo e terceiro lugar de cada categoria serão divulgados a 10 de Dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, numa cerimónia que irá inaugurar a exposição oficial dos melhores trabalhos.

Participe! A arte é uma forma única de exigir dignidade...

Campanha - A Guerra não é um Brinquedo!

Campanha - A Guerra não é um Brinquedo!

Campanha - A guerra não é um brinquedo!

Ajude-nos a construir uma escultura pela Paz!

A Amnistia Internacional Portugal no âmbito da campanha "Controlar as Armas", está a desenvolver um projecto denominado “A Guerra não é um Brinquedo”.
Este projecto é dirigido às escolas básicas e pretende sensibilizar alunos e pais para o perigo da violência armada. Partindo do conceito de que os brinquedos desempenham um papel importante no desenvolvimento e construção da personalidade das crianças, este projecto incentiva o envolvimento das crianças e suas famílias através da participação na construção de uma escultura pela Paz, elaborada a partir de brinquedos de carácter bélico, entregues pelos alunos nas escolas aderentes.


Apesar de ser um projecto dirigido às escolas, qualquer pessoa interessada pode participar através da entrega de brinquedos na Sede da AI Portugal em mão ou através de correio (Av. Infante Santo, 42,2º, 1350-179 Lisboa).

Esta iniciativa conta com a colaboração da artista Joana Vasconcelos que construirá a escultura e fará a sua apresentação pública no dia 10 de Dezembro de 2009 – Dia dos Direitos Humanos.

Participe! Veja mais informações aqui:
http://www.amnistia-internacional.pt/dmdocuments/projecto_GNEB_objectivos_metodo.pdf

Ficha de Inscrição:
http://www.amnistia-internacional.pt/dmdocuments/Ficha_inscricao_Projecto_GNEB.pdf

Seja Irreprimível!

Salas de conversação vigiadas. Blogs apagados. Sites bloqueados. Motores de busca restringidos. Pessoas presas apenas por publicarem e partilharem informação.

A Internet é uma nova fronteira na luta pelos direitos humanos. Os Governos – com a ajuda de algumas das maiores empresas de Internet e Telecomunicações do mundo – têm tentado restringir a liberdade de expressão...


Apresentação da Campanha


A Internet é um meio extremamente importante para a partilha de ideias e para o exercício do direito à liberdade de expressão em geral. Com um raio de difusão que abrange todo o mundo, a informação atravessa o globo em minutos e chega a todos que a quiserem consultar.


No entanto, têm vindo a aumentar os esforços para controlar este espaço de troca. Os relatos de repressão através da internet chegam de países como a China, o Vietname, a Tunísia, o Irão, a Arábia Saudita e a Síria. As pessoas são presas simplesmente por criticarem o seu governo, apelarem à democracia e a uma maior liberdade de imprensa ou exporem os abusos aos direitos humanos usando a internet.


Mas não são apenas os Governos os responsáveis. As grandes empresas de telecomunicações têm ajudado com a construção de sistemas que permitem a vigilância e a censura. Empresas como a Yahoo! forneceram os dados dos seus utilizadores às autoridades chinesas, tornando possíveis casos de detenção ilegal. A Microsoft e a Google têm cumprido com exigências governamentais de censurar activamente utilizadores chineses.


A repressão através da Internet não é um problema dos países menos desenvolvidos ou com regimes ditatoriais. Num espaço que é de todos, o problema da repressão através da internet deve preocupar-nos a todos.


A liberdade de expressão é um direito fundamental. Devemos todos lutar para o proteger.
APELO

Junte-se a nós e assine o nosso apelo à liberdade na Internet

“Acredito que a Internet deve ser uma ferramenta para a liberdade política, não para a repressão. Todos temos o direito de procurar e receber informação e de expressar pacificamente as nossas crenças online sem medo ou interferências.


Apelo aos governos para que acabem com a limitação indevida da liberdade de expressão na Internet – e às empresas para que deixem de os ajudar.”


Assine o apelo


SOBRE O APELO

Uma delegação da Amnistia Internacional entregou em mão uma petição com 50 mil assinaturas em Novembro de 2006, no Fórum de Governança da Internet (IGF) em Atenas, perante uma audiência composta por governos e empresas de todo o mundo.

À medida que o processo da IGF avança, também avança a luta da Amnistia Internacional em nome da liberdade de expressão online. Irrepressible.info vai continuar a recolher assinaturas para o apelo e a usá-las na sua campanha contra a repressão através da Internet.

Quantas mais pessoas assinarem, mais alta se ouve a nossa voz. Por favor, leia, assine e divulgue.

SAIBA MAIS SOBRE ESTE ASSUNTO?

Leia o artigo da Directora da secção inglesa da Amnistia Internacional no The Observer (inglês)

Leia sobre os nossos exemplos de material censurado (inglês)

Faça o download de informação sobre a repressão através da Internet na China
(inglês)



Discriminar não é Humano!

Discriminar não é Humano!
21 de Março

Campanha “Discriminar Não é Humano”

Em antecipação ao Dia contra a Discriminação Racial, a AI Portugal lançará a 17 de Março o relatório sobre Racismo e Xenofobia em Portugal.

Elaborado pela Númena (Centro de investigação em ciências sociais e humanas) em colaboração com a AI, visa perceber até que ponto os acontecimentos do 11 de Setembro contribuiram para aumentar o racismo e a xenofobia no nosso país. O programa que contará com a intervenção de vários oradores está a ser finalizado e será divulgado em breve. Uns dias antes será emitido um comunicado de imprensa que vos será enviado de forma a permitir a divulgação nos meios de comunicação locais.

Agentes de ODN Ass. PAR

Agentes de ODN Ass. PAR
Em Acção Internacional

EM ACÇÃO INTERNACIONAL

Delta do Níger: O impacto da poluição nos direitos humanos

Décadas de poluição e danos ambientais, provocados pela indústria petrolífera, resultaram em violações sistemáticas do direito a padrões de vida adequados, incluindo alimentação e água, violações do direito ao trabalho e do direito à saúde. O Delta do Níger, no sul da Nigéria, é actualmente local de uma das

maiores tragédias de direitos humanos provocadas pelo impacto da exploração petrolífera no ambiente

Desenvolver a ciência e a tecnologia, dominar a natureza em proveito do Homem, aumentar a produção e proporcionar o maior conforto material possível sempre

foram ideais perseguidos pelas sociedades ao longo dos tempos. No entanto, o crescimento meramente quantitativo das forças produtivas da sociedade chocou com a mais dura realidade relativamente ao equilíbrio ambiental: é impossível manter o mesmo nível de produção para toda a Humanidade sem que haja um colapso ecológico.

A gestão desadequada dos processos de extracção de matérias-primas, como o petróleo, tem sido uma das principais causas de poluição e degradação em muitas comunidades, especialmente em países em desenvolvimento. Ao longo das últimas três décadas, temos assistido a um aumento do interesse global pela poluição ambiental e pelo seu impacto ao nível dos direitos humanos, que tem vindo a ganhar relevância desde a Conferência das Nações Unidas Sobre Ambiente Humano (1972).

POLUIÇÃO AMBIENTAL

A região do Delta do Níger, no sul da Nigéria, é extremamente importante: além de ser lar para mais de 31 milhões de pessoas e de ser um dos principais ecossistemas marinhos e pantanosos, é local de um dos maiores depósitos mundiais de petróleo. No entanto, e apesar de toda esta aparente riqueza, a região é também uma das mais pobres do mundo, sendo que a vasta maioria dos seus habitantes não tem acesso a água potável ou a cuidados médicos.

A exploração de petróleo na região do Delta do Níger começou em 1958, com a Shell British Petroleum (agora Royal Dutch Shell), em parceria com o Governo nigeriano. Actualmente, só a subsidiária Shell Petroleum Development Company (SPDC) explora cerca de 31 mil quilómetros quadrados de terreno e a grande maioria das infra-estruturas está localizada junto das casas, quintas e fontes de água das comunidades. A Carta Africana de Direitos Humanos e dos Povos, da qual a Nigéria é um Estado parte, obriga o governo nigeriano a tomar medidas no sentido de um desenvolvimento ecológico sustentável e de prevenção da poluição, mas as obrigações são frequentemente suplantadas por interesses económicos.

Os derrames de petróleo, o despejo de resíduos e a queima de gás são as formas de poluição resultantes da exploração petrolífera mais frequentes na região.

Provocam danos ao nível do solo, dos lençóis de água e da qualidade do ar.

Prejuízos estes que a Natureza necessitaria de muito mais tempo para reverter do que aquele permitido pelas exigências da exploração. Em comunidades em que cerca de 60% da população depende directamente da pesca e da agricultura, como principais meios de subsistência, os prejuízos causados pela poluição são catalisadores de uma situação de pobreza já muito acentuada.

IMPACTO SOBRE AS COMUNIDADES

A situação do Delta do Níger é, acima de tudo, uma violação dos direitos humanos

da população local. O comprometimento sistemático dos meios de subsistência das comunidades em troca de receitas comerciais, os riscos para a saúde da população, a ausência de qualquer tipo de monitorização do impacto destas actividades nas comunidades e no ambiente e a falha em providenciar compensações às pessoas afectadas, são situações que ilustram o claro desrespeito, quer do Governo nigeriano, quer das petrolíferas, pelos direitos da população e pelas obrigações internacionais.

A Amnistia Internacional publicou recentemente, no âmbito da sua nova campanha “Exija Dignidade”, um relatório sobre esta situação no Delta do Níger. Certos de que a única forma de erradicar a pobreza é a correcção de todos os factores que para ela contribuem, foram elencadas várias situações em que a poluição provocada pela exploração petrolífera comprometeu directamente as populações da zona, deixando-as sem comida ou água e gravemente doentes.

Vários membros de organizações da sociedade civil e de comunidades locais relataram aos investigadores da Amnistia Internacional, que estiveram na região entre Março e Abril de 2008, as dificuldades com que se deparam dada a sua proximidade em relação às explorações.

“Se quisermos ir pescar, temos que remar durante horas ao longo de vários rios até chegar a um sítio onde se consiga apanhar peixe e o derrame seja mais pequeno...alguns dos peixes que apanhamos, quando lhes abrimos a barriga, cheiram a crude”, conta um pescador local.

Os relatos frequentes de derrames que se prolongam durante meses, sem que sejam tomadas quaisquer medidas por parte das petrolíferas ou do Governo, multiplicam-se. A falha destas empresas e dos reguladores em lidar com os derrames de forma rápida e a falta de limpezas eficazes exacerbam os impactos humanos e ambientais dos derrames.


EVADINDO RESPONSABILIDADE

Durante décadas, a indústria petrolífera no Delta do Níger tem operado sem qualquer regulação ou monitorização. Não por falta de leis ou regulamentos: a lei nigeriana proíbe a poluição do solo e da água, exige que as empresas desenvolvam “boas práticas no terreno” e que cumpram com as normas internacionais.

No entanto, várias companhias petrolíferas têm explorado as fraquezas do sistema de regulação, cujas operações têm sido caracterizadas pela falha em tomar medidas preventivas e correctivas apropriadas relativamente à poluição e aos danos ambientais.

Infelizmente, a questão não é sempre a existência ou não de leis mas possuir a capacidade e os recursos para garantir que sejam cumpridas. Os requisitos necessários para tomar todas as medidas necessárias e proporcionar compensação são insuficientes para proteger os direitos humanos, particularmente num contexto em que a capacidade de regulação do governo é muito fraca e a população é, na sua vasta maioria, pobre, altamente dependente do ambiente e com poucos recursos para desafiar as multinacionais do petróleo.

JUSTIÇA E REPARAÇÃO

A situação na região do Delta do Níger é complexa. Enquanto as falhas do Governo nigeriano e das petrolíferas são evidentes, estes não são os únicos actores envolvidos na destruição do ambiente.

As comunidades envolvem-se em actos de vandalismo e sabotagem e as milícias representam uma ameaça significativa para a segurança dos funcionários das petrolíferas, havendo relatos de comportamento agressivo por parte de ambos.

Apesar de não haver uma explicação única para a situação conflituosa no Delta do Níger, as acções dos grupos armados e das comunidades não podem ser utilizadas pelo Governo e pelas multinacionais como forma de desviar a atenção das suas próprias falhas e más práticas. A falta de responsabilização e a incapacidade dos afectados em aceder à justiça ou receber compensações perpetuou o contexto de violações dos direitos humanos e encorajou que estes se repetissem indefinidamente. Uma realidade que tem estimulado a violência por parte das populações.

Enquanto a impunidade pelos abusos do ambiente e dos direitos humanos permanecer generalizada, assim permanecerão a pobreza e os conflitos que assolam a região do Delta do Níger. Apenas quando houver responsabilização efectiva e acesso à justiça, e quando as populações tiverem acesso à informação e ao espaço necessários para participar nas decisões que afectam directamente as suas vidas, será possível começar a remediar a tragédia ambiental e de direitos humanos que se vive no Delta do Níger. Infelizmente, esta região é apenas um exemplo do que se passa em muitas outras partes do mundo.

SAIBA MAIS

Para mais informações sobre a situação no Delta do Níger consulte o relatório da Amnistia Internacional “Petroleum, Pollution and Poverty in the Niger Delta”, publicado em Junho de 2009 e acessível em www.amnistia- internacional.pt (Aprender/ Revista da Amnistia Internacional). No mesmo local assista a um vídeo sobre esta realidade.

O QUE PODE FAZER!

A Amnistia Internacional tem disponíveis dois apelos que visam mudar a situação do Delta do Níger. É urgente que as autoridades reconheçam que viver num ambiente saudável é um direito humano fundamental.

Participe enviando os postais que se encontram no interior desta revista. PRECISAMOS DE SI!

Relatórios e Estudos AI

6 de Fevereiro - Dia de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina e estudo de 9 de Fevereiro

Mutilação Genital Feminina

É também praticada em Portugal




Portugal é um país de risco relativamente à prática da Mutilação Genital Feminina (MGF), indicou a Organização Mundial da Saúde no ano 2002. Uma realidade que é agora confirmada por um relatório que a Amnistia Internacional Portugal vai lançar na próxima segunda-feira, 9 de Fevereiro, no âmbito das comemorações do Dia Internacional de Tolerância Zero à MGF, que se assinala dia 6. O estudo foi realizado por Sandra Marisa Pereira Rendall Piedade, no âmbito do seu Mestrado em Psicologia Social e das Organizações pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa.

Em todo o mundo, aproximadamente 140 milhões de mulheres já foram vítimas de Mutilação Genital, um crime e uma violação grave aos direitos humanos. O Estado português já tipificou a MGF como um delito punível com pena de prisão, na revisão ao Código Penal de 4 de Setembro de 2007, apesar de não fazer referência expressa à terminologia. Assim, indica o artigo 144.º que se classifica como Ofensa à Integridade Física Grave “quem ofender o corpo ou a saúde de outra pessoa de forma a tirar-lhe ou afectar-lhe, de maneira grave, a capacidade de (...) procriação ou de fruição sexual”. É o que acontece com a MGF.

Refira-se que há várias formas de mutilação genital, desde o corte parcial ou total do prepúcio do clítoris até à denominada infibulação, que consiste na remoção de parte dos grandes lábios e na junção dos dois lados, deixando um pequeno espaço por onde passa a urina e o fluxo menstrual. Todas elas resultam, comprovadamente, na ausência de prazer sexual para a mulher, mas podem trazer ainda muitas outras complicações, que são mencionadas no relatório da AI, como: infecções, retenção da urina, menstruações e relações sexuais dolorosas, quistos, abcessos, rasgões no períneo, anemia, entre outras, que podem mesmo resultar na morte da vítima. São também comuns complicações durante o parto.

As mutilações genitais são tradição em várias partes do mundo, mas mais particularmente em África, onde há países – como a Somália, o Djibuti e o Sudão – onde mais de 90% da população feminina é submetida à MGF. Esta processa-se no chamado Ritual do Fanado, quando as raparigas (entre os 4 e os 12 anos) são levadas para locais distantes, deitadas, imobilizadas e mutiladas, numa prática que demora aproximadamente 20 minutos e onde não há recurso a anestesia. Grave é também o facto de a mutilação ser feita com materiais não esterilizados, entre eles: pedaços de vidro, canivetes, lâminas de barbear, navalhas e unhas.

Para as vítimas de Mutilação Genital Feminina não há escolha, uma vez que nas comunidades onde estão inseridas este é um ritual de passagem à idade adulta sem o qual as raparigas não estão preparadas, ou “limpas” e “puras”, para casar. Se alguém recusar a MGF, é automaticamente posta de lado, ficando, como muitas referem, “sem ter voz” e com possibilidades reduzidas de casamento. Para além disso, a honra da família fica manchada e a coesão social da comunidade posta em causa.

É esta a realidade cultural que está por detrás da MGF e que muitos profissionais da saúde portugueses desconhecem – e, muitas vezes, condenam –, não estando preparados para lidar com as pacientes vítimas desta prática criminosa. Uma realidade que ficou provada com o estudo que a Amnistia Internacional Portugal vai agora lançar e que estará disponível em www.amnistia-internacional.pt (área de“Campanhas”/”Mulheres”).

Fonte: www.amnistia-internacional.pt


Dia 9 de Fevereiro - Estudo da Mutilação Genital Feminina

Sandra Marisa Pereira Rendall Piedade

Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa com o apoio da Amnistia Internacional Portugal

Violação dos Direitos Humanos

A mutilação genital feminina é tortura ( no 5.º Artigo da Declaração Universal do Direitos Humanos “ninguém será submetido a torturas, nem a penas ou tratamentos cruéis, desumano e degradantes”.

Violação dos Direitos Humanos

A mutilação genital feminina é tortura ( no 5.º Artigo da Declaração Universal do Direitos Humanos “ninguém será submetido a torturas, nem a penas ou tratamentos cruéis, desumano e degradantes”.

A mutilação genital feminina é discriminação, segundo a Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contras as Mulheres.

Impede a mulher de desfrutar da sua sexualidade e maternidade de forma plena.

Tipos de Mutilação Genital Feminina

A mutilação genital feminina define – se como :“Todos os procedimentos que envolvem remoção parcial ou total da genitália externa feminina ou outros danos aos órgãos genitais femininos”.

Existem quatro tipos de Mutilação Genital Feminina:

Tipo 1 - Excisão prepúcio do clítoris;

Tipo 2 - Excisão total do clítoris;

Tipo 3 - Excisão parcial ou total da genitália externa e estreitamento da abertura vaginal;

Tipo 4 - tudo o que mais do que isto;

A forma mais grave de mutilação é infibulação, remoção das partes mediais dos grandes lábios e junção dos dois lados com espinhos. Formada entrada com pedaço de madeira. Por aqui passagem urina e fluxo menstrual.

Locais onde está enraizado

A mutilação genital feminina está profundamente enraizada em cerca de 28 países africanos, mais em: Somália (99%); Djibuti (90% a 98%); Sudão (90%).

Ainda Médio Oriente, Ásia, América, Austrália, Europa (pelas comunidades migrantes).

Procedimento

Chama-se Ritual do Fanado, no qual ocorre a mutilação genital feminina ou Corte (como chamam na Guiné).

Quem realiza são as excisadora ( mulheres importante estatuto social).

É feito em raparigas entre os 4 e os 12 anos.

Instrumentos utilizados: pedaços de vidro, canivetes, lâminas de barbear, tesouras, navalhas e unhas.

As vítimas são levadas para um local distante, é deitada, imobilizada por outras mulheres. A mutilação dura, em média, 20 minutos.

Nota: A esterilização não é prioritária e a anestesia inexistente.

Razões que justificam mutilação / Motivos subjacentes

1) Ordem religiosa - na Católica, Protestante, Animista e Muçulmana. Nesta última mais ocorrências, mas o Alcorão não tem nenhuma evidência explícita a esta prática.

2) Ordem cultural

- Ritual de passagem para idade adulta, permite integração social, fortalece coesão social grupo a que pertencem.

- Manutenção honra família rapariga , porque assegura virgindade e legitimidade dos herdeiros.

- Torna-se esposa em potencial.

- Traumas foro psicológico.

Nota: Se não o fizerem: discriminação por parte da família, pares e comunidade, reduzidas hipóteses casamento.

3) Ordem de género

- Perdem rede social de apoio e papel de esposas;

4) Crenças associadas aos órgãos sexuais femininos

- Considerados impuros, sujos, inestéticos;

- Clítoris é considerado masculino, e deve ser retirado;

- Cegueira de quem assiste ao parto;

- Mais complicações no parto;

- Morte do marido da mãe;

- Menos promíscua;

- Mais fértil;

- Mais prazer sexual ao marido;

Sequelas

1) Físicas

Imediatas

- Dor intensa;

- Sangramento;

- Retenção fluxo menstrual e da urina;

- Edemas ou inflamação;

- Infecções;

- Choque hemorrágico;

- Tétano;

- Anemia (perda de sangue);

- Contágio vírus HIV (não esterilização );

A longo prazo

- Relações sexuais dolorosas;

- Menstruações dolorosas;

- Rasgões no períneo;

- Retenção urinária;

- Haematocolpos;

- Infecções;

- Quistos no períneo;

- Abcessos;

- Fístulas;

- Quelóides;

2) Psicológicas

- Repercussões comparáveis com uma violação;

- Fobia;

- Ansiedade;

Além disso, no estudo realizado, as mulheres afirmaram que se não se submetessem à mutilação genital feminina, eram mal tratadas, postas à parte, ficam “sem voz”, não existem.

Logo, é um ritual determinante para a inclusão da mulher no seu grupo de pertença. Garante o respeito e aceitação dos membros da comunidade.


Mutilação Genital Feminina em Portugal

§ Segundo a organização mundial da saúde, Portugal é um país de risco relativamente à prática de Mutilação genital feminina, devido imigrantes provenientes de países onde a prática é recorrente.

§ A lei n.º 59/2007, de 4 Setembro - Acrescentado ao Artigo 144.º, “ Ofensa à Integridade Física Grave, alínea b) Quem ofender o corpo ou a saúde de outra pessoa de forma a Tirar-lhe ou afectar-lhe, de maneira grave, a capacidade de (...) procriação ou de fruição sexual (...)”. Pena de dois a 12 anos.

§ A falta de conhecimento e de capacidade (formação) dos profissionais de saúde para cuidar de pacientes com mutilação genital feminina. Pouca sensibilidade cultural (atitude discordante e discriminatória).

§ Apesar de vários terem conhecimento de que há esta prática em Portugal.


AI lança estudo sobre racismo e xenofobia em Portugal

Antecipando o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, que se assinala no próximo dia 21 de Março, a Amnistia Internacional Portugal e o Númena-Centro de Investigação em Ciências Sociais e Humanas, lançaram terça-feira, pelas 16h30, o estudo “O Racismo e a Xenofobia em Portugal após o 11 de Setembro de 2001”. A divulgação do estudo foi feita no salão nobre do teatro D. Maria II, em Lisboa, que encheu para ouvir as conclusões do estudo e as opiniões de três representantes de comunidades imigrantes em Portugal.

O debate abriu com considerações gerais sobre o estudo, introduzidas por Bruno Dias, um dos investigadores do Númena a quem a investigação foi encomendada, há três anos, pela AI Portugal. O autor revelou desde logo que uma das principais conclusões é que, “em Portugal, não há registo nem de ruptura, nem de intensificação, de tendências racistas ou xenófobas após os ataques de 11 de Setembro”. Acrescentou, porém, que isso não significa que estes fenómenos não existam. “A ideia de que Portugal não é um país racista ou de que é um país brando, é errada”.

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Bruno Dias, Númena
Apesar da inexistência de estatísticas sobre o racismo em Portugal, de haver poucas queixas oficiais e de serem raros os processos judiciais a este nível, vários outros métodos de investigação permitiram concluir que “o racismo e a xenofobia, em Portugal, não são de todo inexistentes, apesar de serem muito invisíveis”, afirmou Bruno Dias. Isto porque, alertou, o racismo não está apenas nas acções da mediática extrema-direita, mas também na desigualdade no acesso ao emprego e à educação, entre outras formas subtis de escamotear aquela que é uma realidade presente em Portugal.

Bruno Dias destacou ainda duas outras conclusões do estudo. A primeira indica que as comunidades que mais sofrem de racismo e xenofobia em Portugal são a cigana e os negros. A segunda prende-se com uma realidade relativamente recente: a discriminação positiva, que permite, em nome de uma suposta bondade integradora, marginalizar elementos de uma determinada comunidade. Estas e outras conclusões estão agora acessíveis aqui.

A Comunidade Judaica

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Ester Muznik
Em representação da Comunidade Judaica em Portugal, esteve presente no lançamento do estudo a sua vice-presidente, Ester Muznik, cuja intervenção se impunha na sequência do muito mediatizado conflito israelo-árabe, que se estendeu entre Novembro de 2008 e meados de Janeiro. Um acontecimento que, um pouco por todo o mundo, ajudou a incrementar o sentimento anti-Israel, o que poderia implicar o aumento do anti-semitismo. Segundo Ester Muznik, “o racismo é um fenómeno antigo” e está bem visível nos emails “verdadeiramente assassinos” que revela receber na sua caixa de email e no da Comunidade Judaica.

”Isto ultrapassa de longe o conflito israelo-palestiniano e as questões políticas”, acrescenta a vice-presidente, referindo-se ainda à situação em Portugal. O mesmo não acontece em países como a França, onde, revelou, só no mês de Janeiro houve 352 ataques anti-semitistas, a pessoas e sinagogas, o que contrasta com os 460 incidentes registados em todo o ano de 2007, ou mesmo em 2008. Ester Muznik teme então que o racismo e a xenofobia, no nosso país, possam também piorar. “Não dramatizo, mas acho que há o perigo da situação resvalar de um sentimento anti-Israel para o anti-judaico”.


A Comunidade Africana

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António Veiga
O debate prosseguiu com a intervenção de António Veiga, da Plataforma das Estruturas Representativas das Comunidades Imigrantes em Portugal, que falou sobretudo em nome da comunidade africana. Para o dirigente, há várias situações que continuam a bloquear a integração dos imigrantes. Uma primeira é a laboral, uma vez que “a entrada no mercado do trabalho é fundamental para a plena integração dos imigrantes, mas continua a ser pura ilusão”. Acrescenta ainda que continua a ser difícil, para a comunidade africana, assumir alguma forma de participação política. “Veja-se que só o Partido Socialista teve em tempos dois deputados negros”.

Para terminar, António Veiga referiu o papel fundamental da comunicação social nas questões do racismo e da xenofobia. A título de exemplo, apontou a capa de um jornal nacional de grande tiragem onde há poucos dias se lia, em letras garrafais, “40% dos assassinos são estrangeiros”. Uma notícia que, posta assim, “ajuda a veicular um estereótipo discriminatório para os imigrantes”, o que é grave se entendermos que “os média são um mecanismo de grande importância na formação da opinião pública”.


A Comunidade Cigana

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Maria Dulce Nascimento
Os testemunhos das comunidades analisadas no estudo do Númena e da Amnistia Internacional Portugal terminaram com o discurso emotivo de Maria Dulce Nascimento, da Nova Associação Cigana de Leiria, que falou em nome da comunidade cigana em Portugal. “Somos muito discriminados e apontados. Nós não somos diferentes, somos portugueses”, referiu, em jeito de apelo. Disse ainda que é importante, de uma vez por todas, que se perceba que entre os ciganos há pessoas boas e pessoas más, “como em todo o lado”.

A defensora da comunidade cigana destacou ainda um exemplo recente de racismo e xenofobia, divulgado pela comunicação social no mesmo dia do lançamento do estudo, que revela que a Escola Básica de Lagoa Negra, em Barcelos, colocou 17 alunos ciganos num contentor, à parte dos outros alunos, para aí terem aulas. Segundo a notícia da TSF, disponível online, “a directora regional da educação do Norte diz estarmos perante um caso de discriminação positiva e argumenta que este projecto é mesmo um exemplo de integração social”. Um caso que prova que Portugal está ainda longe de ser o país de brandos costumes que muitos querem veicular.

ImagePara concluir, foram ainda deixadas algumas possíveis soluções para o futuro. De acordo com o estudo, “os remédios para este racismo estrutural são mais difíceis de encontrar, mas são essencialmente políticos”. Para Ester Muznik é preciso, primeiro que tudo, não ter medo da diferença. “Na sociedade portuguesa, e na humana em geral, há ainda de facto a rejeição do que é diferente”. Em segundo lugar, é fundamental não deixar de lado a questão religiosa, pois “para muitas pessoas a prática da religião é uma forma de integração na sociedade”. Por último, defende, “a integração é sempre feita dos dois lados” e não depende apenas das instituições e das políticas sociais, mas também das próprias minorias, que têm de ter a vontade de se integrarem, isto é, de aprenderem a língua e a cultura portuguesas.

Estudo acessível em www.amnistia-internacional.pt

DOSSIER O Mundo dos Migrantes

A 20 de Junho assinalou-se mais um Dia Mundial dos Refugiados e um pouco por todo o mundo estas populações foram recordadas. No entanto, inúmeras pessoas continuam a confundir os refugiados com os imigrantes e até com a imigração ilegal. Para desmistificar tudo isto, o “Notícias da Amnistia Internacional Portugal” vai neste dossier procurar clarificar conceitos, para que se perceba quem é quem neste complexo mundo dos migrantes.

Ser Refugiado

A história de Mohammed (nome fictício), de 62 anos, podia ser semelhante à de muitos outros refugiados, não fosse o facto de ter fugido do seu país não uma vez, mas já duas vezes na vida. Uma procura incessante pela liberdade e pela dignidade de que todos os seres humanos precisam, que o refugiado relatou ao “Notícias da Amnistia Internacional Portugal” numa conversa que decorreu no local onde hoje se sente em casa: o Centro de Acolhimento para Refugiados, na Bobadela, em Loures, Portugal. Recordar o passado não é fácil para nenhuma destas pessoas, mas Mohammed aceitou fazê-lo uma vez mais, para tentar transmitir um pouco do que é Ser Refugiado.

A primeira fuga

Nascido na Palestina em 1947, Mohammed tinha apenas um ano quando a sua cidade, Salvat, se tornou parte do recém-criado Estado de Israel. Os seus pais tiveram então 48 horas para mudar de vida, porque a História os tinha transformado em apátridas. Optaram,pela proximidade e urgência, em fugir para a Síria, país fronteiriço que acolhe hoje 424 mil palestinianos, sendo um dos Estados que mais refugiados recebe.

O povo da Palestina é também o que há mais anos vive nesta condição, pois até hoje não está resolvido o seu problema de Pátria. Uma realidade que dura há seis décadas e que todos os anos leva milhares de palestinianos a procurarem um lar noutros países do mundo.

Os países em desenvolvimento abrigam 80% dos refugiados do mundo

Muitos dos Estados da Organização das Nações Unidas cedo perceberam que não podiam ficar de costas voltadas para esta população, até porque esta iria, muito provavelmente, procurar refúgio nos seus respectivos territórios. Em pouco tempo reuniu-se vontade política para criar um organismo específico para proteger estas pessoas e encontrar soluções para o seu problema.

Assim nasceu, em 1950, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Médio Oriente e pela primeira vez se falou formalmente em “refugiado”.

Mohammed, os seus pais e os seus irmãos enquadravam-se no conceito, uma vez que tinham deixado a Palestina em consequência da guerra que deu origem a Israel. Em poucos meses, a família estabeleceu- se na República Árabe da Síria, onde Mohammed cresceu. Foi também aqui que o refugiado se tornou um activista, pois nunca concordou com o regime ditatorial que há largas décadas caracteriza este país. “Eu tenho ideias de paz e não acredito na Guerra”, diz, enquanto lamenta: “para eles [as autoridades], ou se é como eles, ou é-se um traidor”. Foi assim que decidiu refazer a sua vida. Os documentos pessoais tinham há muito sido confiscados, por isso a única possibilidade de sair do país era recorrer a uma rede de tráfico humano. Uma opção frequente entre os refugiados, que tem ajudado a que sejam confundidos com os imigrantes, lamenta António Guterres, Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados.

A protecção temporária não é muito expressiva em Portugal, mas foi utilizada aquando do conflito no Kosovo, em 1999, quando foram acolhidos no nosso país vários kosovares. O objectivo deste regime é, a título excepcional e provisório, providenciar um lar a pessoas que fogem em massa de um país, normalmente devido a um conflito armado ou a violência generalizada. A urgência da situação exige que estas pessoas sejam acolhidas, durante algum tempo, num outro Estado, regressando depois a casa quando a situação está solucionada. Foi o que aconteceu no caso do Kosovo.

Este último título que Mohammed adquiriu cedo, ao recusar a ida à tropa. Tinha então 20 anos e frequentava o primeiro ano da Faculdade. Na altura, “foi julgado e condenado a três anos de prisão por um Tribunal Militar”. O que não sabia então é que ficaria marcado para sempre.


A segunda fuga

As ideias políticas de Mohammed, bem diferentes das defendidas pelo regime sírio, fizeram com que durante quase 35 anos fosse perseguido e detido pela polícia secreta. “Vinham uns homens vestidos à civil e levavam-me”, conta, enquanto diz que não era preciso sequer um mandato. A sua família também deixou de necessitar de aviso, uma vez que os desaparecimentos se tornaram frequentes. “Ficava cá fora seis meses, sete meses, um ano... Depois era outra vez detido”, recorda. Um entra e sai da prisão que não permitiram ao refugiado levar uma vida dita “normal”, como seria casar e ter filhos.

A Protecção Temporária

A instituição que lidera, criada no seio das Nações Unidas em 1949, visa proteger estas populações em todo o mundo. Mohammed é um deles. Em 2005 abandonou tudo e partiu sozinho, 22 dias escondido na casa das máquinas de um barco, como o faria qualquer imigrante ilegal. O que os distingue, frisa, é que “quem foge não pode escolher o destino” e é o dinheiro pago que determina o local de chegada.

Além disso, os refugiados não deixam o seu país voluntariamente, nem procuram melhores condições económicas, como muitos imigrantes. São pessoas que receiam ser “perseguidas em virtude da sua raça, religião, nacionalidade, filiação em certo grupo social ou pelas suas opiniões políticas”, de acordo com a Convenção de Genebra relativa ao Estatuto dos Refugiados, de 1951.

Uma condição na qual Mohammed se enquadrava, pelas detenções de que foi alvo, mas que tinha agora de provar para conseguir obter asilo (ver “Ser Requerente de Asilo”). Como a maioria dos refugiados, o palestiniano chegou a Portugal sem nada, ou seja, sem documentos para demonstrar sequer a sua identidade.

Entrou então num processo judicial que durou um ano e que o refugiado prefere não lembrar.

Ser humano

Apesar das dificuldades iniciais, Mohammed conseguiu adquirir o estatuto de refugiado e hoje é um dos cerca de 300 asilados a viver em Portugal, segundo dados facultados pelo Conselho Português para os Refugiados. Nem todos, porém, adquiriram o referido estatuto, podendo estar em solo português ao abrigo do regime especial denominado “protecção humanitária”, esclarece Mónica Frechaut, da instituição mencionada, enquanto explica que esta é “proposta para conceder refúgio a pessoas que, embora não reunindo os critérios estabelecidos para adquirir o estatuto de refugiado, carecem de apoio especial por terem fugido de zonas de conflito ou de abusos de direitos humanos”.

Em todas estas situações é fundamental perceber que há pessoas reais, que são obrigadas a começar a sua vida do zero e a esquecer, muitas vezes, familiares e amigos. Quando ingenuamente perguntamos a Mohammed se recorda esse momento,

da chegada a Portugal, sorri com a calma de quem sabe que só quem viveu situações semelhantes consegue compreender.

Com serenidade responde:

“Claro. Foi o dia do meu nascimento”.

“Como?”, perguntamos nós.

A resposta deixa-nos desarmados: “Tenho duas datas de nascimento. Como carne e osso nasci em 1947, como ser humano em 2005. Em Portugal encontrei três coisas que nunca tive: a minha Dignidade; a Pátria que estava à procura e encontrei- me a mim próprio como Ser Humano, porque fui sempre tratado como um animal”.

A 26 de Dezembro de 2004 o mundo despertou para uma realidade que muitos especialistas vinham já a anunciar nos últimos anos: as alterações climatéricas.

Quando a terra tremeu no Sudeste Asiático e provocou ondas gigantes que atingiram vários países repletos de turistas, os cidadãos de todo o mundo começaram a perceber o alcance do problema. O que a maioria esquece é que o drama vai muito para além do número inicial de mortos e feridos, uma vez que de cada catástrofe natural saem centenas de novos deslocados que, muitas vezes, não recebem qualquer forma de protecção ou assistência. São pessoas que não fogem de problemas financeiros, como é comum nos imigrantes, nem receiam perseguição pelas razões apontadas pela Convenção de 1951, como é o caso dos refugiados. No entanto, são também forçados a deixarem as suas casas e as suas formas de subsistência porque estas foram, pura e simplesmente, “engolidas” pela Mãe Natureza. Não se pense, no entanto, que estes novos migrantes são apenas resultado das chamadas catástrofes naturais, como o tsunami e as cada vez mais

Ser Requerente de Asilo

“Os refugiados necessitam de alimentos, água, abrigos ou cuidados médicos, mas a necessidade essencial é a obtenção de asilo”, defende Mónica Frechaut, do Conselho Português para os Refugiados (CPR). Só assim estas pessoas podem refazer as suas vidas, num local seguro. Obter asilo exige, porém, ser reconhecido como refugiado pelos Estados e isso implica provar, tal como Mohammed (ver “Ser Refugiado”), que reúne três condições: 1) que no seu país de origem receava ser perseguido; 2) que tem razões fundadas para esse receio e 3) que na base da perseguição estava a sua raça, a sua religião, a sua nacionalidade, a sua filiação a certo grupo social ou as suas opiniões políticas, frequentes secas e cheias, pois os especialistas garantem que as piores consequências virão do sobreaquecimento global. Uma realidade que para muitos é ficção, mas que começa a ser comummente aceite: no futuro haverá zonas do globo que vão ficar desertas e ilhas que irão desaparecer graças à subida do nível médio da água do mar.

Previsões que levaram já a Organização das Nações Unidas a estimar que até 2050 o número de pessoas em fuga por razões ambientais deve subir para os 200 milhões. Mito ou realidade, hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados fala já em cerca de 25 milhões de pessoas nestas condições.

Nenhuma delas, ressalve-se, recebe protecção ou assistência de organizações internacionais, uma vez que não há, por enquanto, nenhuma instituição voltada para estas populações e nenhum estatuto definido para aqueles que, em 1985, o egípcio Essam ElHinnawi já apelidava de “refugiados ambientais”. Todos eles ficam dependentes dos seus próprios Governos e estes não têm, muitas vezes, capacidade (ou vontade) de os proteger. Para onde irão então estas pessoas?

Os Refugiados Ambientais

Reunindo estas condições, o processo começa junto do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), ou de qualquer autoridade policial que o remeta para este local,onde é apresentado o pedido de asilo. O solicitante torna-se então um “Requerente de Asilo” e o Conselho Português para os Refugiados, em Portugal, e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, em Genebra, devem ser alertados para o seu caso. Importante é perceber que até esta fase o requerente de asilo estava ilegal no país de acolhimento, como qualquer imigrante, apesar das suas circunstâncias serem muito especiais (ver “Ser Refugiado”). Bem diferente é a realidade dos que chegam a Portugal ao abrigo do denominado Programa Nacional de Reinstalação, que viajam de outros países já com o estatuto de refugiado adquirido ou com a forma de protecção que irão receber previamente acordada. Normalmente são pessoas que alcançaram primeiro um outro Estado e este, como não teve condições para os acolher mas reconheceu a sua necessidade, acordou com outro país a sua reinstalação.

Uma situação ideal, mas ainda pouco frequente. Para que se perceba a diferença, refira-se que em 2008 foram apresentados 161 pedidos de asilo junto do SEF, por pessoas que chegaram pelos seus próprios meios a Portugal, e apenas três pessoas, da Eritreia, foram reinstaladas.

A avaliação do pedido de asilo pelo Ministério da Administração Interna pode demorar quatro meses, um ano, ou mais, variando muito de caso para caso. Em todo o mundo, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados estimava, no final de 2008, que estavam à espera de resposta ao seu pedido de asilo 827 mil pessoas. No caso português, enquanto aguardam, os requerentes de asilo podem ficar a residir no Centro de Acolhimento para os Refugiados do CPR, em Loures, onde usufruem de vários serviços e actividades, como: aulas de língua portuguesa e de informática, actividades desportivas, orientação profissional, apoio jurídico, acesso à educação e a cuidados de saúde, entre outros.

Apesar destas condições, Portugal continua a ser dos países da Europa que recebe menos pedidos de asilo.

No entanto estes são, segundo o CPR, muito heterogéneos. No ano passado, 34 nacionalidades diferentes procuraram acolhimento em Portugal, mas a maioria dos pedidos de asilo continuou a chegar de pessoas provenientes do Sri Lanka e da Colômbia. É também de assinalar que Portugal tem hoje uma taxa de admissibilidade muito superior há de algumas décadas, tendo em 2008, dos 161 pedidos de asilo, sido atribuídos 12 estatutos de refugiado e 70 autorizações de residência por razões humanitárias. do então naquilo a que hoje se chama de “deslocado interno” ou “pessoa deslocada internamente”, que pode estar na mesma situação que um refugiado, mas não adquire este estatuto porque não deixou o seu país de origem.

Mónica Frechaut, do Conselho Português para os Refugiados, explica: “são pessoas que abandonaram as suas casas por razões iguais às dos refugiados, mas não atravessaram as fronteiras do seu país talvez porque montanhas ou rios os impeçam de o fazer ou porque fugiram para relativamente perto, na esperança de poderem rapidamente regressar”. Era isso que acontecia a Ibrahim, até ao dia em que ouviu dizer que a irmã estava num campo para refugiados no Chade.

Tinham passado quase dois anos desde o ataque à sua aldeia. Com pouca informação mas muita esperança, o deslocado partiu numa viagem épica em busca da família perdida. Chegou ao país vizinho em Dezembro de 2005, com 16 anos, e ao fim de três semanas de emotiva procura conseguiu localizar a sua irmã, agora casada e com um filho de colo. Salga, como muitas outras pessoas que não encontram abrigo em casas ou centros de acolhimento, vivia há dois anos refugiada num dos 12 campos.

Ser Deslocado Interno

A história de Ibrahim pode ler-se no site oficial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Tinha 14 anos quando homens armados atacaram a vila onde morava, Tandoussa, no Darfur, Sudão. Vivia com o pai, a mãe e a irmã mais velha, Salga, que na altura, em 2004, tinha 18 anos. O ataque causou o pânico entre os moradores, que correram para diferentes lados tentando salvar as suas vidas. Passada a confusão, Ibrahim percebeu que ficara sozinho.

Sem rumo, fixou-se numa vila próxima, Forbaranga, e começou a trabalhar no mercado local, para sobreviver, enquanto procurava a sua família. Tinha se torna tem, para além de 218 mil refugiados oriundos do Darfur, cerca de 90 mil deslocados internos. Grande parte vive em campos, em condições precárias que têm chegado ao conhecimento do mundo através de filmes e documentários. Pilhagens, violações e o recrutamento de crianças soldado são apenas alguns dos muitos atentados aos direitos humanos perpetuados pelas autoridades e pelos grupos rebeldes nestes locais. Uma realidade que atinge hoje muitos dos 26 milhões de deslocados internos que o Conselho Norueguês para os Refugiados estima existirem no mundo, sendo apenas 14,4 milhões deles protegidos pelo ACNUR, em 22 países. Os principais produtores de deslocados internos continuam a ser o Sudão, a Colômbia e o Iraque.


Ser Apátrida


À primeira vista pode parecer estranho, mas dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados indicam que há no mundo 6,6 milhões de apátridas. Em Portugal, o Conselho Português para os Refugiados (CPR) refere números do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, que apontam para a existência de 273 apátridas no nosso país. “Um número estável desde 1999, o que provavelmente significa que não existem novos casos de apátridas no nosso país”, refere Mónica Frechaut, do CPR, acrescentando que muitos dos casos remontam às décadas de 70 e 80 e aos processos de descolonização portuguesa.

De acordo com o dicionário, são apátridas as pessoas que não têm Pátria, ou seja, que não são cidadãos de nenhum Estado e que, como tal, não têm um Governo que as proteja, necessitando de protecção internacional. Uma designação que parece

impossível acontecer nos dias de hoje, até porque histórias (reais) como a que retrata o filme “Terminal de Aeroporto”, de Steven Spielberg – em que um passageiro fica confinado ao aeroporto de Nova Iorque porque o seu país de origem, durante o voo, deixou de existir parecem - nos demasiado romanceadas. No entanto, se recordarmos a desintegração da ex - União Soviética, no início dos anos 90, começamos a perceber que os conflitos armados e as questões étnicas podem originar milhares de apátridas.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados refere, no livro A Situação dos Refugiados no Mundo 1995 – Em Busca de Soluções, que “na maioria das situações as pessoas tornam- se apátridas porque os Estados

não aprenderam a conviver com, nem a tolerar, as suas minorias”. Mónica Frechaut, do Conselho Português para os Refugiados, acrescenta que os apátridas também podem surgir por questões meramente jurídicas, uma vez que por vezes

os Estados desintegram-se ou adquirem independência e os cidadãos não tratam atempadamente dos novos documentos de cidadania, tornando-se, assim, apátridas. Uma realidade que se torna menos estranha se pensarmos que em muitos países há pessoas, normalmente nas zonas rurais, que não têm sequer um bilhete de identidade.

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Ser Retornado


Quando alguém se vê obrigado a fugir e se torna refugiado, o seu objectivo de vida passa a ser encontrar uma solução duradoura para a sua situação.

Pode então procurar asilo num país ou ficar a viver em condições precárias em campos de refugiados ou em instituições criadas para o efeito. Porém, todos eles gostariam um dia de poder dizer que são “retornados”, pois, como nome indica, significaria que regressaram ao seu país de origem.

No entanto, o repatriamento só é possível quando as condições que originaram a fuga estão totalmente solucionadas.

Nalguns casos, como o de Mohammed (ver “Ser Refugiado”), isso poderá demora m muitos e longos anos, noutros poderá nunca chegar a acontecer. Há, no entanto, alguns números que são inspiradores como os do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, que em 2008 conseguiu ajudar 604 mil pessoas a voltarem às suas casas.

Dossier - Conflito em Faixa de Gaza

Neste dossier poderá encontrar todas as notícias actualizadas do Conflito na Faixa de Gaza.

Fonte: Jornal Público

http://dossiers.publico.clix.pt/dossier.aspx?idCanal=2697

08/03/10

Grupos em acção


Notícias dos Grupos: Veja aqui as actividades dos grupos/núcleos da AI Portugal


Grupo Local 33 – Aveiro



O grupo de Aveiro dinamizou a IV Semana Aveirense de Direitos Humanos, no Centro Cultural de Ílhavo, nos dias 26 e 27 de Fevereiro.
Nesta acção, para além da apresentação do que é a Amnistia Internacional e do trabalho dinamizado pelo Grupo de Aveiro, houve uma parte cultural, com exposições sobre a AI, sobre Mulheres Activistas e ilustrações da DUDH, a projecção do filme Diamantes de Sangue e um espectáculo musical com vários convidados, como os Dancenter, Rui Oliveira e Lara Pereira, João Gentil, Micaela Vaz, A. Fernandes e Rui
Oliveira, Roncos & Curiscos e o conhecido Manuel Freire.


O núcleo de crianças


No dia 12 de Fevereiro, o Núcleo de Crianças da AI Portugal, em parceria com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, realizou o I Encontro Nacional de
Educação para os Direitos Humanos, com o tema "A Guerra não é um Brinquedo". Neste evento, que teve lugar na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, as crianças e restante comunidade puderam saber mais sobre a problemática das Crianças-soldado e das consequências da exposição das crianças à violência armada.
Estiveram presentes Paulo Cunha, Vereador dos Pelouros das Freguesias, Cultura e Turismo e Mário Passos, Vereador da Divisão de Habitação e Família, e Juventude da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão; Felice Dindo da Cruz Vermelha Portuguesa; Capitão Machado e Tenente-Coronel Ribeiro da Escola Prática de Administração Militar (EPAM); Padre Marcelo dos Missionários Combonianos; Joaquim Loureiro, advogado; e Pedro Krupenski da Amnistia Internacional Portugal.
Todos os que estiveram presentes puderam também ver exposições sobre a Amnistia
Internacional e a Cruz Vermelha e instalações alusivas ao tema no espaço exterior, bem como uma exposição de material bélico da EPAM no exterior da Casa das Artes. O momento foi ainda aproveitado para se proceder à entrega simbólica dos brinquedos bélicos recolhidos nas escolas do concelho aos escultores responsáveis pela construção do “Monumento das Crianças à Paz”: Alexandre A. R. Costa e Jorge Fernando dos Santos.


Núcleo de Estremoz



O Núcleo de Estremoz criou na Escola Secundária Rainha Santa Isabel um cantinho de mãos vermelhas, para assinalar o dia de luta contra o uso das crianças-soldado – Red Hand Day, que se realizou a 12 de Fevereiro.

Núcleo do Oeste/ Caldas da Rainha



Também a propósito do Red Hand Day, o Núcleo do Oeste lançou o repto a escolas da zona para celebrarem esta data. Este foi aceite pela Escola Secundária Raul Proença e pela EB 2,3/S de São Martinho do Porto, que dinamizaram acções simbólicas e assinatura de petições para sensibilizar a população escolar para esta situação.

Grupo de estudantes do Colégio de São Miguel - Fátima



O Grupo de Estudantes do Colégio de São Miguel, em Fátima, redinamizou o seu blog, intitulado "Até onde podemos chegar?".
Neste, com um novo e atractivo visual, o Grupo promove amplamente a AI, com a possibilidade de participar em webactions ou consultar o catálogo de material de venda da AI Portugal. Durante o mês de Fevereiro decorreram também as inscrições para o Concurso "Arte para a Dignidade", que o Grupo vai promover no seu Colégio, bem como está já anunciado o Torneio de Voleibol "Jogar para Não discriminar", que irá ter lugar no dia 26 de Março. Podem consultar toda esta e mais infomação no endereço do blog http://aiateondepodemoschegar.blogspot.com/



Grupo de Estudantes da Escola Secundária de Albufeira




Na manhã do dia 18 de Fevereiro, o Grupo de Estudantes da Escola Secundária de Albufeira promoveu a visualização do filme "A Caminho de Guantánamo, no Auditório da Escola. A acção contou com cerca de 90 pessoas, entre alunos e professores.
Da parte da tarde, realizou-se uma acção de apresentação sobre a AI e o seu trabalho e o Grupo de Estudantes e as acções realizadas por este.


Grupo de Estudantes da Escola Secundária Antero de Quental (Ponta Delgada)



O GE levou a cabo a iniciativa Red Hand Day na sua escola através da criação de um cantinho de mãos vermelhas onde foram colocadas mensagens. Também procederam à recolha de assinaturas para a acção urgente júnior sobre as crianças soldado no Nepal.
Todos os que participaram receberam um autocolante com o símbolo desta iniciativa – uma mão vermelha onde está a figura de uma criança soldado.



Grupo de Estudantes da Escola Secundária Filipa de Vilhena (Porto)


Também este grupo dinamizou o Red Hand Day. Para tal criaram enormes cartazes com mãos vermelhas, que afixaram em vários espaços do recinto escolar.


Grupo de Estudantes da Escola Secundária de Ermesinde



No dia 12 de Fevereiro participaram também nas iniciativas do Red Hand Day. Todos os que quiseram participar, estamparam a sua “mão vermelha” num painel gigante. Também foram recolhidas assinaturas para a Acção Urgente Júnior sobre as crianças – soldado no Nepal. No total, 340 pessoas participaram nas actividades.

Serra Leoa: uma em cada oito mulheres corre o risco de morrer durante a gravidez ou no parto


Na véspera do encontro de líderes mundiais em Nova Iorque, no qual se irá discutir o aumento de fundos para os cuidados de saúde nos países em desenvolvimento, a Secretária-Geral da Amnistia Internacional, Irene Khan, lançou a campanha para reduzir a mortalidade materna na Serra Leoa. O relatório Out of Reach: The cost of maternal Health in Sierra Leone usa relatos pessoais para mostrar como as mulheres e raparigas são frequentemente impedidas de aceder a tratamentos de saúde no país, porque são demasiado pobres para os pagar. Na Serra Leoa uma em cada oito mulheres corre o risco de morrer durante a gravidez ou no parto. Esta é uma das maiores taxas de mortalidade materna no mundo. Milhares de mulheres morrem após o parto em consequência de hemorragias. A maior parte morre nas suas casas. Outras morrem a caminho do hospital, nos táxis, nas motorizadas ou quando se deslocam a pé. Na Serra Leoa, menos de metade dos partos são realizados por alguém com formação na área e menos de um em cinco são levados a cabo com todos os cuidados médicos. “Estas estatísticas cruéis revelam que a mortalidade materna é uma emergência no que toca aos Direitos Humanos na Serra Leoa”, disse Irene Khan enquanto apresentava o relatório na capital da Serra leoa, Freetown. “As mulheres e as raparigas estão a morrer aos milhares, porque é-lhes negado frequentemente o seu direito à vida e à saúde, apesar das promessas do governo de providenciar cuidados de saúde de graça para mulheres grávidas”. Na Assembleia Geral das Nações Unidas de dia 23 de Setembro estará em discussão o acesso a cuidados de saúde nos países em desenvolvimento. Gordon Brown, Primeiro-Ministro britânico, deverá anunciar uma série de medidas financeiras com o objectivo de melhorar os cuidados de saúde nos países em desenvolvimento, com particular ênfase para os cuidados infantis e maternais. A Serra Leoa deverá ser um dos beneficiários deste fundo. “É urgente mais dinheiro para a Serra Leoa, mas este não chegará para as mulheres e crianças em áreas remotas, que representam o maior risco”, afirmou Irene Khan. “As vidas destas mulheres e raparigas serão salvas apenas quando o sistema de saúde for devidamente gerido e o Governo da Serra Leoa responsabilizado”. “Apenas dinheiro não resolverá o problema. Na Serra Leoa, a tragédia da mortalidade materna está subjacente à discriminação e ao facto das mulheres serem o estrato mais baixo da sociedade. Este é um país onde as raparigas são forçadas a casar cedo, onde são excluídas das escolas e enfrentam violência sexual. As suas famílias, os líderes das suas comunidades e mesmo o governo atribuem pouca importância às necessidades das mulheres no que toca a cuidados de saúde”. A visita de Irene Khan à Serra Leoa marca o início da acção da Amnistia Internacional contra a mortalidade maternal naquele país. Uma caravana irá percorrer o país nas próximas semanas, actuando como veículo de informação e espaço de debate sobre a saúde maternal. A Amnistia Internacional acredita que a pobreza é uma questão importante quando falamos de Direitos Humanos e este ano lançou a campanha Exija Dignidade, que apela ao fim das violações dos direitos humanos que levam à pobreza ou ao aprofundar desta. A mortalidade materna é um dos pontos-chave desta campanha. A campanha mobiliza pessoas de todo o mundo num apelo aos governos e às empresas para que oiçam as vozes daqueles que vivem na pobreza e para que respeitem os seus direitos. Nota:No dia 22 de Setembro, em Freetown são esperadas milhares de pessoas no evento público em que Irene Khan dará o pontapé de saída à Caravana da Amnistia Internacional para “Acabar com a Mortalidade Materna”. A caravana percorrerá o país, consciencializando a população para o problema da mortalidade materna como uma questão de direitos humanos na Serra Leoa e exigindo do governo melhoramentos nos serviços de saúde. O evento contará com Irene Khan e altos funcionários governamentais e será exibido um filme e uma peça de teatro sobre a Mortalidade Materna. Enquanto se encontrar na Serra Leoa, Irene Khan terá encontros com a primeira-dama Sia Koroma e com outros altos funcionários governamentais. Também visitará várias unidades de saúde, bairros degradados e grupos de mulheres para tomar contacto com as pessoas que diariamente vivem com a realidade da mortalidade materna. A Amnistia Internacional está a tratar a mortalidade materna como um dos temas da campanha Exija Dignidade, lançada recentemente e que se centra na pobreza e nos direitos humanos.

Veja a informação completa em:
http://www.amnesty.org/en/news-and-updates/report/maternal-death-rate-sierra-leone-quothuman-rights-emergencyquot-20090921

França acusada de graves violações dos direitos do Homem


Amnistia Internacional 02-04-09

França acusada de graves violações dos direitos do Homem

A Amnistia Internacional denunciou hoje a alegada impunidade dos membros das forças de segurança da França, que acusa de graves violações dos direitos do Homem, e pede às autoridades francesas que criem um "órgão independente de inquérito".

Em França, as queixas de homícidios ilegais, contrabando de tabaco, injúrias racistas e uso abusivo da força pelos agentes de segurança pública "não são suficientemente investigados" e "os responsáveis raramente são apresentados à justiça", refere o relatório intitulado "França - polícias acima da lei?".

O documento divulgado pela Amnistia Internacional é suportado por uma dezena de casos emblemáticos, o que é justificado pela organização pela falta de estatíticas globais, lacuna que a Amnistia considera necessário colmatar "para que haja transparência".

"A França não respeita as suas obrigações internacionais em matéria de respeito pelo direito à vida e de combate à tortura e aos maus tratos", afirma o director-adjunto do programa Europa da Amnistia, Philippe Diaz.

Questionados pela agência de notícias francesa AFP, os ministérios franceses do Interior e da Justiça rejeitaram as acusações.

"Nenhum polícia está acima da lei", afirmou fonte do ministério do Interior.

Também os sindicatos da polícia mostraram indignação face às acusações do organismo internacional.

"Não respondo a grosserias e a caricaturas", disse um membro de um dos sindicatos de oficiais, o Synergie.

Lusa

Cidadão português condenado à morte por tráfico de droga



Cidadão português condenado à morte por tráfico de droga

Fonte: Diário de Notícias Filipa Ambrósio de Sousa 03-04-09

China. Ministro da Justiça diz que Governo português é contra a pena capital. Amnistia Internacional lança alerta e acusa Governo de negligência

FILIPA AMBRÓSIO DE SOUSA

Cidadão português, 49 anos, etnia chinesa e residente e Macau. Lau Fat Wai foi condenado recentemente à morte por um tribunal de Cantão, capital da província chinesa de Guangdong. Em causa os crimes de tráfico de droga e posse ilegal de arma. Ontem, até à hora do fecho da edição, o Governo português não assumiu nenhuma tomada de posição sobre este caso. O DN contactou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas não obteve resposta.

A notícia foi conhecida ontem, o último dia de uma visita oficial à China e à Região Administrativa Especial de Macau do Ministro da Justiça."Portugal não abandona os seus nacionais e em relação àqueles que detenham a nacionalidade portuguesa, manifestaremos sempre através de iniciativas todo o nosso empenho no sentido de evitar a concretização de condenações à morte", disse Alberto Costa em Macau.

Contactado pelo DN o ministro não concretizou o que estaria a ser feito pelo Governo durante o dia de ontem:"É algo que a missão diplomática tem de fazer e tem de estudar o caso", referiu o seu assessor. Ou seja: passou a responsabilidade para o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Teresa Nogueira, coordenadora do grupo da China da Amnistia Internacional, aponta o dedo ao governo português. Explica que no mês passado foi aprovada a Lei Básica de Macau que prevê que cidadãos residentes em Macau sejam condenados por crimes em território chinês. E este é um dos efeitos desta nova lei. Maria Teresa Nogueira acusa o Governo de, neste campo, ser negligente. "Ao menos que agora tomem uma posição já que na altura que esta lei foi discutida - Novembro de 2008 - não o fizeram".

Teresa Nogueira garantiu ao DN que, tal como habitualmente se faz nestes casos, planeia lançar um alerta mundial sobre deste caso de forma a que o condenado não seja executado."Lamento muito esta condenação e acho que o Governo português que se diz defensor dos direitos humanos tem de tomar uma atitude o mais depressa possível", enfatizou.

Ontem Alberto Costa referiu, ainda em Macau, que o governo português tem "uma posição firmemente contrária à pena de morte" e recordou que Portugal, te a Presidência da União Europeia, no segundo semestre de 2007, instituiu o Dia Europeu Contra a Pena de Morte."Todas as condenações à morte e todas as execuções merecem a nossa condenação", enfatizou.

Durante o dia de ontem, o cônsul-geral de Portugal em Macau, Manuel Cansado de Carvalho, disse à Lusa que o assunto será seguido pelo gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga."Nesta altura não me quero pronunciar e não me posso pronunciar sobre o assunto. A única coisa que posso dizer é que o cidadão em causa está efectivamente nos registos do Consulado e que até agora não me chegou nenhum contacto sobre o assunto", acrescentou.

A sentença aplicada a Lau Fat Wai não foi ainda executada porque foi apresentado recurso em Cantão, disse o seu advogado,Vasco Passeira,àLusa.Passeira disse que estão a ser encetados contactos com as autoridades portuguesas de Macau e de Lisboa para "tentar a suspensão da pena" e "encontrar uma forma"do cidadão português cumprir uma pena de prisão em substituição da pena capital.

Lau Fat Wai é pai de um filho menor. Obteve o último passaporte português a 29 de Outubro de 2003 no Consulado-Geral de Portugal em Macau e o Bilhete de Identidade a 2 de Fevereiro de 2004.

Congresso debate a força dos Actores Sociais


Num mundo cada vez mais desigual, a CAIS, associação sem fins lucrativos que se dedica ao melhoramento das condições de vida de pessoas em situação de privação, exclusão ou risco, vai dedicar a oitava edição do Congresso CAIS à temática: Actores Sociais; Uma Força Política Impar na Defesa dos Afectos e dos Direitos.

O objectivo é reunir profissionais do sector social e todos os interessados nesta temática para, nos dias 18, 19 e 20 de Março, debaterem o papel dos actores sociais na construção da sociedade de hoje. Veja aqui o programa completo e participe, na Fundação Luso-Americana, em Lisboa. A entrada livre. Inscrições e informações pelo email

sonia.camacho@cais.pt ou pelo telefone 218 369 003.

BOAS NOTÍCIAS